sábado, 27 de julho de 2013

O que você sabe sobre os tigres-de-bengala?



Os tigres são os maiores membros da família dos felinos, e são conhecidos por sua força e poder. Há algum tempo, eram oito as espécies conhecidas, mas durante o último século, três acabaram extintas (tigre-de-bali, tigre-de-java e tigre-do-cáspio), em decorrência da caça e destruição das florestas, principalmente. Os animais são caçados como troféus, por diversão ou até para uso na medicina chinesa.

As cinco espécies restantes, tigre-siberiano, tigre-do-sul-da-china, tigre-da-indochina, tigre-de-sumatra, tigre-malaio e tigre-de-bengala estão ameaçadas de extinção e possuem programas de proteção em algumas partes do mundo.


Tigres-de-bengala

Os tigres-de-bengala vivem na Índia e às vezes são chamados de tigres indianos. Eles são a espécie mais comum e representam cerca de metade dos tigres selvagens. Durante muitos séculos, se tornaram uma parte importante da tradição indiana.

Tigres vivem sozinhos e são agressivos em grandes territórios, demarcando suas áreas para manter os rivais distantes. Eles são poderosos caçadores noturnos, e andam muitos quilômetros para encontrar búfalos, veados, porcos selvagens e outros grandes mamíferos.

Sua pelagem serve como camuflagem (aliás, não existem dois tigres com a mesma sequência de listras). Eles ficam à espreita, e atacam suas vítimas de forma rápida e fatal. Um tigre com fome pode comer até 27 kg em uma noite. 

Apesar da sua temível reputação, a maioria dos tigres evita os seres humanos, e poucos se tornam predadores perigosos.


Algumas curiosidades sobre a espécie:
  • As fêmeas podem dar a luz de duas a seis crias por ninhada;
  • Os filhotes não caçam até que tenham mais de 18 meses, e só se separam da mãe depois de aproximadamente dois anos;
  • A expectativa média de vida quando estão no habitat natural é entre oito e dez anos;
  • Podem ter entre 2 e 2,70 metros, e pesar até 230 kg;
  • O rugido de um tigre pode ser ouvido a 3 km de distância. [[NationalGeographic, InfoEscola

______________
Fonte: Hypescience, em 23.07.13, por Ana Claudia Cichon.

 

domingo, 21 de julho de 2013

Roma Antiga e o segredo do "concreto indestrutível"



Dois mil anos não foram suficientes para derrubar construções erguidas na Roma Antiga. O que estaria por trás desse sucesso de engenharia? Pensando nisso, cientistas da Europa e dos Estados Unidos analisaram amostras coletadas em 11 portos localizados na região do Mar Mediterrâneo, e descobriram que os antigos romanos tinham, de fato, uma “receita” especial para fazer concreto.


De acordo com as análises, eles usavam material vulcânico (rochas e cinzas) e cal, além de um método de preparo bastante específico. “Para estruturas submarinas, cal e cinza vulcânica eram misturadas para criar argamassa, que era colocada, junto com rochas vulcânicas, em fôrmas de madeira”, explicam os autores. “A água do mar instantaneamente desencadeava uma reação química quente. A cal era era hidratada – incorporando moléculas de água em sua estrutura – e reagia com as cinzas para cimentar a mistura”.


Além de produzir um material mais resistente a desgastes, o processo é menos agressivo ao meio ambiente, em comparação com o utilizado para fazer cimento Portland (o mais comum atualmente, fabricado pela primeira vez no século 19), que seria responsável por 7% das emissões de gás carbônico na atmosfera feitas por indústrias.
Serão feitos mais estudos para descobrir como aproveitar nos dias de hoje a “receita” criada pelos antigos romanos.[Gizmodo, BusinessWeek]


_________________________
Fonte: http://hypescience.com

Trombas d'água

Impressionante tromba d’água em Tampa, Flórida, EUA


Trombas d’água são fenômenos meteorológicos belos. Parecidos com tornados, elas se formam da mesma forma e em condições semelhantes, mas sempre sobre ou perto de grandes volumes de água, como o oceano, os grandes rios amazônicos ou lagos.

Olhando a tromba d’água, tem-se a impressão que ela está aspirando o líquido, mas não se trata disso. Uma das condições para a formação da tromba d’água é a alta umidade do ar, e dentro dela esta umidade se condensa em gotículas, formando um tubo que parece feito de água.

Outra condição para a formação das trombas d’água é calor. Normalmente, elas se formam sob nuvens de tempestades, de cumulus a super-células (as nuvens que causam tornados), e são muito mais comuns na Flórida (EUA).

Geralmente, as trombas d’água causam danos só a pequenos barcos; seus ventos dificilmente passam dos 60 km/h, mas já houve fatalidades causadas por elas. 

A melhor maneira de evitar uma tromba d’água é se mover em uma direção a 90° do caminho aparente da tromba d’água. Como ela viaja devagar, qualquer barco motorizado consegue escapar. Elas também não duram muito – no máximo 20 minutos.

[Mundo Estranho, NOAA, Wikipedia, Weather.About, Weather.com]



Grand Isle, Louisiana, EUA

_________________________________
Fonte: http://hypescience.com
Por em 13.07.2013

domingo, 14 de julho de 2013

Divisões político-administrativas de uma cidade




Gisela Santana


 Penedo da Igreja Nossa Senhora da Pena
Foto Cartão Postal



No dia 17 de maio de 2013 foi publicado no Diário Oficial do Município do Rio de Janeiro o decreto nº 37158 de 16 de maio de 2013 que cria a Área Especial de Interesse Ambiental da Freguesia em Jacarepaguá – AEIA da Freguesia (1).


Esta publicação é um alento para os moradores da Freguesia de Jacarepaguá. Há alguns anos vêm pleiteando a revisão do Projeto de Estruturação Urbana da Taquara, PEU Taquara, que incentivou enormemente os empreendimentos imobiliários na região; a ponto de comprometer a qualidade de vida e o sistema infraestrutural local. Em artigo publicado em agosto de 2012 (2), apresentei as razões dos moradores e havia sugerido o congelamento das licenças e a revisão do PEU que, além da Freguesia e da Taquara também inclui os bairros do Pechincha e do Tanque (3).


O decreto que cria a AEIA da Freguesia não altera o PEU – Taquara, apesar de congelar por 60 dias (a contar da data de publicação) as novas licenças para demolição, construção, acréscimo ou modificação, reforma, transformação de uso, parcelamento do solo ou abertura de logradouro. Aponta para o fato de que não haverá alteração dos índices construtivos do PEU, sugere apenas que alterações de índices na Freguesia serão estudadas, o que não necessariamente resolve a questão.


O que está proposto pelo decreto é que durante esses 60 dias serão aprofundados estudos para o possível estabelecimento de novos índices urbanísticos apenas para a Freguesia, dentro da área delimitada pelo polígono definido pelo decreto.
 
 
 Desenho esquemático do limite estabelecido pelo decreto n. 37158, 16 maio 2013, da AEIA da Freguesia
Adaptado do Google Earth por Gisela Santana



Entretanto, as justificativas apresentadas para proposição do decreto demonstram algumas incoerências e inconsistências para a delimitação do polígono que define a AEIA, que poderia abranger uma área bem maior. A seguir, comento as considerações que motivaram a promulgação do decreto:


1. “A localização do bairro da Freguesia junto aos contrafortes do Maciço da Tijuca, na Zona de Amortecimento do sítio declarado Patrimônio da Humanidade na categoria Paisagem Cultural Urbana pela Unesco” e “a qualidade paisagística da baixada de Jacarepaguá, ambiente urbano composto por morros e vales”. Por esses argumentos as áreas limítrofes à Freguesia principalmente aquelas mais à sudeste, no costão de serra, também deveriam ter sido incluídos na AEIA. Assim como o “istmo” verde, que liga os dois maciços da Tijuca e da Pedra Branca, ainda mais se considerarmos que existe projeto da prefeitura que contemplam os corredores verdes para unir estes maciços, e o recém-lançado projeto da trilha Transcarioca, definido pelo Estado que conecta partes de um grande corredor ecológico que une áreas da Zona Oeste a Zona Sul, passando pelo encontro desses maciços que se dá nas imediações a Noroeste da linha poligonal definida pela AEIA da Freguesia.


Traçado esquemático da Trilha ecológica Transcarioca
Adaptado do Google Earth por Gisela Santana


2. “O bairro apresenta bens culturais tombados que constituem um valioso testemunho de várias fases de sua ocupação”. Este argumento também justificaria a inclusão do bairro da Taquara que, segundo dados do Armazém de dados da Prefeitura, também apresenta exemplares com tombamento federal: a Casa da Fazenda da Taquara e a Capela de N.S. dos Remédios e da Exaltação de Santa Cruz. Além de outras áreas de Jacarepaguá que também guardam testemunho de várias fases de sua ocupação, como pode ser verificado no site da Prefeitura (4), no item que se refere ao Patrimônio histórico, artístico e cultural relativo aos bens tombados.


3. “Os riscos que o recente processo de adensamento desse bairro apresenta à manutenção da qualidade ambiental, à paisagem urbana e à qualidade de vida do bairro da Freguesia”. Como se pode verificar no artigo publicado em agosto de 2012, no blog Urbecarioca, e em uma verificação e análise da delimitação da AEIA; no que tange aos riscos, eles abrangem não apenas o bairro da Freguesia, mas já se materializaram e transbordam para as áreas limítrofes, como no caso do bairro do Pechincha e da Taquara, que sofrem igualmente os impactos viários e de abastecimentos de água, esgoto e energia elétrica. É preciso lembrar que o limite físico, político e administrativo do bairro da Freguesia, não corresponde ao limite simbólico do bairro. Um exemplo claro da variação do limite imaginário e simbólico é a linha tênue que divide a Barra da Tijuca e o Bairro de Jacarepaguá, no que se refere, por exemplo, ao trecho dividido pela Av. Abelardo Bueno, onde de um lado se localizava o antigo autódromo de Jacarepaguá e do outro, novos condomínios e empreendimentos se multiplicam. A ADEMI inclui simbolicamente esta área como Barra da Tijuca, porém para a divisão político administrativa do município, a área corresponde a Jacarepaguá. Outro aspecto relativo a esta justificativa sobre a manutenção da qualidade de vida e da paisagem, diz respeito à questão dos congestionamentos de trânsito e saturação do sistema viário. Vale lembrar que o sistema é uma rede de vias interligadas, que se tocam e que se impactam mutuamente. A definição dos limites da AEIA passa em determinadas vias e as exclui como a Retiro dos Artistas e a Edgar Werneck, por exemplo. Estas já se encontram extremamente saturadas, nelas existem áreas verdes de grande porte. Portanto, não garantindo a salvaguarda da qualidade de vida nem ambiental, nem cultural do bem tombado. As mesmas vias estão recebendo novos empreendimentos de gabarito elevado e que obstruem a visão da Igreja Nossa Senhora da Pena, tombada pelo IPHAN. Ou seja, o limite definido não equaciona logicamente o problema da qualidade de vida do bairro, nem tão pouco a preservação cultural do bem tombado referido na justificativa, uma vez que os empreendimentos poderão continuar sendo licenciados na via e consequentemente, obstruindo a visão da igreja e contribuindo para o aumento do fluxo viário.


4. “Considerando o disposto no artigo 70, III, da Lei Complementar nº 111 de 01 de fevereiro de 2011 que instituiu o Plano Diretor de Desenvolvimento Urbano Sustentável do Município do Rio de Janeiro”. Esta consideração relativa ao artigo que estabelece orientações sobre as “Áreas de Especial Interesse, permanentes ou transitórias” nos informa que “são espaços da Cidade perfeitamente delimitados sobrepostos em uma ou mais Zonas ou Subzonas, que serão submetidos a regime urbanístico específico, relativo à implementação de políticas públicas de desenvolvimento urbano e formas de controle que prevalecerão sobre os controles definidos para as Zonas e Subzonas que as contêm”. O presente artigo do Plano Diretor sugere que as Áreas especiais prevalecerão e poderão se sobrepor a uma ou mais Zonas ou Subzonas. Portanto, a AEIA da Freguesia pode perfeitamente incluir outras áreas, desde que estabelecidas em sua delimitação. O Inciso III do referido artigo estabelece que “área de Especial Interesse Ambiental – AEIA é aquela destinada à criação de Unidade de Conservação ou à Área de Proteção do Ambiente Cultural, visando à proteção do meio ambiente natural e cultural” sendo assim, não fica claro qual o motivo da não inclusão da Secretaria de Meio Ambiente, uma vez que a AEIA da Freguesia envolve tanto a proteção natural quanto a proteção cultural por conter elementos destas duas categorias.


Por outro lado, as licenças que já foram dadas, que não sabemos ao certo onde e nem que volume de unidades e área representam, pelo visto, permanecem como estão, e continuarão impactando a área. Infelizmente!


A delimitação da AEIA parece avançar no que se refere à intenção da preservação da área ambiental e elementos culturais remanescentes, porém é uma pena que outros bairros vizinhos e do próprio PEU Taquara não tenham sido incluídos na área de interesse ambiental e cultural. Como se pode ver no mapa, áreas verdes ao lado da área delimitada não foram incluídas. Infelizmente, a tendência é que as novas construções e licenciamentos se direcionem para os bairros vizinhos, utilizando os discursos ligados ao imaginário urbano da proximidade com a Freguesia agora em ambos os casos, com preços muito mais inflacionados devido à delimitação da área “Especial” e lamentavelmente, continuando a causar perdas ambientais nas áreas contíguas e impactos ao trânsito já tão saturado.


Apesar disso, espera-se que a publicação deste decreto renove as esperanças da população para continuar lutando por melhores condições de vida na Freguesia, nos bairros vizinhos e quiçá em outras áreas da cidade. Na esperança de que as novas diretrizes sejam estabelecidas para a área atendam à qualidade de vida da população e à preservação cultural e ambiental do bairro e, principalmente, que predomine as boas intenções.
 
 
notas
1
Decreto n. 37158. Diário Oficial do Município do Rio de Janeiro, 16 de maio de 2013 <
http://doweb.rio.rj.gov.br/visualizar_pdf.php?reload=ok&edi_id=00002075&page=3&search=freguesia>.

2
SANTANA, Gisela. PEU Taquara – antes que seja tarde demais! Urbe Carioca, 28 ago. 2012 <
http://urbecarioca.blogspot.com.br/2012/08/peu-taquara-antes-que-seja-tarde-demais.html>.

3
Ver: Lei Complementar n. 70, de 06 jul. 2004, que institui o Peu Taquara – Projeto de Estruturação Urbana (Peu) dos Bairros de Freguesia, Pechincha, Taquara e Tanque <
www2.rio.rj.gov.br/smu/imagens/doc/Lei%20Complementar_70_060704.pdf>.

4
Armazém de Dados, Instituto Pereira Passos <
www.armazemdedados.rio.rj.gov.br>.


sobre a autora
Gisela Santana, Arquiteta Urbanista, Mestre em Desenvolvimento Urbano, Doutora em Psicologia Social, autora do livro Marketing da “sustentabilidade” habitacional, e coordenadora do 'Movimento Comunitário Nosso Bairro Nosso Mundo' em defesa da qualidade de vida de Jacarepaguá.

 
_______________________________________________
 Fonte: Urbe Carioca - http://urbecarioca.blogspot.com.br/2013/07/artigo-divisoes-politico.html

domingo, 30 de junho de 2013

Fitoterapia - Como fazer os chás e as decocções




A proposta deste artigo é proporcionar acesso a todos, profissionais e pacientes que usam a fitoterapia como terapêutica em seus tratamentos. A exposição será na forma de perguntas e respostas, o que, penso, facilita encontrar suas dúvidas.


Qual a proposta de usar uma decocção para tratamento?A proposta é extrair os constituintes das ervas cruas em água e, desta forma, facilitar sua incorporação pelo corpo e sua distribuição pelos aquecedores, meridianos e Zang Fu.


Qual o melhor recipiente para decocção?
O melhor é o barro, a cerâmica ou o vidro. Em seguida por ser os feito de ágata e pedra sabão. E, por último, se não há outro meio são os recipientes feitos de aço inox. Todo esse cuidado é para não alterar a energia e as propriedades terapêuticas da decocção, ou pior, evitar que ela tenha um efeito negativo. Todos os recipientes devem conter tampa.


Como fazer a decocção com as ervas?
O primeiro passo é a quantidade de água, que, de uma maneira geral deve ser 2 dedos acima das ervas e deixe em repouso por no mínimo 30 minutos.
Em seguida deixe a decocção começar a entrar em ebulição e diminua a chama, levando a decocção a cozimento por um tempo que varia de 20 a 30 minutos.
OBS: Ervas aromática não são cozidas por longo tempo, elas ficam em cozimento de 5 – 10 minutos;
Ervas diaforéticas são cozidas por 10 – 15 minutos; Ervas com propriedades tonificantes ficam no fogo por 40 – 50 minutos; Ossos, conchas e pedras devem ficar em decocção por 25 a mais que as outras ervas. Flores devem ficar em decocção por 5 minutos.

Evite levantar a tampa do recipiente para não perder uma das propriedades das ervas que é seu aroma e, também, os óleos voláteis.

A maioria das formulações permite que você faça com as mesmas ervas duas ou três decocções. Desta forma, a primeira decocção é separada e misturada com as outras logo em seguida. Esse cuidado deve ser observado porque é dito que a primeira decocção atua em um nível mais superficial, assim a temperatura das ervas são liberadas. Nas decocções seguintes o efeito é em um nível mais interno, no Xue e no Jing.


Como devo tomar minha decocção?Depois de pronta a decocção deve ser peneirada em um copo de vidro ou cerâmica e ser ingeridas de 1 – 2 horas antes das refeições.
A maioria das decocções não tem um gosto agradável para quem não está acostumado, mas, é imprescindível você não detestar seu chá para que seu corpo não atua de forma negativa na atividade das ervas em sua patologia. Não esqueça que o Shen Qi é uma força poderosa!
Em alguns casos pode ser adicionado mel para dar uma melhorada no gosto, mas, sempre com a aprovação de seu terapeuta, pois o mel pode alterar as propriedades das ervas.
Assim, as ervas que irritam o estômago devem ser ingeridas de 30 minutos à 1 hora após comer. As ervas com propriedades tonificantes devem ser ingeridas com o estômago vazio e, as que acalmam o espírito antes de ir para cama.


Há ervas que requerem alguns cuidados?Algumas ervas requerem alguns cuidados, como o Ren Shen que, para melhor aproveitamento de seus propriedades, deve ser cozido por no mínimo 1 hora. Outras devem ficar em pacotes de algodão, como a erva Xuan Fu Hua.
Algumas devem ser trituradas e outras picadas em pedaços.



(Prof. Fernando Silva - BIOZEN)

sexta-feira, 28 de junho de 2013

Comércio Justo / Ponto Solidário / Artesanato

Fachada do Ponto Solidário, espaço que reúne peças de artesanato do país 
e trabalha com o conceito de comércio justo. (Foto: Divulgação Ponto Solidário)

.....................................................................................................

Artesanato: vendas por meio de comércio justo valorizam atividade


Nova forma de pensar trocas quebra paradigmas e transforma vida de artesãos.

Em 2002, impulsionada pelo desejo de trabalhar com o terceiro setor, Odile Sarue se engajou na coordenação do Ponto Solidário, um espaço sem fins lucrativos destinado à venda e à produção de artigos de ONGs, cooperativas, comunidades regionais e indígenas, artistas, etc. Atualmente, o espaço reúne peças de artesanato vindas de diversos Estados do país e trabalha com o conceito de comércio justo, ou fair trade.

O comércio justo surgiu na Inglaterra, aplicado à agricultura, como forma de valorizar os produtores, realizando transações comerciais pautadas no diálogo, na transparência e no respeito entre as partes envolvidas. O objetivo é que a relação de troca contribua para o desenvolvimento sustentável das comunidades dos produtores, que deixam de ser marginalizados e podem obter melhores condições de troca, além da garantia de que seus direitos serão assegurados na transação.

“No começo, vimos que havia uma possibilidade de geração de renda por trás do artesanato, mas que as ONGs que trabalhavam com isso não conseguiam recursos nem ferramentas eficazes para divulgar e comercializar seus produtos. Então abrimos esse espaço, que nada mais é do que uma vitrine para esses artesãos. Não temos intermediários nas nossas relações. Com o tempo, descobrimos que aquilo que fazíamos intuitivamente era um conceito discutido no mundo todo, o comércio justo”, explicou Odile.

Fair trade é um conceito amplamente discutido e aplicado em vários países. Na Inglaterra, por exemplo, existem diversas associações que reúnem pessoas e empresas engajadas com a atividade para fomentar iniciativas e fortalecer a rede. Um exemplo é a British Association for Fair Trade Shops, que, entre outras coisas, reúne estabelecimentos comerciais que trabalham com a venda de produtos artesanais e aplicam o conceito do comércio justo.

Capital social promovendo desenvolvimento de comunidades

Apesar disso, o debate ainda é bastante incipiente no Brasil. Por conta dessa circunstância, a carioca Vanessa Moutinho dedica sua vida à causa do desenvolvimento sustentável trabalhando como facilitadora do Comércio Sagrado, organização que desenvolve vivências e workshops para despertar o capital humano de pessoas e torná-las aptas a reverter suas habilidades em recursos financeiros, principalmente em ambientes de comércio justo.

“Quando apoiamos e nos engajamos com essas iniciativas, estamos apoiando o desenvolvimento do capital social de comunidades e o desenvolvimento humano, o que é uma das coisas mais empoderadoras para uma comunidade: a partir do momento que as pessoas entendem que elas têm tudo o que precisam, elas investem naquilo e transformam suas realidades”, explica.

A Coopa-Roca (Cooperativa de Trabalho Artesanal e de Costura da Rocinha Ltda.) é um ótimo exemplo de como o comércio justo e o artesanato podem caminhar juntos e resultar em transformação social e desenvolvimento de comunidades. A cooperativa capacita e coordena o trabalho de mais de 100 artesãs do Morro da Rocinha, no Rio de Janeiro, para produção de peças artesanais focadas no Mercado da Moda e do Design. Atualmente, a Coopa-Roca conta com um showroom no Shopping Fashion Mall, também no Rio de Janeiro, onde comercializa as peças produzidas.

Artesanato, venda e transformação

Em São Paulo, a Arte e Luz da Rua promove oficinas de artesanato com moradores de rua e sobrevive da venda do resultado dessas oficinas. O carro-chefe da organização são luminárias ecológicas, que reaproveitam o bagaço de cana-de-açúcar. Produzidas há 12 anos, as luminárias são vendidas em lojas como o Ponto Solidário e também para empresas como brindes corporativos, por exemplo.

O trabalho desenvolvido pela organização é parte de uma cadeia que termina no consumidor final, passa por espaços como o Ponto Solidário, onde os produtos são comercializados, e começa na relação com os moradores de rua, que a partir das oficinas acabam descobrindo que podem mudar suas vidas e transformar suas realidades.

“Além de artesanato, aqui nós ensinamos também educação para o trabalho. Por exemplo, começamos com a importância da pontualidade para participar das oficinas e, aos poucos, outros conceitos são introduzidos, como a relação com os colegas, a divisão de tarefas, fazer o que se faz com qualidade, etc. Aos poucos, as pessoas começam a repensar suas vidas e ter condições para pensar e planejar novos projetos, encontrar emprego, ou se dedicar a essa atividade”, explica Hedwig Knist, que trabalha na organização há 22 anos capacitando os moradores e divulgando o artesanato.

“Comércio significa troca. Quando apoiamos e nos engajamos com iniciativas dessa natureza, estamos participando de uma troca justa com nós mesmos e com o outro. Todas as iniciativas de comércio justo são respeitosas com todas as formas de vida. Pensem nisso”, finaliza Vanessa.

 ______________________________________

Fonte: Allianz, por Camila Hungria, em 18/junho/2013

Energia Solar

A usina de Tauá, localizada no sertão do Ceará, foi inaugurada em agosto de 2011 
e possui uma capacidade instalada de 1 MW, com 4.680 painéis fotovoltaicos. 
(Foto: Grupo EBX)

...........................................................................................................................

Longe da liderança, Brasil passa a dar mais atenção à energia solar

A fonte é considerada a menos poluente e menos finita, mas ainda não tem participação significativa na matriz energética brasileira. Regulamentação para micro e minigeração distribuída é promessa para movimentar o setor.

Como pode uma das fontes de energia mais abundantes em nosso planeta ter uma participação tão pequena na matriz energética mundial? Mesmo apresentando um crescimento acelerado nos últimos anos, tendo a capacidade instalada em energia de fonte solar saltado de 40 para 70 gigawatts (GW) em 2011, segundo o estudo REN21, e para 100 GW em 2012, de acordo com a Associação Europeia de Indústria Fotovoltaica (EPIA), a energia solar ainda não consegue atingir o mesmo desempenho da energia eólica, por exemplo.

“A energia solar é a fonte de energia menos poluente e menos finita conhecida até o momento. Disponível para a humanidade desde o surgimento da vida na Terra, nunca foi aproveitada de forma tão eficiente quanto as demais, considerando-se que as outras fontes de energia renováveis sempre apresentam alguma desvantagem. Providenciar um sistema de suprimento de energia solar confiável é uma tarefa que encontra algumas dificuldades e certo grau de complexidade”, resume o engenheiro eletrônico Ricardo Aldabó Lopez em seu livro “Energia Solar para produção de eletricidade”, editado pela Artliber.

Globalmente, no entanto, vários países começam a se destacar com investimentos pesados no setor. Os Emirados Árabes Unidos, conhecidos pela produção de petróleo, acabam de inaugurar a maior usina de concentração solar do planeta, com capacidade de 100 megawatts (MW). A Índia planeja instalar 10 GW até 2017. Na Nicarágua, onde as fontes renováveis já ocupam 41% da matriz energética, o maior parque fotovoltaico da América Central, de 1,38 MW, foi inaugurado em fevereiro com investimentos vindos do Japão. Calcula-se que 1 MW seja o bastante para suprir o consumo de energia de 1.500 residências.

“O Brasil é o país com maior quantidade de radiação solar no mundo. O lugar menos ensolarado recebe 40% mais energia que o lugar mais ensolarado da Alemanha (maior produtor de energia solar mundial). O principal problema é o custo da energia solar no Brasil. Faltam políticas que incentivem a inovação tecnológica, que reflitam no desenvolvimento de um parque industrial nacional e no aumento da oferta de equipamentos solares”, afirma o coordenador da feira de negócios EnerSolar+ Brasil, Arthur Ribeiro.

Alguma iniciativas isoladas têm aparecido no cenário nacional. A MPX investiu R$ 10 milhões para ter, no Ceará, o primeiro empreendimento comercial brasileiro de geração de energia a partir do sol, com capacidade inicial de 1 MW. Uma parceria já anunciada com a GE permitirá a duplicação da capacidade da usina solar, que chegará a ter quase 7 mil painéis instalados.

Em Campinas, no Estado de São Paulo, a CPFL Energia inaugurou, no final de 2012, a Usina Tanquinho, com capacidade instalada de 1,1 MW para gerar aproximadamente 1,6 GWh/ano – o que, segundo a empresa, é suficiente para abastecer mensalmente 657 clientes com um consumo médio de 200 KWh/mês. O projeto foi viabilizado com investimento de R$ 13,8 milhões em pesquisa e desenvolvimento.

Micro e minigeração distribuída

De acordo com dados do relatório de fiscalização da Agência Nacional de Energia (Aneel), atualizado em dezembro de 2012, a capacidade instalada de energia solar no Brasil é de aproximadamente 7,5 MW, o que representa apenas 0,01% da matriz energética brasileira.

Espera-se, no entanto, que esse potencial cresça neste ano graças à regulamentação da micro (até 100 kW) e da minigeração (mais de 100 kW até 1 MW) de energia, que oficializa o consumidor como possível produtor de energia. A resolução 482/2012 permite que os brasileiros gerem energia, transfiram sua produção para a rede elétrica e, caso haja excedente, ganhem desconto na conta de luz pelo Sistema de Compensação de Energia.

O especialista da Superintendência de Regulação dos Serviços de Distribuição - SRD/Aneel, Daniel Vieira, explica que a geração distribuída, em que a energia elétrica é gerada próximo ao local de consumo ou na própria instalação consumidora, proporciona uma série de vantagens sobre a geração centralizada tradicional, economizando investimentos em transmissão, reduzindo as perdas nas redes e melhorando a qualidade do serviço de energia elétrica.

“A regra recém-aprovada aplica-se principalmente a geradores que utilizem fontes renováveis de energia (hídrica, solar, biomassa e eólica). Com isso, a Aneel espera oferecer melhores condições para o desenvolvimento sustentável do setor elétrico brasileiro”, afirma. A Agência pretende acompanhar de perto a adesão ao novo sistema, atualizando os dados sobre as Usinas Fotovoltaicas (UFVs) no Banco de Informações da Geração do Brasil. Os micro e minigeradores podem ser encontrados sob a classificação REG-RN482.

Todas as distribuidoras de energia devem estar preparadas para receber o pedido de instalação de micro ou minigeração distribuída, fazer a conexão ao sistema e o faturamento.

Como faço para ter eletricidade solar na minha casa?
Para estimular a construção de unidades residenciais de geração solar fotovoltaica, o Ideal (Instituto para o Desenvolvimento de Energias Alternativas na América Latina) lançou o Guia de Microgeradores Fotovoltaicos, um material didático para aqueles que pensam em instalar pequenos geradores de energia elétrica a partir do sol e não sabem por onde começar.

A cartilha online traz informações sobre o Sistema de Compensação de Energia, sobre como calcular a potência solar do local, um passo a passo para ter um sistema fotovoltaico e como desenvolver seu projeto de microgerador.

____________________________________________________

Fonte: Allianz, por Marina Spirandelli, em 24/abril/2013

Construções Verdes

Estádio Mineirão, em Belo Horizonte, recebeu uma estrutura 
de placas fotovoltaicas em sua cobertura. 
(Foto: Marcus Desimoni/Portal da Copa)

.............................................................................................................................................

Sustentabilidade: um legado positivo da Copa do Mundo no Brasil

Certificação LEED, recomendada pela FIFA, sugere a criação de sistemas de abastecimento mais eficientes para os estádios do evento, entre outras exigências.

Em 2014, governantes e empresas esperam que o Brasil tenha não só mais futebol e turistas, mas também uma economia aquecida pelos altos investimentos em infraestrutura que uma Copa do Mundo exige. Para receber o evento, o país-sede deve respeitar uma série de demandas ditadas pela Federação Internacional de Futebol (FIFA), em sua maioria relacionadas às arenas do espetáculo.

O guia “Estádios de futebol: Exigências e recomendações técnicas”, editado pela Federação, chega à sua quinta edição bem mais detalhado e, pela primeira vez, com orientações relacionadas à sustentabilidade. Publicado após a Copa do Mundo de 2010, na África do Sul, o documento inclui recomendações do programa “Green Goal”, que tem como metas reduzir o consumo de água potável, evitar ou reduzir a emissão de resíduos, criar sistemas de abastecimento de energia mais eficientes e aumentar o uso do transporte público nos eventos promovidos pela FIFA.

A recomendação é que as edificações tenham o selo LEED (Leadership in Energy Efficient Design), sistema internacional de certificação e orientação ambiental desenvolvido pelo Green Building Council, nos Estados Unidos, e utilizado em 143 países. O guia da FIFA também aborda cuidados sobre a “compatibilidade ambiental do local do estádio” e as “relações com a comunidade” do entorno onde a obra ou reforma acontece.

Energia solar

Na categoria “Energia e atmosfera”, a certificação encoraja a eficiência energética por meio de estratégias simples como, por exemplo, simulações energéticas, medições e utilização de equipamentos e sistemas mais eficientes.

Entre as doze cidades-sede da Copa do Mundo de 2014 no Brasil, algumas já saíram à frente em seus projetos de energia limpa. O estádio Governador Magalhães Pinto, o Mineirão, em Belo Horizonte, recebeu uma estrutura de placas fotovoltaicas em sua cobertura.

A Usina Solar Fotovoltaica (USF) do Mineirão, entregue em 17 de maio deste ano, tem potência instalada de 1,42 MWp, com cerca de 6 mil módulos fotovoltaicos. Toda a energia produzida será lançada na rede e 10% devem retornar ao estádio. O projeto faz parte de uma ação maior da Cemig, que pretende implantar uma USF também no ginásio Mineirinho. “Outra edificação que poderá receber uma usina solar fotovoltaica é o Aeroporto Internacional de Confins, na Região Metropolitana de Belo Horizonte”, afirma o coordenador do Projeto Minas Solar 2014, Alexandre Heringer Lisboa.

A ideia de construir redes solares no entorno do estádio também está sendo implementada no Rio de Janeiro, com a construção do Polo Solar do Maracanã. Além da instalação de uma usina fotovoltaica no estádio do Maracanã, o projeto prevê estruturas também no Ginásio do Maracanãzinho, no Estádio de Atletismo Célio de Barros, no parque aquático Júlio de Lamare e na Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ). O objetivo é chegar a uma potência instalada de 5,2 MWp em todo o complexo.
A 19km do Recife, em São Lourenço da Mata, a Arena Pernambuco contará com fornecimento de energia solar a partir de julho deste ano. Com investimento de R$ 10 milhões, a Odebrecht Energia e o Grupo Neoenergia, holding que controla a Celpe, estão implantando uma usina solar fotovoltaica com 1 MWp de potência instalada, “o que equivale ao consumo médio de energia de 6 mil brasileiros”, segundo a assessora de eficiência energética do grupo, Ana Christina Romano Mascarenhas. “Estima-se que a usina solar, que faz parte de um projeto de pesquisa e desenvolvimento regulado pela Aneel, chegue a suprir 20% do consumo do estádio”, afirma Ana Christina.

Os painéis solares fotovoltaicos, que estão sendo instalados em um terreno de 14,5 mil m² ao lado da arena, irão entregar a energia diretamente ao sistema elétrico do estádio e enviar o excedente à rede de distribuição. “Além do aproveitamento de uma fonte renovável, os sistemas de geração solar reduzem perdas por transmissão e distribuição, uma vez que a energia é consumida no local em que é produzida”, completa a assessora do Grupo.

Resíduos, água e cobertura sustentável

Outra medida de sustentabilidade explorada pelas cidades-sede foi o reaproveitamento dos resíduos gerados pelas reformas de estádios. No Mineirão, onde as obras foram iniciadas em janeiro de 2010, houve reaproveitamento de 90% dos entulhos. O concreto foi destinado à pavimentação de ruas e as cadeiras foram redirecionadas para ginásios e estádios mineiros. O gramado foi reutilizado em um projeto de inclusão social do governo.

Já a Arena Fonte Nova, em Salvador, reutilizou 100% do concreto e do aço do antigo estádio. Também instalou sistemas para o reaproveitamento da água da chuva.

Mas o campeão da sustentabilidade talvez seja o Estádio Nacional Mané Garrincha, em Brasília, palco da abertura da Copa das Confederações neste ano. A arena pode ser a primeira no mundo a receber o selo Leed Platinum. Todo o material de demolição foi reaproveitado. As armaduras e os aços do antigo estádio foram destinadas a cooperativas de reciclagem e o concreto foi moído para compor os pisos do novo estádio. A água da chuva que cair sobre a cobertura será canalizada para reservatórios, filtrada e tratada. Poderá ser reutilizada nos vasos sanitários e na irrigação do campo, suprindo até 80% da demanda estimada.

A grande inovação, no entanto, está na membrana japonesa que reveste parte da cobertura do Mané Garrincha. Ela é capaz de isolar o calor, o que melhora a sensação térmica dentro da arena, e possui propriedades autolimpantes. Por meio do processo de fotocatálise, a membrana libera moléculas que dissolvem a sujeira decorrente da poluição do ar. As moléculas dissolvidas podem, então, ser lavadas naturalmente pela chuva.

 _______________________________

Fonte: Allianz, por Marina Spirandelli

 

domingo, 2 de junho de 2013

Identificado novo inseticida mortal para as abelhas

O pesticida fabricado pela BASF é acusado de causar a morte de abelhas
Photo Pin



Bruxelas - A Autoridade Europeia de Segurança Alimentar (EFSA) emitiu um parecer desfavorável ao Fipronil, inseticida fabricado pelo grupo alemão BASF, pois seu uso para proteger os cultivos de milho tem causado a morte de abelhas, importantes polinizadoras.

Apenas cinco países da UE ainda usam este inseticida para o milho: Espanha, Hungria, Bulgária, República Checa e Eslováquia.

A Comissão Europeia havia solicitado esta decisão à EFSA em agosto de 2012. Está incompleta, mas aponta "um risco elevado" comprovado para o tratamento do milho.

O grupo BASF agora tem três semanas para responder a esta decisão. A Comissão Europeia submeterá em breve o caso do Fipronil a um comitê de especialistas da UE para uma decisão em 15 ou 16 de julho, informaram os serviços do comissário europeu encarregado da saúde, Tonio Borg.

A Comissão Europeia (CE) já decidiu proibir durante dois anos, a partir de dezembro, o uso de três pesticidas mortais para as abelhas, comercializados pela farmacêutica alemã Bayer e pela suíça Sygenta.

O veto começa em 1º de dezembro e se baseia em um informe da Agência Europeia de Segurança alimentar. Envolve três praguicidas da família dos neonicotinoides comercializados na Europa por Bayer e Syngenta: clotianidina, tiametoxam e imidacloprid, que podem ser mortais para as abelhas, mas não causam danos à saúde do ser humano.


_________________________
Fonte: Info Exame, por AFP, em 28 de maio de 2013


Cientistas avaliam iniciativas para adaptação às mudanças climáticas

NASA image courtesy Jeff Schmaltz/Caption by Adam Voiland



Brasília – Pela primeira vez, os 18 cientistas que integram o comitê do Programa Mundial de Pesquisa Climática, WCRP na sigla em inglês, estão reunidos no Brasil para avaliar as iniciativas globais para mitigação e adaptação às mudanças do clima.

No encontro anual, os dirigentes da organização vão concluir, até a próxima sexta-feira (31), um balanço de desafios considerados prioritários, como melhorias nas observações do nível dos oceanos e medidas para avaliar e garantir a disponibilidade de água em algumas regiões.


“O Brasil está entre os líderes em várias iniciativas, como as voltadas para mitigação das alterações climáticas e, ao lado da França e dos Estados Unidos, do sistema de observação do nível do mar. Poucos se importam com o que está acontecendo com os oceanos no mundo, como no Brasil, que tem uma costa muito grande”, disse Antonio Busalacchi, que preside o grupo, explicando que a liderança brasileira nessas políticas motivou a escolha do país para sediar a 34ª reunião do grupo, que existe desde 1985.

“Quis que os integrantes do comitê fossem apresentados a esse cenário. A discussão vai girar em torno de tópicos sobre climatologias em escala regional”, explicou, citando situações que estarão no centro dos debates, como a do Nordeste brasileiro, que enfrenta seca extrema há dois anos.

Há quatro anos, o Brasil se comprometeu a reduzir as emissões de gases de efeito estufa, apontadas como uma das principais responsáveis pelas alterações de temperatura da Terra, entre 36,1% a 38,9% até 2020, tendo como base o que emitia em 1990. O compromisso foi firmado durante a Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas realizada em Copenhague, COP 15, e a Política Nacional de Mudanças Climáticas transformou as metas voluntárias em objetivos claros para o governo e para vários setores.

A redução do desmatamento na Amazônia e no Cerrado está no topo da lista, que ainda inclui investimentos na produção de biocombustíveis, substituição do uso de carvão nativo e inclusão de técnicas de plantio que podem reduzir a emissão de gases nocivos pela agricultura.
Na próxima semana, o governo brasileiro vai divulgar o levantamento mais recente de emissões de gases de efeito estufa. A expectativa é que as áreas de meio ambiente e de ciência e tecnologia também anunciem os planos setoriais de mitigação, com metas para áreas estratégicas da economia.

Sem antecipar números, Carlos Nobre, secretário de Políticas e Programas de Pesquisa e Desenvolvimento do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação disse que todos os indicativos é que o país está caminhando em direção à meta. O termômetro que confirma essa expectativa, segundo ele, inclui, por exemplo, os índices de desmatamento que vêm mostrando redução da devastação de áreas em regiões estratégicas.

“Qualitativamente a gente sabe que a avaliação é boa porque o desmatamento na Amazônia e no Cerrado está caindo. No ano passado, tivemos o menor índice da série histórica de desmatamento na Amazônia”, disse. Para Nobre, as ações de fiscalização e monitoramento que estão sendo adotadas pelo governo devem manter essas taxas em queda.

Para o grupo de cientistas estrangeiros, Nobre também elencou programas brasileiros que coincidem com as estratégias globais do comitê. “O Brasil avançou muito em medidas de mitigação, mas temos que avançar ainda muito mais na adaptação da sociedade brasileira, do sistema econômico, da agricultura, do uso da água, por exemplo. São pesquisas que vão apontar políticas tecnológicas de adaptação e indicar políticas públicas, como as voltadas para mobilidade urbana e ocupação do litoral”, explicou o secretário.

Recentemente, o governo também criou o Instituto Nacional de Pesquisas sobre os Oceanos (Inpo), reservando outros recursos para pesquisas de longo prazo nos 8,5 mil quilômetros do litoral brasileiro, e iniciou a compra de equipamentos que vão aumentar a capacidade de monitoramento sobre a seca na Região Nordeste. “Estamos comprando 1 mil medidores de chuva, 500 medidores de umidade do solo, 100 estações agrometeorológicas que vão aumentar muito nossa capacidade de prever os impactos da seca do Nordeste sobre a agricultura e abastecimento de água”, explicou.


 ________________________
Fonte: Info Exame, por Agência Brasil, em 27/maio/2013

sexta-feira, 3 de maio de 2013

Para a Mãe Terra




                                   Para a Mãe Terra

"Abençoado seja o Filho da Luz que conhece sua Mãe Terra, pois é ela a doadora da vida.
Saibas que a sua Mãe Terra está em ti e tu estás Nela.
Foi Ela quem te gerou e que te deu a vida E te deu este corpo que um dia tu lhe devolvas.
Saibas que o sangue que corre nas tuas veias Nasceu do sangue da tua Mãe Terra, o sangue Dela cai das nuvens, jorra do ventre Dela borbulha nos riachos das montanhas flui abundantemente nos rios das planícies.
Saibas que o ar que respiras nasce da respiração da tua Mãe Terra, o alento Dela é o azul celeste das alturas do céu e os sussurros das folhas da floresta.
Saibas que a dureza dos teus ossos foi criada dos ossos de tua Mãe Terra.
Saibas que a maciez da tua carne nasceu da carne de tua Mãe Terra.
A luz dos teus olhos, o alcance dos teus ouvidos nasceram das cores e dos sons da tua Mãe Terra que te rodeiam feito às ondas do mar cercando o peixinho.
Como o ar tremelicante sustenta o pássaro em verdade te digo, tu és um com tua Mãe Terra ela está em ti e tu estás Nela.
Dela tu nasceste, Nela tu vives e para Ela voltará novamente.
Segue, portanto, as Suas leis pois teu alento é o alento Dela.
Teu sangue o sangue Dela. Teus ossos os ossos Dela. Tua carne a carne Dela.Teus olhos e teus ouvidos são Dela também.
Aquele que encontra a paz na sua Mãe Terra não morrerá jamais, conhece esta paz na tua mente deseja esta paz ao teu coração realiza esta paz com o teu corpo.”



(Evangelho dos Essênios)