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sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

Para a Mãe Terra...

 
“Abençoado seja o Filho da Luz 
que conhece sua Mãe Terra, 
pois é ela a doadora da vida. 
Saibas que a tua Mãe Terra está em ti e tu estás Nela. 
Foi Ela quem te gerou e que te deu a vida 
E te deu este corpo que um dia tu lhe devolvas. 
Saibas que o sangue que corre nas tuas veias 
Nasceu do sangue da tua Mãe Terra, 
o sangue Dela cai das nuvens, jorra do ventre Dela 
borbulha nos riachos das montanhas 
flui abundantemente nos rios das planícies. 
Saibas que o ar que respiras nasce da respiração da tua Mãe Terra, 
o alento Dela é o azul celeste das alturas do céu 
e os sussurros das folhas da floresta. 
Saibas que a dureza dos teus ossos foi criada dos ossos de tua Mãe Terra. 
Saibas que a maciez da tua carne nasceu da carne de tua Mãe Terra. 
A luz dos teus olhos, o alcance dos teus ouvidos 
nasceram das cores e dos sons da tua Mãe Terra 
que te rodeiam feito às ondas do mar cercando o peixinho. 
Como o ar tremelicante sustenta o pássaro 
em verdade te digo, tu és um com tua Mãe Terra 
ela está em ti e tu estás Nela. 
Dela tu nasceste, Nela tu vives e para Ela voltará novamente. 
Segue, portanto, as Suas leis 
pois teu alento é o alento Dela. 
Teu sangue o sangue Dela. 
Teus ossos os ossos Dela. 
Tua carne a carne Dela. 
Teus olhos e teus ouvidos são Dela também. 
Aquele que encontra a paz na sua Mãe Terra não morrerá jamais, 
conhece esta paz na tua mente 
deseja esta paz ao teu coração 
realiza esta paz com o teu corpo.” 
 
(Evangelho dos Essênios)
Fonte: Blog 3 Fases da Lua





segunda-feira, 17 de setembro de 2012

Hino de louvor e gratidão à Mãe Terra


Transcrevemos o sublime hino de louvor e gratidão à mãe Terra, constante do livro Obreiros da Vida Eterna, capítulo XX, página 302, ditado pelo Espírito André Luiz, psicografia de Francisco Cândido Xavier (Ed. FEB), entoado por um grupo de Espíritos da Colônia Nosso Lar.
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Ó Terra - mãe devotada,
A ti, nosso eterno preito
De gratidão, de respeito
Na vida espiritual!
Que o Pai de Graça Infinita
Te santifique a grandeza
E abençoe a natureza
Do teu seio maternal!


Quando errávamos aflitos,
No abismo de sombra densa,
Reformaste-nos a crença
No dia renovador.
Envolveste-nos, bondosa,
Nos teus fluidos de agasalho,
Reservaste-nos trabalho
Na divina lei do Amor.


Suportaste-nos sem queixa
O menosprezo impensado,
No sublime apostolado
De terno e infinito bem.
Em resposta aos nossos crimes,
Abriste nosso futuro,
Desde as trevas do chão duro
Aos templos de luz do Além.


Em teus campos de trabalho,
No transcurso de mil vidas,
Saramos negras feridas,
Tivemos lições de escol.
Nas tuas correntes santas
De amor e renascimento,
Nosso escuro pensamento
Vestiu-se de claro sol.


Agradecemos-te a bênção
Da vida que nos emprestas;
Teus rios, tuas florestas,
Teus horizontes de anil,
Tuas árvores augustas,
Tuas cidades frementes,
Tuas flores inocentes
Do campo primaveril!...


Agradecemos-te as dores
Que, generosa, nos deste,
Para a jornada celeste
Na montanha de ascensão.
Pelas lágrimas pungentes,
Pelos pungentes espinhos,
Pelas pedras dos caminhos:
Nosso amor e gratidão!


Em troca dos sofrimentos,
Das ânsias, dos pesadelos,
Recebemos-te os desvelos
De mãe de crentes e incréus.
Sê bendita para sempre
Com tuas chagas e cruzes!
As aflições que produzes!
São alegrias nos céus.


Ó Terra - mãe devotada,
A ti, nosso eterno preito
De gratidão, de respeito,
Na vida Espiritual!
Que o Pai de Graça Infinita
Te santifique a grandeza
E abençoe a natureza
Do teu seio maternal!

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Algum dia, quando nada mais devermos à Terra, poderemos, ditosos, entoar sobre ela esse hino de gratidão.
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Fonte: Reformador nº 2.092