sábado, 27 de outubro de 2012
PERFIL DA ENERGIA HÍDRICA
Energia maremotriz ou energia das ondas (1/8)
Uma maquete de gerador maremotriz, a partir da energia das
ondas, flutua nas águas próximo de Limfjorden, na Dinamarca. Uma versão
em escala desse protótipo será instalada no Mar do Norte.
Os primeiros experimentos com a energia das ondas, contudo, enfrentaram problemas em mares revoltos. A energia das ondas e marés tem um potencial energético estimado de 2 mil gigawatts. (Foto: Reuters)
Os primeiros experimentos com a energia das ondas, contudo, enfrentaram problemas em mares revoltos. A energia das ondas e marés tem um potencial energético estimado de 2 mil gigawatts. (Foto: Reuters)
Redução de CO2 na Costa Rica (2/8)
A água jorra por uma comporta na represa hidrelétrica de
Cachi, na província costa-riquenha de Ujarras de Cartago. A Costa Rica
está elaborando planos para reduzir as suas emissões líquidas de gás de
efeito estufa (GEE) a zero antes de 2030. O país pretende compensar
totalmente as suas emissões de dióxido de carbono. (Foto: Reuters)
Maior hidrelétrica do mundo na China (3/8)
Engenheiros e operários examinam o estator do primeiro gerador para a usina de energia da represa das Três Gargantas, no rio Yangtsé, na província chinesa de Hubei.A barragem é o maior projeto hidrelétrico do mundo, gerando uma capacidade máxima de 18 gigawatts. (Foto: Reuters)
Grande impacto (4/8)
Um policial paramilitar monta guarda na represa das Três Gargantas, no rio Yangtsé, na China. A barragem gigantesca despertou temores de que a China pudesse se tornar mais vulnerável a ataques terroristas. (Foto: Reuters)Protestos contra projeto hidrelétrico na Índia (5/8)
Em 2001, moradores do vilarejo de Maheshwar, na Índia, fizeram
uma manifestação em Mumbai contra um projeto hidrelétrico de 400
megawatts que iria submergir o vale onde eles vivem.
O projeto estava previsto desde 1978, mas os protestos dissuadiram investidores estrangeiros, como a concessionária de energia alemã Bayernwerk. As obras no local foram retomadas posteriormente e novamente paralisadas em 2006. (Foto: Reuters)
O projeto estava previsto desde 1978, mas os protestos dissuadiram investidores estrangeiros, como a concessionária de energia alemã Bayernwerk. As obras no local foram retomadas posteriormente e novamente paralisadas em 2006. (Foto: Reuters)
Crise energética na Albânia (6/8)
Albaneses gritam palavras de ordem antigovernamentais e exibem garrafas de água vazias, durante uma manifestação contra os cortes de energia que afetaram o país em 2002.A Albânia, uma das nações mais pobres da Europa, passa por uma crise de energia toda vez que os níveis da água nos projetos hidrelétricos do norte baixam devido à falta de chuva. Quase 98% da geração de energia da Albânia vem de hidrelétricas. (Foto: Reuters)
Reservatório reversível (7/8)
Este gráfico mostra um perfil esquemático da usina de sistema
reversível de Racoon Mountain, no sudeste do estado do Tennessee,
Estados Unidos.
Os reservatórios com sistema hidrelétrico reversível (PSS – Pumped Storage Scheme) atuam exatamente como imensas baterias de armazenagem. Nos períodos de pouca demanda e preços de energia reduzidos, a água é bombeada do reservatório de baixo para o reservatório de cima. Quando a demanda e os preços voltam a subir, a água é liberada para acionar os geradores na usina elétrica subterrânea. (Foto: Tennessee Valley Authority, www.tva.gov/power/pumpstorart.htm)
Os reservatórios com sistema hidrelétrico reversível (PSS – Pumped Storage Scheme) atuam exatamente como imensas baterias de armazenagem. Nos períodos de pouca demanda e preços de energia reduzidos, a água é bombeada do reservatório de baixo para o reservatório de cima. Quando a demanda e os preços voltam a subir, a água é liberada para acionar os geradores na usina elétrica subterrânea. (Foto: Tennessee Valley Authority, www.tva.gov/power/pumpstorart.htm)
Energia das marés na França gera 4% da energia na Bretanha (8/8)
A usina maremotriz de La Rance utiliza a diferença entre a
maré baixa e a maré alta em um estuário na costa atlântica da França.
Turbinas bidirecionais especiais geram um máximo de 240 megawatts, que
equivale a 4% de toda a energia consumida na província francesa da
Bretanha. (Foto: EDF Médiathèque)
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Fonte: Allianz Sustentabilidade - http://sustentabilidade.allianz.com.br
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Como o Espaço Compartilhado evita acidentes
Novo pensamento: ruas deveriam ser compartilhadas (1/13)
A abordagem do Espaço Compartilhado em relação à segurança no
trânsito busca reduzir a velocidade do tráfego integrando – em vez de
segregar – todos os usuários das vias públicas: motoristas, ciclistas,
pedestres e pessoas que estão se descontraindo.
Projetos como o da Exhibition Road, em Londres, fazem isso eliminando os limites entre as zonas de pedestres e de tráfego, retirando guias de calçada, placas e semáforos, introduzindo bancos e árvores, e cobrindo a rua inteira com o mesmo pavimento.
A ausência de limites e direitos de passagem claramente definidos deixa os motoristas pouco à vontade e, desse modo, incentiva-os a dirigir com mais cautela. A teoria é de que a percepção do risco e o comportamento do motorista são mais eficazmente alterados pelo ambiente à sua volta e pela interação humana do que por controles artificiais, como limites de velocidade e a disposição convencional das ruas. (Foto: Olivia Woodhouse)
Projetos como o da Exhibition Road, em Londres, fazem isso eliminando os limites entre as zonas de pedestres e de tráfego, retirando guias de calçada, placas e semáforos, introduzindo bancos e árvores, e cobrindo a rua inteira com o mesmo pavimento.
A ausência de limites e direitos de passagem claramente definidos deixa os motoristas pouco à vontade e, desse modo, incentiva-os a dirigir com mais cautela. A teoria é de que a percepção do risco e o comportamento do motorista são mais eficazmente alterados pelo ambiente à sua volta e pela interação humana do que por controles artificiais, como limites de velocidade e a disposição convencional das ruas. (Foto: Olivia Woodhouse)
Velho Pensamento: ruas deveriam ser segregadas (2/13)
O cruzamento de Kew Bridge, na área londrina de Brentford, é a
antítese dos princípios do Espaço Compartilhado. Aqui o trânsito e os
pedestres, as ruas e as calçadas, o transporte e a vida cívica são
rigidamente segregados por muretas de proteção e defensas metálicas,
guias mais altas, além de uma multiplicidade de semáforos, cruzamentos
formais e placas de sinalização.
Os defensores do Espaço Compartilhado argumentam que essa abordagem convencional na disposição da rua simplesmente incentiva as pessoas a dirigirem mais rápido e com menos atenção, pois o ambiente é tão regulamentado que elas não esperam encontrar pedestres no 'espaço delas'. Não existe virtualmente nenhuma oportunidade para uma interação significativa entre motoristas e os demais usuários das vias públicas. (Foto: Ben Hamilton-Baillie)
Os defensores do Espaço Compartilhado argumentam que essa abordagem convencional na disposição da rua simplesmente incentiva as pessoas a dirigirem mais rápido e com menos atenção, pois o ambiente é tão regulamentado que elas não esperam encontrar pedestres no 'espaço delas'. Não existe virtualmente nenhuma oportunidade para uma interação significativa entre motoristas e os demais usuários das vias públicas. (Foto: Ben Hamilton-Baillie)
Exhibition Road antes da reconstrução I (3/13)
A Exhibition Road, no lado oeste de Londres, passa entre
alguns dos museus e galerias mais icônicos da cidade, desde o Royal
Albert Hall até o Hyde Park. A reconstrução da rua, inaugurada
oficialmente em fevereiro de 2012, é talvez o projeto mais ambicioso de
Espaço Compartilhado feito até hoje em uma grande capital.
Antes, como mostra esta foto, as multidões de pedestres que acorriam para visitar as atrações turísticas locais se espremiam nas calçadas estreitas, com relativamente poucos locais para atravessar a rua dominada por tráfego intenso. Portanto, o objetivo principal era melhorar a movimentação e a atividade pedestre. (Foto: Olivia Woodhouse)
Antes, como mostra esta foto, as multidões de pedestres que acorriam para visitar as atrações turísticas locais se espremiam nas calçadas estreitas, com relativamente poucos locais para atravessar a rua dominada por tráfego intenso. Portanto, o objetivo principal era melhorar a movimentação e a atividade pedestre. (Foto: Olivia Woodhouse)
Exhibition Road após a reconstrução I (4/13)
A paisagem urbana foi transformada. As novas calçadas sem
meio-fio e as áreas de rodagem foram niveladas e integradas usando-se o
mesmo pavimento xadrez. Há mais espaço para os pedestres se movimentarem
e cruzarem a rua, já que as áreas de pedestres foram ampliadas.
Os pedestres contam com a ajuda de um novo limite mais baixo de velocidade, novos postes de iluminação de rua com bases circulares sobre as quais as pessoas podem ficar enquanto aguardam para atravessar, e os bancos que quebram a linearidade da rua. Todas essas medidas promovem uma diminuição na velocidade do trânsito e eliminam o pressuposto de que os motoristas 'são donos' da porção principal da rua. (Foto: Olivia Woodhouse)
Os pedestres contam com a ajuda de um novo limite mais baixo de velocidade, novos postes de iluminação de rua com bases circulares sobre as quais as pessoas podem ficar enquanto aguardam para atravessar, e os bancos que quebram a linearidade da rua. Todas essas medidas promovem uma diminuição na velocidade do trânsito e eliminam o pressuposto de que os motoristas 'são donos' da porção principal da rua. (Foto: Olivia Woodhouse)
Exhibition Road antes da reconstrução II (5/13)
Outro ângulo da Exhibition Road enfatiza a segregação formal
entre as zonas de pedestres e as de tráfego por meio de semáforos e
faixas de travessia de pedestres protegidas por barreiras de segurança.
As oportunidades de atravessar a rua são limitadas, e os veículos
estacionados e em movimento ocupam a maior parte do espaço. (Foto:
Olivia Woodhouse)
Exhibition Road após a reconstrução II (6/13)
Agora os pedestres parecem à vontade cruzando a rua em
qualquer ponto, já que o tráfego anda mais devagar e ocupa menos espaço
disponível da rua. O estacionamento agora está restrito a um lado da
rua.
No lado direito pode-se ver a grelha preta de ferro que cobre uma galeria de águas pluviais. Essas galerias margeiam ambos os lados da rua, a quatro metros de distância dos respectivos edifícios. Ao lado das galerias, faixas de piso tátil em alto relevo sinalizam aos portadores de deficiências visuais e pessoas com baixa visão que elas estão entrando ou saindo de áreas de pedestres. (Foto: Olivia Woodhouse)
No lado direito pode-se ver a grelha preta de ferro que cobre uma galeria de águas pluviais. Essas galerias margeiam ambos os lados da rua, a quatro metros de distância dos respectivos edifícios. Ao lado das galerias, faixas de piso tátil em alto relevo sinalizam aos portadores de deficiências visuais e pessoas com baixa visão que elas estão entrando ou saindo de áreas de pedestres. (Foto: Olivia Woodhouse)
Praça rotatória de Laweiplein antes da reconstrução (7/13)
A cidade holandesa de Drachten é uma das primeiras e mais
conhecidas áreas de Espaço Compartilhado. Esta foto mostra o cruzamento
em Laweiplein antes da reforma, em 2003, controlado por semáforos e com
faixas de tráfego separadas para carros e até bicicletas, canteiros
centrais e faixas de pedestre. (Foto: Fietsberaad)
Praça rotatória de Laweiplein após a reconstrução (8/13)
O cruzamento foi remodelado ganhando ares de praça pública,
com árvores, gramados e fontes que dão realmente um sentido de lugar.
Detalhe: o jato de água da fonte cresce em altura quando o número de
carros aumenta.
Saíram de cena semáforos, grades e faixas de pedestre formais, dando vez a uma rotatória e cruzamentos de cortesia, tornando esse espaço uma 'praça rotatória' aberta a todos. O canteiro central da rotatória tem uma pequena elevação, de modo que os motoristas só conseguem ver uma porção limitada da rotatória. (Foto: Fietsberaad)
Saíram de cena semáforos, grades e faixas de pedestre formais, dando vez a uma rotatória e cruzamentos de cortesia, tornando esse espaço uma 'praça rotatória' aberta a todos. O canteiro central da rotatória tem uma pequena elevação, de modo que os motoristas só conseguem ver uma porção limitada da rotatória. (Foto: Fietsberaad)
Rotatória de Laweiplein: passeio à vontade (9/13)
Em Laweiplein não existe separação entre ciclistas e
pedestres. As ruas que ali desembocam têm ciclovias, mas assim que os
ciclistas chegam à rotatória, eles encontram um espaço pavimentado com
tijolos que é partilhado com os pedestres. Não há sinalização de faixas
para bicicletas ou placas sinalizando direito de passagem.
As faixas de cruzamento para bicicletas são pavimentadas com tijolo, em vez do habitual asfalto vermelho. Esses cruzamentos não são elevados, embora o uso de faixas laterais de concreto de ambos os lados dê a impressão de que o piso ali é mais alto do que a superfície da rua, encorajando os motoristas em trânsito a diminuir a velocidade. (Foto: Fietsberaad)
As faixas de cruzamento para bicicletas são pavimentadas com tijolo, em vez do habitual asfalto vermelho. Esses cruzamentos não são elevados, embora o uso de faixas laterais de concreto de ambos os lados dê a impressão de que o piso ali é mais alto do que a superfície da rua, encorajando os motoristas em trânsito a diminuir a velocidade. (Foto: Fietsberaad)
Interagir, comunicar, negociar (10/13)
Ao introduzir a incerteza na paisagem urbana, o Espaço
Compartilhado encoraja todos os usuários da via pública a interagirem
por meio de contato visual e gestos, em vez de pressuporem ou exigirem
direitos de passagem segundo regras, sinais ou outros controles
externos. Eles precisam pensar por si mesmos, e o Espaço Compartilhado
depende dessa comunicação.
Para que essa interação funcione, o trânsito tem de ser mais lento. No caso de Laweiplein, uma avaliação feita pela universidade de ciências aplicadas Noordelijke Hogeschool Leeuwardenz (NHL) descobriu que 95% dos ciclistas continuam não tendo que parar, pois os motoristas invariavelmente dão passagem, em parte por estarem em baixa velocidade. (Foto: Fietsberaad)
Para que essa interação funcione, o trânsito tem de ser mais lento. No caso de Laweiplein, uma avaliação feita pela universidade de ciências aplicadas Noordelijke Hogeschool Leeuwardenz (NHL) descobriu que 95% dos ciclistas continuam não tendo que parar, pois os motoristas invariavelmente dão passagem, em parte por estarem em baixa velocidade. (Foto: Fietsberaad)
Zonas sem meio-fio (11/13)
Na maioria dos Espaços Compartilhados não há diferença de
nível entre a pista de rolamento e a calçada – o limite entre ambas
frequentemente é assinalado por valas rasas, detalhes do escoamento de
águas, árvores ou postes de iluminação. As árvores, em especial,
eliminam a distinção entre a via carroçável e o espaço público. (Foto:
Fietsberaad)
Cruzamento de cortesia (12/13)
Substituir as faixas de pedestre tradicionais por 'cruzamentos
de cortesia' como este aqui em Chester, na Inglaterra, também força
motoristas e pedestres a se comunicarem uns com os outros. As balizas de
madeira e as pedras do pavimento em cor diferente alertam os motoristas
para o cruzamento, que parece ser um pouco mais alto do que ele
realmente é. (Foto: Ben Hamilton-Baillie)
Cidade do Espaço Compartilhado (13/13)
A área de De Kaden, na cidade holandesa de Drachten, é um
exemplo de Espaço Compartilhado no sentido mais puro. Apesar do volume
considerável, foram tomadas poucas medidas para controlar o tráfego. A
antiga pista de rodagem, reformada em 1998, hoje é parte integrante dos
espaços públicos em torno, que apresentam árvores e postes de
iluminação.
Na verdade, trata-se de uma única grande praça pavimentada, que na sua maior parte pode ser usada por todo tipo de tráfego. Não há calçadas, nem pisos de alturas diferentes ou pistas para bicicletas. Os carros só são excluídos de uma esquina por meio de balizas. Os pedestres cruzam a rua ziguezagueando em meio ao trânsito que passa, enquanto a vida social dos cafés e lojas adjacentes se integra perfeitamente à rua. (Foto: Fietsberaad)
____________________________________________________ Na verdade, trata-se de uma única grande praça pavimentada, que na sua maior parte pode ser usada por todo tipo de tráfego. Não há calçadas, nem pisos de alturas diferentes ou pistas para bicicletas. Os carros só são excluídos de uma esquina por meio de balizas. Os pedestres cruzam a rua ziguezagueando em meio ao trânsito que passa, enquanto a vida social dos cafés e lojas adjacentes se integra perfeitamente à rua. (Foto: Fietsberaad)
Fonte: Allianz Sustentabilidade - http://sustentabilidade.allianz.com.br
Os bichos-de-casco dão a volta por cima
Os povos indígenas do Oiapoque vêm protegendo
um morador ilustre dos rios da região.
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No entanto, é pouco provável que pense em tartarugas. Em meio à espetacular cacofonia que compõe a Amazônia, uma lenta tartaruguinha marrom pode parecer um pouco... sem graça.
Mas para os povos indígenas do Oiapoque, no extremo norte do Brasil, os quelônios – ou bichos-
de-casco, como também são chamados – estão longe de serem sem graça: eles são parte importante da dieta e da cultura local há muitas gerações. No entanto, esses animais vêm desaparecendo gradativamente dos rios da região.
Para mudar essa realidade, a TNC tem trabalhado com as comunidades indígenas do Oiapoque e pesquisadores para, juntos, recuperar as populações de quelônios e contornar esse cenário.
Os quelônios – em especial os tracajás (Podocnemis unifilis) – sempre tiveram um papel central na vida dos povos indígenas do norte da Amazônia brasileira. Além de inspiração para a arte e cultura local, os quelônios adultos e seus ovos servem como fonte de proteína para os povos da região. Muitas vezes, são adotados como bichos de estimação. Seus cascos também são usados para fazer gaw-gaw, coloridos instrumentos musicais que se harmonizam com os sons da floresta.
No
Oiapoque, norte do Amapá, onde quatro povos indígenas vivem em três
terras indígenas contíguas, o crescimento populacional tem pressionado
as populações de quelônios. Há alguns anos, até os mais capacitados para
encontrar esses animais e seus ninhos passaram a ter dificuldades para
colocar seu talento em prática: o número de tracajás estava diminuindo rapidamente. Em 2001, lideranças locais se reuniram e decidiram que algo precisava ser feito.
Elaborando um plano
Eles se juntaram à TNC e a pesquisadores da Universidade Federal do Amazonas
(UFAM) para elaborar um projeto para estabilizar as populações de
tracajás – garantindo uma fonte de proteína de longo prazo para as
crescentes comunidades locais, preservando uma parte importante da
cultura da região, despertando um senso de compromisso ambiental nos
mais jovens e criando um plano viável para o uso sustentável de um importante recurso natural.
Após
trabalhar com as comunidades para avaliar o status das populações de
tracajás, a TNC – em parceria com pesquisadores e técnicos – desenvolveu
um plano para ajudar estas populações a se recuperar. A estratégia conta com integrantes das comunidades e seus filhos, que
ficam responsáveis por cuidar dos ovos e dos filhotes durante seu
estágio mais vulnerável a predadores. A TNC também treinou agentes
ambientais indígenas para acompanhar as atividades.
O projeto funciona assim:
- Setembro: com base no conhecimento tradicional dos povos indígenas da região, os agentes ambientais indígenas e técnicos de campo localizam os ninhos dos tracajás e trazem os ovos para viveiros cercados e monitorados.
- Dezembro: os tracajás começam a chocar e, nesse momento, são distribuídos às famílias que passam a cuidar deles em grandes banheiras plásticas, processo que se estende por vários meses.
- Janeiro a abril: as famílias que participam do projeto – e, principalmente, as crianças – cuidam dos filhotes diariamente: trocando a água, alimentando-os com produtos locais como banana, arroz e batata doce, e dando banhos de sol por períodos determinados.
- Maio: numa data específica, as crianças e suas famílias devolvem os jovens tracajás à natureza, soltando-os nos rios e riachos da região.
Nos últimos três anos, as comunidades já soltaram 777 tracajás nos rios do Oiapoque e o projeto deve continuar crescendo. Os participantes acreditam que serão capazes de aumentar as populações em nível suficiente para atender a demanda local.
“Enquanto existir índios aqui no Oiapoque, o tracajá vai ser conservado para as futuras gerações”, afirma Paulo Roberto da Silva, liderança dos Galibi-Marworno, um dos quatro povos indígenas da região.
A participação das crianças no projeto é importante para ajudá-las a desenvolver um senso de preservação ambiental e a perceber a importância de proteger recursos dos quais todos dependem. O projeto garantirá que elas e suas famílias continuem a obter alimento a partir de seus recursos naturais, além de fortalecer seu vínculo com um ícone cultural da região – um bem que, sem a conservação, poderia se tornar apenas folclore local.
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03 de novembro de 2011 Cara Goodman atuou como gerente regional de Comunicação e Marketing da TNC para a América Latina, e Leandro Ramos é especialista em Comunicação e Marketing da TNC em Belém (PA).
Fonte: http://portugues.tnc.org
Um caça ao tesouro para crianças de todas as idades
Coloque as crianças em contato com a Natureza
numa "caça ao tesouro" no parque, jardim ou quintal!
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É fato: crianças que brincam ao ar livre são – naturalmente – muito mais saudáveis, inteligentes e felizes.
Ainda assim, o mundo contemporâneo tem submetido-as a um estilo de vida
restrito, artificial, entre quatro paredes e diante das telas da tevê
ou do computador. Soltas na natureza, ao contrário – correndo a plenos
pulmões ou absortas na investigação de minúsculas maravilhas naturais –,
as crianças têm o corpo, os sentidos e a curiosidade aguçados;
sentem-se mais vivas; e aprendem a ver o mundo com olhos mais atentos e
amorosos.
Ainda que vivam em grandes cidades, instigar as crianças a descobrirem a natureza é simples: basta convidá-las para uma fantástica caça ao tesouro no parque, na praça, no jardim ou no quintal – ou, se a ocasião permitir, na praia, no campo, na mata ou na cachoeira.
A ideia é levá-las a descobrir tesouros naturais como plantas, folhas, flores, pétalas, conchas, pedras, seixos, cristais, penas, texturas, formatos, padrões, cores, sabores, cheiros, sons e ritmos. Mas o que vale é a criatividade: as opções são infinitas.
Se forem pequenas (4-7 anos), eis algumas sugestões para dar início à brincadeira:
- Para comceçar, comente com as crianças sobre o tempo: faz frio ou o dia está quente? O ar está úmido ou seco? Leve ou poluído?
- Depois, fechem os olhos, façam silêncio e observem os sons naturais ao redor: há pássaros, cigarras, sapos? Há barulho de água corrente? O vento está roçando as folhas das árvores? O que mais conseguem ouvir? Em seguida, peça às crianças que façam sons com o que encontrarem ao redor – pisando em folhas secas, jogando seixos na água ou lançando pequenas pedras contra os troncos das árvores, por exemplo.
- Peça a elas que enumerem as cores deste ambiente natural.
- Qual a superfície mais lisa que conseguem encontrar? E qual a mais áspera?
- Em seguida, partam todos em busca de algo redondo.
- Agora, encontrem algo que tenha um cheiro gostoso – ou muito ruim!
- Encontrem um lugar onde vocês acham que um animal ficaria feliz.
- Encontrem algo que se mova.
- Observem as atividades de um pequeno inseto.
- Por fim, imitem os animais que porventura vivam neste ambiente.
- Antes de terminar a brincadeira, verifique com as crianças se vocês deixaram a natureza intacta – e, se encontraram algum lixo no local, recolha-o, usando luvas, e jogue-o em local adequado.
- Comente com as crianças sobre o tempo: faz frio – ou o dia está quente? O ar está úmido ou seco, leve ou poluído?
- Depois, fechem os olhos, façam silêncio e observem os sons ao redor: quais são naturais e quais artificiais?
- Em seguida, peça às crianças que façam sons usando apenas elementos naturais – folhas, troncos, água, vento... é possível fazer música assim?
- Peça a elas que descrevam as nuances das cores deste ambiente natural.
- Qual a superfície mais lisa que conseguem encontrar? E qual a mais áspera?
- Encontrem e nomeiem duas coisas das quais todas as criaturas vivas precisam para sobreviver.
- Encontrem um lugar onde um animal ou inseto que se alimenta de plantas ficaria feliz.
- Encontrem uma semente.
- Encontrem a toca de algum animal.
- Construam uma casinha – para as fadas e duendes? – com materiais naturais.
- Façam uma ferramenta – como um martelo ou um graveto para desenhar.
- Espiem um inseto em ação.
- Encontrem um desenho ou um padrão na natureza.
- Encontrem algo que viva na água – e não precisa ser um animal!
- Agora, peça que respirem fundo e sintam os odores ao redor – sejam eles gostosos ou muito ruins!
- Por fim, enumerem os animais que porventura vivam neste ambiente, e procure pistas de sua presença.
- Antes de terminar a brincadeira, verifique com as crianças se vocês deixaram a natureza intacta – e, se encontraram algum lixo no local, recolha-o, usando luvas, e jogue-o em local adequado.
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Fonte: http://portugues.tnc.org
quinta-feira, 25 de outubro de 2012
HISTÓRIA DA TERRA
A ERA PALEOZOICA
No meio do século 19, os vestígios fósseis pareciam indicar que a vida havia começado no início do período Cambriano com o aparecimento de diversos organismos marinhos, como as esponjas e os trilobitas, com carapaças e esqueletos mineralizados. Hoje sabemos que a vida é muito mais antiga e que a fauna tomotiana surgiu pela primeira vez nas rochas do fim do Pré-Cambriano. Contudo, ainda parece que uma grande variedade de conchas fósseis aparece repentinamente no começo do Cambriano. Muitos desses fóssseis são muito pequenos e representam vários tipos diferentes de moluscos e artrópodes com carapaça (animais com pares de patas articuladas) - é como se tivesse havido uma explosão na diversidade da vida.
Com
hastes pequenas, bifurcadas e sem folhas, a Cooksonia, oriunda dos
estratos do Siluriano, foi uma das primeiras plantas de crescimento
ereto.
Paleozoico significa "vida antiga", e essa era presenciou a formaçã de muitos fósseis da fauna tomotiana (fauna composta por pequenos animis com exoesqaueleto ou carapaça) e as plantas terrestres se desenvolveram. A era terminou com o maior evento de extinção já registrado, no final do período Permiano, quando 90% de toda a vida na Terra foi dizimada.
TECTÔNICA DE PLACAS
Os continentes da Terra são constantemente redesenhados pelos movimentos das placas da crosta, com novos oceanos se abrindo e a subdução do fundo do mar mais antigo (ver pág. 109). Durante o Paleozoico, quase todos os continentes estavam unidos, formando o supercontinente chamado Gondwana. Com o tempo, este derivou do hemisfério sul para o norte, formando um supercontinente ainda maior, chamado Pangeia, que, no final do Paleozoico, se estendi de um polo ao outro.
O relógio molecular estima as idades de grupos de organismos sem se basear nos fósseis. Medindo-se a similaridade genética entre os grupos atuais e assumindo que a taxa de evolução é constante, o tempo de divergência entre eles pode ser calculado. Por exemplo, de acordo com o relógio molecular, os tubarões surgiram há 528 milhões de anos, mas os primeiros fósseis aparecem em estratos de 385 milhões de anos de idade. A diferenç pode refletir a ausência de fósseis ou uma interpretação equivocada das taxas de evolução.
A EXPLOSÃO DO CAMBRIANO
No meio do século 19, os vestígios fósseis pareciam indicar que a vida havia começado no início do período Cambriano com o aparecimento de diversos organismos marinhos, como as esponjas e os trilobitas, com carapaças e esqueletos mineralizados. Hoje sabemos que a vida é muito mais antiga e que a fauna tomotiana surgiu pela primeira vez nas rochas do fim do Pré-Cambriano. Contudo, ainda parece que uma grande variedade de conchas fósseis aparece repentinamente no começo do Cambriano. Muitos desses fóssseis são muito pequenos e representam vários tipos diferentes de moluscos e artrópodes com carapaça (animais com pares de patas articuladas) - é como se tivesse havido uma explosão na diversidade da vida.
No entanto, alguns cientistas afirmam que não houve uma grande explosão da vida, mas que parece assim porque muitos organismos passaram a ter carapaças e partes rígidas, que se fossilizam muito mais facilmente do que partes macias. Fósseis do Cambriano encontrados em Burgess Shale (Canadá), na China e na Groenlândia mostram que a diversidade de artrópodes já era alta, com muitos habitats diferentes preenchidos com animais especializados. A diversidade desses organismos pode indicar sua presença no final do Pré-Cambriano, o que significaria que a explosão do Cambriano foi um instrumento de preservação. Ainda assim, há evidências fóseis do aparecimento, no Cambriano, da maioria dos grandes grupos de invertebrados marinhos (animais sem coluna vertebral), incluindo grupos que se tornaram extintos posteriormente, como os trilobitas, os conodontes e os graptólitos. Uma descoberta importante, do ponto de vista dos estudos de evolução, foi recentemente feita na China: a de que os primeiros animais semelhantes a peixes, com um início de coluna dorsal (uma haste de sustentação chamada notocorda) também evoluíram no Cambriano. Mas toda essa vida estava confinada aos oceanos; de acordo com o registro fóssil, a água doce e a terra não apresentavam formas de vida que pudessem ser preservadas por fossilização, embora seja muito provável que organismos microbianos já tivessem invadido esses ambientes.
TRILOBITA SILURIANO
Artrópodes marinhos chamados trilobitas, com exosqueletos mineralizados, evoluíram no período Cambriano.
CHARLES WALCOTT
O paleontólogo americano Chjarles Walcott (1850-1927) encontrou cerca de 70 mil fósseis do Cambriano médio em Burgess Shale, nas Montanhas Rochosas canadenses, que atualmente é considerado Parimônio da Humanidade. A preservação das partes moles de seus fósseis traz informações sobre a vida marinha da época. Walcott foi diretor da US Geological Survey e depois secretário do Smithsonian Institution, em Washington, EUA.
VIDA MARINHA
Como preservam geralmente em forma mineralizada os tecidos duros, como conchas, esqueletos e dentes, os registros fósseis tendem a ser altamente parciais. A vida marinha do Cambriano ao Siluriano foi dominada por uma quantidade de organismos que hoje estão extintos ou são muito menos abundantes. As braquiópodes, superficialmente semelhantes aos mexilhões atuais (que são moluscos, mas têm anatomia diferente). Já havia mexilhões e caracóis marinhos, mas seus parentes nadadores, os cefalópodes (animais semelhantes a lulas e polvos) eram particularmente comuns, assim como alguns grupos atualmente exitintos, como os rastejadores trilobitas, os conodontes nadadores e os graptólitos flutuadores. Os recifes de coral floresceram em oceanos rasos e quentes, com animais em forma de palma chamados briozoários, algas calcárias e muitos artrópodes e vermes. Apenas tocas destes últimos tendem a ser preservadas como evidência de sua existência.
PEIXE SEM MANDÍBULA DO
DEVONIANO
Peixes de aparência estranha, sem mandíbulas nem dentes, do Devoniano, estão entre os primeiros animais com espinha dorsal.
IDADE DO GELO
A descoberta de superfícies rochosas marcadas pelo gelo, pedras arrastadas por ele e outros depósitos glaciais no estrato tardio do Ordoviciano do norte da África pode parecer difícil de explicar em relação ao clima atual. Contudo, a medida de grãos ricos em ferro orientados pelo campo magnético da Terra no Ordoviciano mostra que essas rochas estavam agrupadas próximas ao Polo Sul na época de sua formação e foram movidas pelo processo de tectônica de placas. A África e a América do Sul foram parte do supercontinente Gondwana e sofreram glaciação com o crescimento da calota polar. Ass mudanças drásticas no clima e no nível do mar causaram a extinção em massa do fim do Ordoviciano, na qual desapareceram 50% dos gêneros de organismos marinhos.
VIDA NA TERRA
As evidências de vida na Terra começam com pegadas fósseis raras de artrópodes de água doce e esporos de plantas primitivas parecidas com musgos, ambos nos estratos do Ordoviciano. No Siluriano, apareceram plantas vasculares eretas, como a Cooksonia, que ainda dependiam de ambientes aquáticos para reprodução, e pequenos artrópodes que se alimentavam de seus restos em decomposição.
O início do período Devoniano trouxe uma rápida diversificação de plantas terrestres e da fauna. No seu final, as primeiras florestas recobriram pântanos, que estavam cheios de peixes. Alguns desses peixes desenvolveram quatro membros (tornando-se os primeiros tetrápodes) e se aventuravam na terra em busca de alimento, mas tinham de voltar para a água a fim de se reproduzir.
COOKSONIA
A TERRA ESVERDEADA
O registro fóssil mais antigo da evolução das plantas terrestres é composto principalmente por esporos e pólen. Fósseis de plantas se tornam cada vez mais comuns a partir do Devoniano, refletindo o desenvolvimento das florestas.
PERÍODO ORDOVICIANO
Primeiras plantas terrestres
(briófitas tipo musgo)
PERÍODO SILURIANO
Pequenas plantas terrestres de crescimento ereto.
PERÍODO DEVONIANO
Primeiras plantas terrestres com porte arbóreo.
PERÍODO CARBONÍFERO
Florestas extensas, que formaram depósitos de carvão.
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Fonte: Isto É - Enciclopédia Ilustrada da Terra
quarta-feira, 24 de outubro de 2012
HISTÓRIA DA TERRA
AS CÉLULAS COMPLEXAS SE DESENVOLVEM
GRYPANIA
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Diferentemente dos mais primitivos procariontes, os eucariontes têm seu material nuclear envolvido em uma membrana. As células dos eucariontes são usualmente parte de um ser multicelular, maior, enquanto os procariontes são unicamente organismos unicelulares e com frequência incorporam um flagelo para mover-se em um ambiente aquoso.
GRYPANIA
Fitas espiraladas com pelo menos 20 cm de comprimento chamadas Grypania podem ser a alga eucariótica mais antiga.
TERRA "BOLA DE NEVE"
Há evidências crescentes de que a Terra sofreu um período de glaciação desenfreada no Pré-Cambriano. A teoria diz que as calotas polares se estenderam dos polos até os trópicos, encobrindo a maior parte da superfície terrestre, nos eventos conhecidos como "eventos bola de neve". Para provar a glaciação em baixas latitudes é necessário obter evidências de que as rochas sedimentares glaciais estavam nos trópicos no momento apropriado. Medidas de minerais orientados magneticamente nos sedimentos do Pré-Cambriano de todo o mundo indicam que entre 730 e 580 milhões de anos atrás houve diversos eventos bola de neve (com recuos glaciais entre eles) e que outros episódios anteriores podem ter ocorrido entre 2,45 bilhões e 2,22 bilhões de anos atrás. Apoio importante à teoria vem da presença de sedimentos de carbonato, que são típicos de baixas latitudes, imediatamente acima dos sedimentos relacionados às glaciações. A aparência de formações sedimentares de ferro nos oceanos sugere que as condições eram anóxicas, o que é consistente com eventos glaciais. As causas de tais eentos não são completamente conhecidas, mas acredita-se que estejam relacionadas ao agrupamento dos continentes nos trópicos, aumentando a quantidade de luz refletida pelo planeta e resfriando o clima global.
TERRA "BOLA DE NEVE"
Evidências geológicas mostram que os continentes em baixas latitudes foram atingidos pela glaciação; a extensão da cobertura do mar pelo gelo é incerta.
ANOMALIAS DE CORPOS MOLES
A Biota Ediacarana inclui alguns dos mais intrigantes fósseis pré-cambrianos. Um grupo de organismos marinhos que viveram entre 580 milhões e 543 milhões de anos atrás, os ediacaranos são os primeiros animais conhecidos. Eles tinham corpos de até 2 metros de comprimento e aparência semelhante à das águas-vivas (ver abaixo), embora sua relação com grupos animais atuais seja incerta. Seus corpos tinham diversas formas, incluindo um disco achatado ou o formato de um leque, enquanto alguns tinham discos aderentes e superfícies divididas em camadas ou presas umas às outras de forma curiosa. Há cerca de 100 espécies conhecidas, todas com corpos moles e preservados como montículos ou depressões de sedimentos. Isso sugere que algumas espécies viviam no sedimento, tendo corpos mais duros que os das águas-vivas, já que estas raramente se preservam como fósseis. Sua primeira aparição conhecida foi logo após o último evento bola de neve, e a evolução deles pode ter sido estimulada pelo derretimento da glaciação.
FÓSSIL EDIACARANO
O nome Spriggina, de um fóssil ediacarano com uma estrutura que parecida uma cabeça, homenageia o geólogo australiano Reg Spriggs, o primeiro a encontrar a Biota Ediacarana.
Fonte: Isto É - Enciclopédia Ilustrada da Terra
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