quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014

Fábricas de filhotes


Por que não comprar animais
Por Marcelo Pereira*


As “Fábricas de filhotes” são lugares destinados à reprodução para o comércio de animais em massa, estando o lucro em um patamar mais elevado que o bem estar do animal em questão. Os animais procriadores vivem em terríveis condições. Geralmente passam a vida em gaiolas pequenas e sujas, sem contato com pessoas. Passam fome, não recebem atendimento veterinário e são vistos como coisas, vivendo em situação deplorável. As fêmeas procriam a cada cio e quando não conseguem mais atender a demanda são descartadas como lixo, e outro animal é colocado em seu lugar. Tenho uma prova viva disso em casa. Há anos atrás resgatei, de uma criadora, uma cadela que seria descartada por não estar mais procriando e estava atrapalhando a produção dessa fábrica. É inacreditável, mas é uma realidade.
A venda de animais por si só, seja ela em pet shops ou canis/gatis, transforma animais em mercadoria, em objeto negociável. Não apenas cães e gatos, mas quaisquer animal merece ser tratado como um ser senciente, e não como fonte de lucro.


Uma “fábrica de filhotes” pode começar bem perto de você, com um amigo ou vizinho que esteja “precisando” de dinheiro e então usa uma cadela para acasalar em todo cio. É claro que ele não tem condição e nem interesse em levá-la no veterinário para ver como estão as condições da mesma, e então os filhotes começam a carregar uma ou mais doenças hereditárias, ou seja, além de prejudicar a fêmea que está parindo sem descanso e cuidados médicos, ainda os filhotes sofrem com problemas de saúde ao longo de sua vida.


Alguns motivos para NÂO comprar animais

Péssima saúde: devido ao fato da maioria dos cães vir de fábricas de filhotes (e donos sem experiência alguma que resolvem cruzar seus cães em casa), esses filhotes não são o resultado de uma criação cuidadosa e normalmente eles não são bem cuidados antes de irem para a venda. Alguns dos problemas mais comuns são problemas neurológicos, oculares, de pele, sanguíneos e parvovirose.

Nenhuma socialização: os filhotes que são vendidos em pet shops e nas ruas das cidades ou mesmo os filhotes de criadores leigos, são desmamados muito cedo, às vezes até com 1 mês de idade. Um cão deve ficar com a mãe até os 90 dias, nunca menos de 70 dias. Tirar um cachorro da ninhada com menos de 70 dias significa que ele não vai aprender com a mãe e com os irmãos o básico do comportamento canino.


Vendas nas ruas das cidades

Em diversas cidades pelo país a prática de vender animais nas ruas aumenta a cada dia, cães e gatos ficam expostos ao calor em minúsculas caixas e até mesmo dentro de sacolas. Leis estaduais proíbem a venda em logradouros públicos, mas ainda falta fiscalização. Recentemente na cidade de Niterói, estado do Rio de Janeiro, uma ação da Secretaria de Meio Ambiente em conjunto com Polícia Civil acabou com essa prática que já durava há anos em um ponto da cidade, que já era um “shopping” a céu aberto de venda de animais.

Se você deseja um animal, a atitude ideal é procurar um abrigo de animais abandonados ou uma campanha de adoção. Lá você encontrará vários cães carentes e doidos para ter um lar. Em várias cidades do país podemos encontra esses abrigos e essas campanhas. Em Niterói a Secretaria de Meio Ambiente promove a campanha de adoção “Adotar é o Bicho” no segundo domingo do mês no Campo de São Bento e no terceiro domingo do mês no MAC. Em Maricá acontece todo primeiro sábado do mês, na praça Orlando de Barros Pimentel, no Centro da cidade, a campanha de adoção “Adotar é Legal, porque Amigo não se compra”.


* Marcelo Pereira - Diretor de proteção animal - Secretaria de Meio Ambiente / Niterói-RJ - marcelo@publicnet.com.br
 
Fonte: Revista do Meio Ambiente

sábado, 15 de fevereiro de 2014

O calor humano que vem debaixo da terra

O metrô de Londres tem uma das maiores redes do mundo, com uma extensão de 
408 quilômetros, abrangendo 11 linhas e 268 estações. (Foto: Shutterstock)
.........................................................................................................................................


Aperto gerado com a superlotação do transporte público vai ajudar a manter as casas londrinas aquecidas durante o inverno.


Como reduzir os impactos ambientais causados pela alta atividade das usinas de carvão nesta época do ano? Como diminuir as altas contas de luz pagas pela população britânica no inverno, quando as residências geram uma enorme demanda por aquecimento?

A solução encontrada pelo prefeito de Londres, Boris Johnson, veio de debaixo da terra: do calor humano gerado no aperto do metrô londrino, que tem uma das maiores redes do mundo, com uma extensão de 408 quilômetros, abrangendo 11 linhas e 268 estações.


Em parceria com a rede de distribuição de energia da cidade, com a administração do sistema de transportes e com o Conselho de Islington, importante instituição da capital inglesa, o projeto pretende retirar energia tanto do calor humano que vem do aperto da multidão quanto do impacto dos vagões sobre os trilhos.


A temperatura elevada nos profundos e mal ventilados túneis do metrô já é conhecida da população britânica. Ao longo das estações é possível ver anúncios aconselhando as pessoas a andarem sempre com uma garrafa de água, para se manterem frescas e evitarem situações de emergência.


Todo este calor será desviado para um enorme poço de ventilação conectado à rede térmica da cidade, que vai transportar e dividir individualmente essa energia até ela chegar aos aquecedores de cada residência, neste que promete ser um inverno muito rigoroso.


O objetivo da iniciativa é viabilizar o fornecimento de energia sustentável, desenvolver tecnologias de baixo impacto ambiental, além de economizar recursos financeiros e preservar a atmosfera, já que as termoelétricas a carvão emitem dióxido de carbono (CO2), um poluente muito prejudicial ao meio ambiente.


O projeto faz parte do plano de responsabilidade ambiental de Londres, que prevê a redução de 60% no total das emissões de carbono na cidade. De acordo com os desenvolvedores da iniciativa, além de diminuir a emissão de resíduos e economizar dinheiro, a ideia é incentivar a inovação e a criação de empregos relacionados à energia limpa.

............................................................................................................................
Fonte: Sustentabilidade Allianz, por Giulianna Aquarone, em 12/fev/2014

domingo, 9 de fevereiro de 2014

Baleia-jubarte dá show após ser salva








Uma família visitava o Mar do Cortez (Golfo da Califórnia) em 14 de fevereiro desse ano, quando se depararam com uma baleia-jubarte, que parecia morta.

Por muitos minutos, eles acreditaram que a baleia realmente estava sem vida. Até que, de repente, ela exalou um pouco de água.

Um dos membros da família resolveu se aproximar do animal, e descobriu que ela estava muito enrolada em uma rede de pescar.

Maravilhado e ao mesmo tempo com medo, o bravo homem decidiu ajudá-la. Porém, quanto mais ele examinava a situação, mais descobria o quanto a baleia estava realmente enrolada, muito próxima à morte.

A jubarte começou a se agitar. Sendo assim, a família resolveu pedir resgate para poder socorrer a baleia. Eles ficaram sabendo que, talvez em uma hora, alguém aparecesse para ajudar. O que, eles sabiam, seria tarde demais.

Com apenas uma pequena faca, eles fizeram todo o esforço que puderam para liberar a baleia. Sentindo um esboço de liberdade, o animal começou a nadar, puxando a família para um passeio no oceano.

Quando cansou, parou novamente, e a família recomeçou a cortar rede, dessa vez, quase a liberando totalmente.

Se arriscando demais, a família passou a cortar rede em volta da baleia, para livrar sua cauda. Depois de horas de um trabalho exaustivo e perigoso, eles finalmente conseguiram soltá-la.

Primeiramente, a baleia nadou para longe do barco. Em seguida, começou a fazer um verdadeiro show para seus salvadores: saltando, se jogando e se exibindo inteiramente no mar, ela se reaproximou, dando a eles o que a família acreditou ser uma genuína demonstração de alegria, senão agradecimento.

 Confira o vídeo dessa experiência incrível:






_______________________________
Fonte: Hypescience, por Natasha Romanzoti

quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014

Macrofotógrafo mostra o lado "fofinho" das aranhas saltadoras






Quando você ouve alguém dizer “fofura”, “aranha” provavelmente não é a primeira coisa que vem à cabeça. Porém, prepare-se para ter o seu mundo tirado do eixo pelas imagens de Thomas Shahan. Com suas fotos em super close, o fotógrafo é capaz de mudar a concepção até dos que acham que esses insetos aracnídeos são os seres mais repugnantes do mundo.

Através da fotografia macro – usadas para registrar coisas muito pequenas -, ele resolveu apontar suas lentes para os olhos das aranhas-saltadoras. E o resultado é que dá vontade de ter uma como bichinho de estimação só por causa dessas carinhas de coitadas.

Esta espécie é incomum porque a maioria dos seus exemplares não caça com teias. Elas têm poderosas patas traseiras e a melhor precisão visual entre aranhas, o que lhes permite caçar ativamente com saltos poderosos. No entanto, elas ainda podem produzir seda, muitas vezes utilizando-a para amarrar a si mesmas antes de saltar ou para criar abrigos.

Com exceção da Austrália, onde quase todos os seres vivos na natureza podem te matar ou mutilar, não há assim tantos motivos para odiar aranhas. Um mundo sem elas seria um mundo com muito mais mosquitos e moscas, que carregam inúmeras doenças. E quando você sabe que algumas delas podem ser tão bonitinhas, elas não parecem mais tão assustadoras assim, não é?





Daí você pensa: “Mas e aquela estatística da qual quase todo mundo já ouviu falar sobre a pessoa comum engolir oito aranhas por ano?”. Calma, não precisa ir para o espelho e checar a sua garganta. Em 1993, um escritor passou este e outros fatos falsos para provar como era fácil circular informações que não eram verdadeiras. Sua manifestação foi extraordinariamente bem sucedida.
Então, da próxima vez que você vir uma aranha, tenha em mente que ela está provavelmente mais interessada em caçar insetos que estão tentando mordê-lo, ao invés de picar você.
As aranhas-saltadoras são muito curiosas (inclusive sobre os seres humanos) e interagem com frequência com outros organismos. Se uma aranha virar para olhar para você, é quase certo que ela seja uma saltadora. Muitos aracnídeos, como viúvas negras, tentam evitar as pessoas, mas aranhas-saltadoras são bastante destemidas. Isso porque elas provavelmente só querem abraçá-lo! [Bored Panda, Thomas Shahan]






______________________________________
Fonte: Hypescience, por Jéssica Maes, fev/2014


QUANTA COISA EXISTE EM UM ANO-LUZ ?


“Ano-luz” é a maior medida de distância, que costumamos usar ao lidar com lugares realmente longes, como planetas e estrelas.
Imagine o quanto esta distância significa. Mesmo que o nome seja um pouco confuso, você provavelmente já sabe que um ano-luz é a distância que a luz percorre em um ano inteiro. Agora monte mentalmente um cubo com esta distância em cada um dos quatro lados. Quanto de “material” existe na figura geométrica? E, por outro lado, quão vazia ela seria? Tudo depende de onde você colocar o seu cubo imaginário gigantesco.

O simples fato de mentalizar este cubo, com um ano-luz de comprimento em cada, já é uma tarefa um tanto complicada para nossos limitados cérebros. Lembre-se: a luz possui uma velocidade de quase 300.000 quilômetros por segundo. Em um ano, são aproximadamente 10 trilhões de quilômetros. 365 dias viajando na velocidade da luz vai te levar para bem longe de casa.
Mas vamos adiante. A questão de quanta “coisa” existe neste cubo gigantesco também passa pela oposição ao quanto de “vazio” existe nele. Ou seja, além de estarmos à procura de seu conteúdo, também estamos interessados na quantidade de “nada” que existe lá dentro. E uma resposta definitiva só pode ser dada ao estabelecer um local para estudarmos o conteúdo do cubo.
Para ajudar na visualização da questão, assista ao vídeo abaixo. Para ativar as legendas automáticas com tradução, basta clicar no primeiro botão da esquerda para a direita no canto direito do vídeo, selecionar “ativo” e depois escolher o português. As legendas na nossa língua estão relativamente boas.



Tomemos como cenário para nosso experimento o núcleo de uma galáxia e encontraremos estrelas por todo o lugar. Quem sabe possamos nos posicionar no coração de um aglomerado globular? Ou em uma nuvem de estrelas? Também poderíamos inserir nosso cubo nos subúrbios da Via Láctea. Há, ainda, grandes espaços vazios que existem entre galáxias, onde não há quase nada.

Agora vamos à matemática louca presente neste exercício de imaginação. Primeiro, vamos descobrir a densidade média da Via Láctea, que possui cerca de 100 mil anos-luz de diâmetro e mil anos-luz de espessura. O volume total da Via Láctea é de cerca de 8 trilhões de anos-luz cúbicos. E a massa total da Via Láctea chega a incríveis 6 x 10 elevado à potência de 42 quilogramas.
Fazendo todas estas contas cheias de algarismos, você terá uma densidade de 8 x 10 elevado à potência de 29 quilos por ano-luz. Ou seja, um 8 seguido de 29 zeros. Parece muita coisa – e realmente é.
Na realidade, este valor corresponde a cerca de 40% da massa do sol. Em outras palavras, em média, em toda a Via Láctea, há cerca de 40% da massa do sol em cada ano-luz cúbico. Porém, em um metro cúbico médio, existe apenas cerca de 950 atogramas (unidade de medida que representa um quintilhonésimo [bilionésimo do bilionésimo] do grama, ou seja, 10 elevado a -18 gramas) – o que é bastante próximo a nada. A efeito de comparação, o ar – a nossa referência de “quase nada” – tem mais de um quilo de massa por metro cúbico.
Nas regiões mais densas da Via Láctea, como dentro de aglomerados globulares, é possível observar estrelas com densidade 100 ou até mil vezes maior do que a nossa região da galáxia. As estrelas podem ficar tão próximas entre si quanto o raio do sistema solar.

Entretanto, a história é diferente nas grandes regiões interestelares, onde a densidade cai significativamente. Há apenas algumas centenas de átomos individuais por metro cúbico no espaço entre estrelas. E nos vazios intergalácticos, a situação é ainda mais extrema: há apenas um punhado de átomos por metro.
Respondendo à pergunta do título… Quanta coisa existe em um ano-luz? Bem, como vimos, tudo depende do local que você escolhe para analisar. Mas se você pudesse espalhar toda a matéria que existe no universo, chacoalhando-o como se fosse um globo de neve, a resposta seria: praticamente nada. [io9]


_______________________________
Fonte: Hypescience, por Jéssica Maes, em fevereiro/2014.

sexta-feira, 10 de janeiro de 2014

Ilha japonesa surgida de erupção cresce e se une a outra

  
 Tdk/Wikimedia Commons
Ilha de Nishinoshima em 1978: esta é a primeira erupção que acontece junto a Nishinoshima em cerca de 40 anos

A pequena ilha surgida no oceano Pacífico seguiu crescendo até ter uma extensão de 15 hectares e ficar praticamente grudada à ilha de Nishinoshima

 

  Tóquio - A ilha japonesa surgida recentemente cerca de mil quilômetros ao sul de Tóquio devido à forte atividade vulcânica se uniu à vizinha ilha de Nishinoshima, segundo informou a Guarda Costeira japonesa.

Um avião da Guarda confirmou que a pequena ilha surgida no oceano Pacífico seguiu crescendo até ter uma extensão de 15 hectares e ficar praticamente grudada à desabitada ilha vulcânica de Nishinoshima.

Por essa razão, a nova ilha, que tinha sido batizada provisoriamente como Niijima ou Shinto (duas maneiras de dizer Ilha Nova em japonês) e cuja formação foi divulgada pela Guarda Costeira no último dia 21 de novembro, finalmente não receberá um nome.

A nova formação aumentou até em oito vezes de tamanho desde que surgiu por causa das erupções vulcânicas e calcula-se que a altura que já alcançou a cratera, que segue ativa, é de 50 metros sobre o nível do mar.

Além disso, os especialistas não descartam que a ilha siga se expandindo ainda mais.

Nishinoshima se encontra a 130 quilômetros da ilha habitada mais próxima, motivo pelo qual se considera que sua atividade vulcânica não põe nenhuma população em perigo.

Esta é a primeira erupção que acontece junto a Nishinoshima em cerca de 40 anos, depois que esta ilha aumentou seu tamanho entre 1973 e 1974 devido também à intensa atividade vulcânica.

_____________________________
Fonte: Exame.com, em 27/12/2013
 

quinta-feira, 9 de janeiro de 2014

Pegada hídrica: uma informação importante para quem se preocupa com o planeta

Segundo a organização Water Footprint, o Brasil tem anualmente uma pegada hídrica de 2.027 metros cúbicos per capita, sendo que cerca de 9% desse volume de água é gasto fora do País. (Foto: Stephan Augustin / www.watercone.com)
.............................................................................................................................................

Você sabe quanta água foi gasta para produzir os produtos que consome? E quanta água você gasta no seu dia a dia?

O consumo consciente está em voga. Cada vez mais a população quer saber como foi feito cada produto e quais os danos sociais e ao meio ambiente que a sua fabricação causou. E com a crescente demanda por informações detalhadas a respeito desses recursos, alguns tipos de medidas para classificar e quantificar esses gastos vêm se tornando cada vez mais populares.

No início dos anos 90, uma dupla de pesquisadores, William Rees e Matthis Wackemagel, apresentou a pegada ecológica, ou de carbono, uma metodologia para calcular a quantidade de recursos naturais gasta em cada atividade humana. Em 2002, o Instituto de Estudos da Água da Unesco desenvolveu um conceito similar, mas específico para calcular o volume de água total usado durante a produção e o consumo de bens e serviços, bem como o consumo direto e indireto no processo de produção. O conceito foi batizado de Pegada Hídrica.

Um estudo pioneiro desenvolvido por pesquisadores da Universidade de Twente, em Amsterdã, estimou a pegada hídrica de cada nação e setor econômico. De acordo com ele, o Brasil tem anualmente uma pegada de 2.027 metros cúbicos per capita, sendo que cerca de 9% desse volume de água é gasto fora do País. A pegada hídrica global no período que compreende os anos de 1996 a 2005 foi de 9.087 Gm³/ano.

Existem três tipos de pegada hídrica, e todas são consideradas no cálculo final. A verde diz respeito à quantidade de água da chuva incorporada em um produto durante a sua produção; a azul calcula as águas superficiais ou subterrâneas que evaporam ou são incorporadas em produtos, devolvidas ao mar ou lançadas em outra bacia; e a cinza mede o volume de água necessário para diluir a poluição gerada durante o processo produtivo.

Água e pegada hídrica em pauta

E o tema “água” está mais em voga do que nunca. A escassez do recurso atinge anualmente mais de 2,7 bilhões de pessoas. No Brasil 97% da população urbana tem acesso a redes de água, o que não significa que o País não enfrente problemas relativos à questão: “Começa a ser demandada pela sociedade a regularidade do fornecimento da água e a sua qualidade”, explica Vicente Andreu, diretor presidente da Agência Nacional de Água.

Não à toa, a Unesco declarou que 2013 seria o Ano Internacional da Cooperação pela Água. Cada pessoa utiliza muito mais água do que aquela aparente (a água de chuveiros e pias e a ingerida). Há uma enorme quantidade da substância embutida na produção de alimentos, papel, roupas, etc. Para se ter uma ideia, a produção de um quilo de carne bovina utiliza 15 mil litros de água.

Acompanhando essa realidade, o design ecossustentável passa a ser matéria importante em escolas de design. Um exemplo é o IED, Instituto Europeu de Design, com sede em diversos países da Europa e também no Brasil, que encabeça o “Projetando para a Sustentabilidade”, uma iniciativa de formação promovida em conjunto pelo Ministério do Meio Ambiente da Itália, para favorecer e divulgar a sustentabilidade ambiental dos produtos, o estudo de seus ciclos de vida, o ecodesign e o design para a sustentabilidade, o estudo de materiais eco-friendly e ações de comunicação ambiental.

Na opinião de Marco Lorenzi, diretor-geral do IED Brasil, “não é possível mais pensar o design sem os princípios da sustentabilidade, tanto em seus aspectos ambientais, quanto sociais e econômicos”.

Calcule a sua pegada hídrica

A pegada hídrica é uma importante ferramenta de conscientização da população em relação aos seus hábitos de consumo, uma vez que lança os holofotes sobre informações e dados muitas vezes omitidos e esquecidos. A Water Footprint, organização que atua em defesa da água e da divulgação da pegada hídrica, disponibiliza um questionário com perguntas genéricas para calcular a pegada de cada pessoa. Faça o seu!

"O interesse na pegada hídrica está enraizado no reconhecimento de que os impactos humanos nos sistemas de água doce podem estar ligados ao consumo humano, e que questões como a escassez de água e a poluição podem ser mais bem compreendidas e tratadas, considerando a produção e as cadeias de suprimento como um todo," afirmou o professor Arjen Y. Hoekstra, um dos pesquisadores responsáveis pelo desenvolvimento do conceito.

___________________________
Fonte: Sustentabilidade Allianz, por Camila Hungria, em 09 de janeiro de 2014
http://sustentabilidade.allianz.com.br

Amazônia de espécies hiperdominantes

Pesquisadores estimam que os 6 milhões de quilômetros quadrados da floresta Amazônica chegam a ter 390 bilhões de árvores. (Foto: Reuters)
 ............................................................................................................................................

Estudo mostra o que é a chamada Hiperdominância na Floresta Amazônica, onde, entre as 16 mil espécies registradas, há hiperdominância de apenas 227.

Um artigo publicado na Revista Science em outubro levou os olhos do mundo para a Floresta Amazônica. Através de anos de estudos de mais de 120 pesquisadores, foram publicadas as quantidades de indivíduos e a variabilidade de espécies de árvores da região.

O artigo, intitulado "Hyperdominance in the Amazonian Tree Flora” (Hiperdominância na Floresta Amazônica), estima que os 6 milhões de quilômetros quadrados da floresta chegam a ter 390 bilhões de árvores, em termos de quantidade de indivíduos de espécies variadas. Há aproximadamente 16 mil espécies diferentes, mas, desse total, 227 espécies são dominantes. Entre as espécies mais encontradas estão o açaí-do-amazonas, o matamatá-branco e diferentes espécies de palmeiras.

O estudo levanta diversas questões que ainda serão largamente pesquisadas, como a razão e as consequências dessa dominância. É possível que sejam espécies mais adaptadas e resistentes a pragas e doenças, por exemplo. Conhecer a fundo a diversidade de espécies amazônicas é fundamental para maiores programas de conservação. O pesquisador brasileiro Rafael de Paiva Salomão, do Museu Paraense Emílio Goeldi, participou do estudo e confirma: "Como ficou comprovado, existem cerca de 5.800 espécies cujas respectivas populações são inferiores a mil árvores para todos os seis milhões de km² de abrangência do bioma Amazônia. Encontrá-las é mais difícil do que achar uma agulha em palheiro. Muitas dessas espécies serão perdidas sem antes serem pelo menos descritas pela Ciência. Um melhor planejamento da localização das unidades de conservação pode pelo menos atenuar essas perdas".

Salomão afirma que foram várias dificuldades, dentre elas fazer a validação dos nomes científicos das espécies arbóreas, incluindo as palmeiras e, acima de tudo, conseguir a união e a confiança de 120 pesquisadores sob a liderança de Hans ter Steege. "Um pesquisador de muita competência e que inspira muita confiança em seus pares", completa.

Ao ser perguntado sobre os próximos passos, Salomão conta: "Encaminhamos em 01/11 um projeto de pesquisa para o Programa Ciência Sem Fronteira cujo objetivo é termos Hans ter Steege como Pesquisador Visitante Estrangeiro no Museu Emílio Goeldi, um dos institutos do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, na Amazônia, por um período de três anos para desenvolvermos, em parceria, o projeto Código de Barras para as espécies de árvores da Amazônia".

É possível concluir o tamanho da importância do estudo para maior conhecimento e conservação da Amazônia. Foram anos de trabalho em equipe com profissionais de diversos locais do mundo, e o Brasil esteve muito bem representado entre esses talentosos e persistentes pesquisadores.

Entendendo brevemente a Floresta Amazônica

Em seus 6 milhões de quilômetros quadrados, a Amazônia estende-se por nove países da América do Sul, sendo mais de 60% em território brasileiro. No Brasil, abrange os Estados do Acre, do Amapá, do Amazonas, do Mato Grosso, do Pará, de Rondônia, de Roraima e de Tocantins, e parte do Estado do Maranhão. É a chamada Amazônia Legal.

Além dos Estados do Brasil, a Amazônia abrange partes dos territórios da Bolívia, do Peru, do Equador, da Colômbia, da Venezuela, da Guiana, do Suriname e da Guiana Francesa. É a chamada Amazônia Continental.

Trata-se de uma imensa floresta tropical pluvial, abrigando a Bacia Amazônica, a maior do mundo, com 1.100 afluentes. A bacia é formada por todos os rios e córregos que deságuam no Rio Amazonas. Embora seja algo mais complexo, é possível classificar a floresta em três tipos, de acordo com a distância e a influência dos cursos d'água:

Mata de terra firme: Mais distante dos cursos de água, compreende locais que não estão sujeitos a inundação.

Mata de Igapó: Por ser muito perto de rios, permanece inundada. A vegetação é totalmente adaptada.

Mata de várzea: Também sofre inundações, mas não são permanentes. Ocorrem durante as épocas de cheias dos rios.

Importância econômica
Além de abrigar imensa parcela de água doce do mundo e regular o regime de chuvas em todo o País, a floresta oferece rico estoque de castanhas, borracha e grãos. Segundo a Sudam – Superintendência do Desenvolvimento da Amazônia –, há ainda grande importância econômica nas áreas de ecoturismo, piscicultura, fruticultura, pecuária, entre diversas outras atividades econômicas.

Ameaças
Extração ilegal de madeira, grilagem, agropecuária, biopirataria e tráfico de animais são alguns exemplos de ameaças a esse imenso tesouro tropical. É possível acessar o monitoramento de desmatamento pelo site do IPAM – Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia. Não se pode esquecer que, através do desmatamento e das queimadas, o carbono que compõe cerca de metade da biomassa florestal é liberado em forma de CO2, um gás de efeito estufa.

________________________________
Fonte: Sustentabilidade Allianz, por Paula Leme Warkentin, em 11 de dezembro de 2013 
http://sustentabilidade.allianz.com.br

quarta-feira, 8 de janeiro de 2014

Como seu jardim pode ajudar você com o estresse diário

Escrito por

Como seu jardim pode ajudar você a melhorar a depressão!

No mundo inteiro a depressão emocional é um fator que afeta mentes e corpos e o uso de remédios para minimizar seus efeitos também podem  representar um risco para a saúde pelos seus efeitos colaterais.
Muitas pessoas com este problema ficam confinadas dentro de casa, privando-se da vida ao ar livre, muito mais saudável.
Jardineiros e pessoas que apreciam plantas e cultivam seu jardim são consideradas pessoas mais alegres e felizes, comparadas às outras que não desenvolvem nenhum tipo de atividade relacionada à jardinagem. 
Mesmo os moradores de apartamentos poderão dispor de sacadas ou janelas com boa iluminação.
O jardim poderá assim ser representado do vaso de violetas a um grande espaço ajardinado.
Mas o que cultivar? Dependendo do espaço e luminosidade haverá condições de escolher entre horta, plantas aromáticas para temperos ou plantas ornamentais.

São poucos os elementos para montar uma horta:

Para  começar uma horta,vamos precisar analisar o seguinte:
1. Dimensão de área permeável ou espaço em sacadas e terraços para vasos;
2. Orientação solar, o que dará então as informações de quanto de luz terá durante o dia e se ventos terão grande influência no seu cultivo;
3. Escolher o que deseja cultivar:  aromáticas, hortaliças ou uma mistura destas com plantas ornamentais;
4. Plantas, terra, recipientes, treliças, pazinha para jardinagem.

A partir desta análise vamos desenvolver o restante:

Como seu jardim pode ajudar você - girassois
girassois

Verificar a dimensão da área permeável de jardim ou as dimensões de sua sacada ou terraço.
Áreas de varanda desaproveitadas poderão se tornar um local de grande vibração positiva, suavizando as linhas duras da alvenaria e propiciando uma moldura para a visão da cidade ao redor.
As plantas crescem em altura e diâmetro, antes de começar um projeto escolher o que seu espaço comporta.

Lembre-se de que cultivar jardins na vertical, usando muros e paredes. 
Esta tem sido uma prática que tem crescido nos últimos anos.
Usar treliças, meios vasos e jardineiras para pequenas plantas tem sido feito com sucesso.
Os recipientes vão desde vasos plásticos, reaproveitamento de garrafas e bombonas de plástico até calhas para água.
Quando em paredes na área permeável do quintal, as plantas do canteiro não poderão ultrapassar a altura dos recipientes colocados na vertical.

Use a orientação do sol para escolher suas ervas.

horta
horta

Plantas de sol são a grande maioria das plantas medicinais e condimentares.
Se tiver um espaço com orientação Norte ou Oeste sua horta terá sol para se desenvolver.
Já pequenas hortaliças de folhas, como alfaces e rúculas têm melhor sabor e serão mais tenras se desenvolvidas na orientação para o Leste, o sol da manhã.
Também se desenvolverão bem se colocar plantas mais altas do lado Oeste, assim terão sombra nas horas mais quentes de verão.

Uma terapia ocupacional com um prêmio no final

horta
horta e jardim
A atividade de cuidar de uma horta não é somente uma terapia ocupacional que ajuda a combater a dperessão, mas também gera um elemento de auto valia na hora de colher e usar ou oferecer os frutos do trabalho.
A satisfação de usar seu espaço para produzir comida e temperos culinários é um modo de diminuir o estresse urbano.
Seu cultivo poderá representar economia no orçamento mensal se tiver uma área considerável, podendo ali cultivar qualquer tipo de planta, como tomates, pepinos, morangas, pimentões, moranguinhos, etc.
Mas se seu espaço de quintal é pequeno ou o que pode dispor é uma pequena sacada, deverá limitar seus desejos ao que poderá ter.
Aromáticas como hortelã, melissa, erva-cidreira, tomilho, orégano, manjerona,  salsa, cebolinha e  tomatinhos-cereja numa treliça não ocupam muito espaço.
Disponha os recipientes de forma a ter espaço de movimentação e que as plantas possam ter luz conforme as necessidades de cada uma.

A horta pode ser feita em canteiros ou em vasos 

ervas na cozinha
Canteiros podem ser preparados limpando-se a área, adicionando húmus de minhoca e composto orgânico, também conhecido como terra vegetal.
Misture bem, adicionando também adubo de aves, na proporção de 300 gramas/m2.


Plante suas mudas com espaçamentos que poderão variar de 10 cm para cebolinhas até 50 cm para tomates, verifique as fichas das plantas aqui no site para saber mais detalhes.
Vasos devem ter o furo de drenagem protegido com geomanta, pedaço de malha  de tecido de algodão (camiseta), plástica (redinhas de frutas) ou pedrinhas. 
Coloque mistura de composto, húmus de minhoca e areia em partes iguais e plante suas mudas.

a neighbor's front stairs

Se usar vasos de boca larga, mais ornamentais, escolha sempre de plástico ou argila, evite os de cimento, muito pesados para sacadas.
Vá a uma floricultura ou horto, garimpe suas plantas e venha para casa de braços repletos e rodeado de perfumes.
Verifique como cultivar aqui mesmo no site, temos muitas fichas de plantas aromáticas e de horta.
E seja um produtor urbano.
Rodeie-se de plantas, cultive este hábito e sua vida mudará.


Fotos utilizadas sob licença Creative Commons: tillwe, hardworkinghippy, Pain Chaud, hardworkinghippy, hortulus, hortulus
___________________________
Fonte: Faz Fácil Plantas & Jardim -http://www.fazfacil.com.br/jardim/jardim-pode-ajudar-estresse/

Passaros e insetos na horta, como espantar sem depredar!

Passaros e insetos na horta

Pássaros são tudo de bom? São.
A natureza é um bem que não devemos dispensar, principalmente a avi-fauna selvagem que nos visita.
Mas e a horta?

Um canteiro de alfaces recém plantadas atrai pardais, que comem desenfreadamente as novas folhinhas estragando a nossa produção caseira.
Todos já viram o desenho ou fotos de um espantalho, um boneco ou uma armação vestida com roupas para parecer que a horta tem um guardião pronto para afugentar os visitantes indesejáveis.
Funciona?
Até pode funcionar durante um tempo, mas logo que os pássaros perceberem a imobilidade daquele estranho ser, até o usarão para apoio e descanso enquanto escolhem a melhor folha da horta.

Passaros e insetos na horta: Dicas para proteger a horta dos predadores

Mas algumas coisas que poderemos fazer para proteger nosso alimento podem ser usados, vejamos:

1. Tela plástica para produção (sombrite) a 60%, esticadas em sarrafos formando um túnel sobre os canteiros.

Eficiente na defesa contra predadores, inclusive insetos, se for fechada.
Dificulta, no entanto os tratos culturais.
A sugestão é fazer canteiros pequenos, e usar uma armação da tela costurada em arame galvanizado, podendo ser removida para regas e manejo.

2. Canteiros feitos com borda em madeira ou alvenaria cobertos

passaros e insetos na horta solução galinhas
Estufa feita de janelas antigas

Com velhas janelas que possam ser abertas, a luz do sol passa através do vidro, como numa estufa.
Também eficiente, mas para regiões quentes do país acabaria por cozinhar as plantas pelo calor irradiado e o ar quente dentro destas.
Canteiros feitos desta forma também poderiam ser cobertos por sombrite esticado e costurado em molduras de arame ou sarrafos. Mais arejado e indicado para locais tropicais.


3. Método antigo e barato, cruzar linhas de cordão de algodão

Colocados sobre a horta presos a bambus ou sarrafinhos, o que dificultam o pouso e o vôo dos pássaros na horta.
Têm de ficar muito bem esticadas para funcionar, sendo necessária manutenção da posição dos bambus.

passaros e insetos na horta solução espantalho
Acrescentar pedacinhos de plástico cortados em fitas, amarrados a cada 20 ou 30 cm podem ajudar no movimento com vento, espantando os visitantes.
A desvantagem é que dificultam nossas tarefas de limpeza de inços e colheita do produto cultivado.
A primeira fase de crescimento das folhas das hortaliças (alface, rúcula, radite e couve) quando estão bem tenras e delicadas são as de maior interesse para os pássaros, depois quando começam a crescer já não há tanta atração.
Nas linhas esticadas sobre a horta também é possível pendurar pedaços de lata de refrigerante cortadas em fitas também, que farão barulho quando se chocarem umas nas outras.
Desvantagem: é irritante para nós e para os vizinhos.
Muitos apreciam o sino dos ventos, aquele artefato da cultura japonesa feito de bambus ou caninhos metálicos que produzem som agradável.
Será que funcionam com os pássaros? A experimentação sempre é viável, mas estes bichinhos alados são inteligentes e não tardarão a verificar que são inócuos.

4. Uma solução moderna é o uso de cds descartados

Pendurados a ramos de árvores ou arbustos, a luz ao incidir na parte reflexiva dá uma luminosidade inesperada e espanta as aves.
passaros e insetos na horta solução CDs
O brilho dos cd’s assustam aos pássaros
Inclusive há um artefato comercial que usa uma base rotatória com cds acoplados a um cano de alumínio bastante eficiente.
Não emite som, não machuca as aves e protege sua horta.
Pensando pelo lado ecológico é também o aproveitamento de cds danificados, velhos ou daqueles de propaganda que ninguém quer.

5. No comércio há um corujão de cerâmica que tem sido oferecido para espantar aves, principalmente pombas





 


Não consegui ver a eficácia do produto, acredito que é apenas mais um gasto e tão inútil como o espantalho.


6. Animais domésticos como gatos e cães adoram caçar pássaros que pousam no chão.

São excelentes guardiães, mas tendem a correr sobre tudo atrás deles, não respeitando os limites de canteiros.
Antes de “contratá-los” pensar sobre se deseja a sua proteção para as alfaces às custas das trilhas de mudas destruídas. Conforme o tamanho do animal, a perda é considerável.


passaros e insetos na horta solução cachorro

Pássaros procuram alimento e invadem os jardins à busca de sobrevivência.
Jardins sem flores, sem frutos e sem uma horta de folhinhas atraentes para consumo são lugares vazios, sem vida.
Sem insetos, sem borboletas, por exemplo, sem abelhas atarefadas. Sem sabiás pisoteando o chão à busca de minhocas. Sem corruíras barulhentas.
Vamos refletir sobre isto. De repente semear mais do que necessitamos, para repartir com quem precisa.
Fotos utilizadas sob licença Creative Commons: strollers, chaojikazu, graibeard, nociveglia
 
______________________________
Fonte: Faz Fácil Plantas & Jardim - http://www.fazfacil.com.br/jardim/espantar-passaros-insetos/


Louva-Deus - O Mundo Secreto dos Jardins