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sábado, 28 de julho de 2018

Santa Água


Recordemos as virtudes de Santa Água!...
Água da chuva que fertiliza o solo,
Água do mar que gera a vida,
Água do rio que sustenta a cidade,
Água da fonte que mitiga a sede,
Água do orvalho que consola a secura,
Água da cachoeira que move a turbina,
Água do poço que alivia o deserto,
Água do banho que garante o equilíbrio,
Água do esgoto que assegura a higiene,
Água do lago que retrata as constelações,
Água que veicula o medicamento,
Água que é carícia, leite, seiva e pão, nutrindo o homem e a natureza,
Água do suor que alimenta o trabalho,
Água das lágrimas que é purificação e glória do espírito...
Santa Água é a filha mais dócil da matéria tangível,
Alongando os braços líquidos para afagar o mundo...
Água que lava,
Água que fecunda,
Água que estende o progresso,
Água que corre, simples, como sangue do Globo!...
Água que recolhe os eflúvios dos anjos
Em benefício das criaturas...
Se a dor vos bate à porta,
Se a aflição vos domina,
Trazei Santa Água ao vaso claro e limpo,
Orando junto dela...
E o rocio do Alto,
Em grânulos sutis,
Descerá das estrelas
A exaltar-lhe, sublime,
A beleza e a humildade...
E, sorvida por nós,
Santa Água conosco
Será saúde e paz,
Alegria e conforto,
Bálsamo milagroso
De bondade e esperança,
A impelir-nos à frente,
Na viagem divina
Da Terra para o Céu...


(Do livro "Instruções Psicofônicas", Benedito Rodrigues de Abreu, Francisco Cândido Xavier)

sábado, 25 de março de 2017

ONS avalia pontos de rios da Mata Atlântica e somente 2,5% têm água boa


Nesta quarta-feira, 22 de março, Dia Mundial da Água, a Fundação Mata Atlântica divulgou um relatório que apontou que a qualidade da água é boa em apenas seis de 240 pontos que foram analisados nas bacias localizadas nesse bioma.
 
O relatório que mostrou o resultado de 1.607 análises da qualidade de água, em 240 pontos que estão localizados em 11 estados brasileiros. apontou que nenhum ponto que foi monitorado apresentou parâmetros necessários para considerar que a água é boa.

Em 168 (70%) a água é considerada regular, em 63 (26,3%) é considerada ruim e em 3 pontos (1,2%) a água é classificada como péssima.

Fonte: globo.com

sábado, 28 de março de 2015

Esta água, passarinho bebe?


A sabedoria popular desenvolvida na convivência e na observação da Natureza, possibilitou às populações tradicionais a possibilidade de sobreviver, enquanto espécie, ao longo de milênios. Nossos ancestrais que viviam no campo, nas florestas e nas montanhas não bebiam água que passarinho não bebe, não comiam frutos e folhas que os animais não tocavam, corriam para seus abrigos quando viam as manadas em disparada, prenúncio seguro de temporais, ciclones e tsunamis. 

Transmitiam seus conhecimentos às novas gerações, que os retransmitiam aos seus descendentes mesmo quando estes já viviam na polis, na urbe. Mas nos últimos 250 anos, mais especialmente a partir da revolução industrial, quando o modelo de desenvolvimento adotado já começava a produzir pobreza e exclusão social, as populações passaram a se concentrar em grandes aglomerados urbanos, o que tornou a possibilidade de observância dos ciclos e fluxos da Natureza, cada vez mais rara. 

Assim, geração a geração, fomos esquecendo o que nossos ancestrais sabiam e intuíam e nos lançamos na consolidação de um inconseqüente paradigma civilizatório em que fizemos do Oikos, do Lar Terra, apenas uma fonte de recursos naturais.Em nossa ignorância, imaginamos que estes eram inesgotáveis e que podíamos impunemente seguir nossa trajetória de destruição. 

Conquistando novos territórios a cada vez que exauríamos o anterior, extraindo dele suas riquezas minerais, cortando e queimando suas florestas para construir nossas casas e obter a energia que necessitávamos, produzindo riquezas e descartando os resíduos em qualquer local, desde que fosse longe de nós. 

Voltamos as costas aos rios e demais cursos d’água, tratando-os como canais que levariam para longe, muito longe, os desagradáveis restos do que consumíamos. E os anos foram passando... Enquanto procriávamos íamos a busca de mais horizontes, de mais riquezas naturais, mais espaço. Inventamos novas tecnologias, descobrimos a força e o poder da energia fóssil que arrancamos do fundo da Terra, processamos, industrializamos e passamos a queimar diuturnamente nos quatro cantos do planeta. 

A ciência e a tecnologia nos trouxeram mais conforto, eliminaram distâncias físicas, nos possibilitaram cruzar os céus, até para a Lua fomos, e prosseguimos em nossa trajetória de glória e poder até que um dia, de repente (terá sido de repente?), a Natureza, esta que há tanto havíamos domado, nos mostra sua face mais dura, expõe a instabilidade de seus humores. 

Ataca e mata impiedosamente, sem aviso prévio, sorrateiramente, coloca-nos armadilhas. 

Comemos seus peixes e eles nos envenenam, bebemos sua água e adoecemos, vamos à praia e somos afogados por ondas gigantes, seus ventos varrem nossas casas, os rios ora secam, ora transbordam, transformam nossas cidades em depósitos de lixo, (de onde vem mesmo tanta sujeira?), o ar que respiramos nos destrói os pulmões, nos faz arder os olhos. 

Lembramo-nos então daqueles que há décadas vinham nos alertando sobre os perigos à espreita, demo-nos conta de que desde há muito, milhares, milhões de pessoas estavam à margem deste glorioso e triunfante processo de conquista do Universo e já enfrentavam, nas inóspitas regiões em que habitam sérias dificuldades de sobrevivência.

Mas quem se importaria então com a seca, com a fome, com as enchentes, com as pragas, as doenças de veiculação hídrica, com a exclusão, com a tragédia da miséria que assolavam sistematicamente algumas partes do Planeta?

Elas se passavam longe, muito longe de nós... 

Mas agora, quando a ciência que criamos e que julgávamos capaz de solucionar todo e qualquer problema dos humanos, começa a nos mostrar que, pela primeira vez na história da humanidade, está posta em xeque a continuidade da nossa caminhada enquanto espécie no Planeta Terra, sentimo-nos desamparados, indefesos, fragilizados.

A perplexidade toma conta de nós, quando, finalmente, percebemos a íntima relação entre o nosso modelo civilizatório predatório excludente, a destruição do meio ambiente, o rompimento do equilíbrio ecológico que a Natureza teceu em milhões de anos de trabalho cósmico e o caos que ameaça a todos em todos os recantos do mundo, sem distinção de etnia, de classe social, de gênero, de nacionalidade, de escolaridade. 

O que fazer agora, qual o papel de cada um de nós, cidadãos do Planeta? Como prosseguir à luz da tragédia anunciada? Como partir do temor que paralisa para a ação que pode trazer alternativas de caminhos, de soluções? O Dia Mundial da Água é um excelente momento para que façamos esta reflexão. Sem razões para comemorar, dediquemo-nos a pensar como vamos cuidar deste bem imprescindível para a nossa sobrevivência, vida e de todas as espécies que conosco compartilham a Terra. 

Lembremos-nos que Planeta Terra é azul quando visto do espaço, mas não tenhamos ilusões, uma vez que 97% dos 2/3 de sua superfície composta de água é salgada! Dos 3% restantes, a maior parte está nos icebergs em forma de gelo. Assim a água acessível ao consumo humano, que é encontrada em rios, lagos e alguns reservatórios subterrâneos, somam apenas 0,3%, ou 100 mil km³. 

Ao mesmo tempo em que aumentamos o consumo de água em nossas atividades produtivas e em nosso cotidiano, continuamos, de forma inadmissível, poluindo com lixo, esgoto e agrotóxicos, os recursos hídricos de que dispomos. Esquecemos, neste processo perverso, que a quantidade de água na Terra é praticamente invariável há 500 milhões de anos. 

As mudanças que ocorrem são em sua distribuição, pois a água não permanece imóvel, se recicla por meio do Ciclo Hidrológico, cujo equilíbrio encontra-se ameaçado pelo aquecimento global, pelo desmatamento e pela poluição. 

Enquanto isto a escassez de água potável já atinge 20% da população e a ONU afirma que se a população mundial continuar aumentando 80 milhões de habitantes por ano, entre os anos de 2025 e 2050, 40% da população já estará sem acesso à água potável. Somente nos últimos 50 anos, aconteceram em todo o mundo cerca de 500 conflitos armados tendo como causa prima à disputa pela água. 

Metade do leito dos hospitais é ocupada por doenças veiculadas pela água. A cada ano as doenças provocadas por ela causam 03 milhões de mortos no mundo, crianças na maioria, e provocam mais de 1 bilhão de enfermidades. No Brasil, que detém 12% da água doce do mundo, 80% das doenças são causadas ou disseminadas pela falta de saneamento e 40% das torneiras dos nossos lares derramam água com qualidade não confiável. 

São Paulo, a megalópole emblemática, resume em seus números toda fragilidade de um modelo de distribuição territorial que se esqueceu de levar em conta a geografia da Natureza. Aqui vivem 22% da população do Brasil e aqui só estão 1,6% da água de nosso país, consumimos 210 milhões de litros de água por hora (116 piscinas olímpicas) que vamos buscar a mais de 80 km de distância da capital. 

No dia de hoje, deveríamos parar tudo para debater em fóruns, na praça pública, nos palácios, este que é, ao lado das mudanças climáticas, o maior desafio do século XXI, o acesso à água de boa qualidade, o gerenciamento adequado dos recursos hídricos de que ainda dispomos.

A partir da reflexão, do debate, (e do medo), quem sabe tomamos juízo e passamos a agir como cidadãos conscientes, adequando nossas atividades cotidianas a padrões de sustentabilidade, participando ativamente da organização de nossa comunidade, articulando-nos nacionalmente para influenciar políticas públicas sérias e ecologicamente corretas, fiscalizando, reivindicando, sentindo-nos parte da imensa e maravilhosa comunidade biótica. 

*Miriam Duailibi é presidente do Ecoar, uma das principais ativistas ambientais brasileiras da atualidade. Autora de diversos livros, artigos e textos sobre o tema é reconhecida internacionalmente por seus inovadores projetos socioambientais. Fundou em 92 a Ecoar, organização sem fins lucrativos da qual faz parte o Instituto Ecoar para Cidadania, o Centro Ecoar de Educação para Sociedades Sustentáveis e o a Associação Ecoar Florestal, responsável pela produção anual de 2 milhões de mudas para a reposição de florestas no Brasil. 

AUTORIA: Miriam Duailibi 

Sobre o Instituto Ecoar para a Cidadania:

O Instituto Ecoar é uma organização da sociedade civil de interesse público (OSCIP), sem fins lucrativos, que atua com educação ambiental, cidadania e projetos florestais. Sua missão é contribuir para a construção de sociedades sustentáveis e em equilíbrio com a natureza. 

Fundada por um grupo de ambientalistas e pesquisadores após a Eco-92 e o Fórum Global, é responsável pela implantação de mais de 50 projetos de meio ambiente e educação em todo país. Credenciada pelo IBAMA e DPRN para desenvolver o Programa de Reposição Florestal Obrigatória no Estado de São Paulo, possui dois viveiros que juntos produzem mais de 02 milhões de mudas por ano. 

Por.: Miriam Duailibi
Fonte: Trama Web / Site ANIMAL LIVRE
Matéria publicada em Hospital Espiritual do Mundo


sexta-feira, 2 de maio de 2014

Esta torre puxa água potável do ar


O designer industrial Arturo Vittori inventou uma torre que pode proporcionar mais de 95 litros de água potável por dia a aldeias remotas de todo o mundo.

Em algumas partes da Etiópia, encontrar água potável é uma jornada de seis horas. Além de demorar pra chegar até ela, quando as pessoas encontram água, muitas vezes ela não é segura para beber, já que é coletada de lagoas ou lagos repletos de bactérias infecciosas, contaminados com resíduos de animais ou outras substâncias nocivas.
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A escassez de água afeta quase 1 bilhão de pessoas só na África. Esse problema tem atraído a atenção de grandes nomes filantropos, como o ator e cofundador da organização Water.org Matt Damon e o confundador da Microsoft Bill Gates que, através de suas respectivas entidades sem fins lucrativos, já gastaram milhões de dólares em pesquisa para chegar a soluções como um sistema que converte água do vaso sanitário em água potável.


Os críticos, no entanto, têm suas dúvidas sobre como integrar essas tecnologias complexas em vilarejos remotos que não têm sequer acesso a água. Os custos e a manutenção podem tornar muitas dessas ideias impraticáveis.

Outras invenções de baixa tecnologia podem não ser tão complicadas, mas ainda dependem dos usuários encontrarem uma fonte de água, o que, como já foi estabelecido, é um grande problema na Etiópia, por exemplo.

Foi pensando neste dilema – achar uma forma prática e conveniente de levar água a esses locais – que Vittori, junto com seu colega Andreas Vogler, criou a torre.

A estrutura de baixo custo e facilmente montável chama-se Warka Water (nomeada a partir de uma figueira nativa da Etiópia). O invólucro exterior rígido de 9,15 metros de altura é composto por hastes leves e elásticas, colocadas em um padrão que oferece estabilidade em face de rajadas de vento forte, mas que permite que o ar flua. Uma rede de malha, feita de nylon ou polipropileno, paira dentro da torre, recolhendo as gotas de orvalho que se formam ao longo da sua superfície. Conforme ar frio se condensa, as gotículas rolam para baixo dentro de um recipiente, na parte inferior da torre. A água neste recipiente, em seguida, passa através de um tubo que funciona como uma torneira, transportando-a para aqueles que estão no chão.

Usar malha para capturar água potável não é um conceito totalmente novo. Alguns anos atrás, um estudante do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (EUA) projetou um dispositivo para “colher” nevoeiro. A invenção de Vittori produz mais água a um custo mais baixo, no entanto.

“Na Etiópia, infraestruturas públicas não existem e a construção de algo como um poço não é fácil. Para encontrar água, é preciso perfurar profundamente o solo, muitas vezes tanto quanto 490 metros. Então, é tecnicamente difícil e caro. Além disso, as bombas precisam de eletricidade para funcionar, bem como o acesso a peças de reposição no caso de quebra”, explica Vittori.

Já a torre de água Warka pode fornecer mais de 95 litros de água ao longo de um dia de forma barata e simples. Como o fator mais importante na coleta e condensação é a diferença de temperatura entre o anoitecer e o amanhecer, as torres funcionam bem inclusive no deserto, onde as temperaturas podem variar até 27 graus Celsius em 24 horas.

A estrutura, feita a partir de materiais biodegradáveis, é fácil de limpar e pode ser erguida sem ferramentas mecânicas em menos de uma semana. Além disso, uma vez que os habitantes locais aprenderem a montá-la, serão capazes de ensinar outras aldeias e comunidades a construir sua própria Warka.

Ao todo, cada torre custa cerca de US$ 500 (cerca de R$ 1.100) para ser montada – menos de um quarto do custo de algo como o vaso sanitário conversor, que sai cerca de US$ 2.200 (R$ 4.860) para instalar, e mais para manter. Se for produzida em massa, o preço seria ainda menor.

A equipe de Vittori espera instalar duas torres Warka na Etiópia até o próximo ano, e está atualmente à procura de investidores interessados em levar a tecnologia de captação de água a toda a região.

“Não é apenas a incidência de doenças que estamos tentando diminuir. Muitas crianças etíopes de aldeias rurais passam várias horas por dia buscando água, tempo que poderiam investir em atividades mais produtivas e em educação”, diz Vittori. [SMag]

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Fonte: hypescience.com

quinta-feira, 9 de janeiro de 2014

Pegada hídrica: uma informação importante para quem se preocupa com o planeta

Segundo a organização Water Footprint, o Brasil tem anualmente uma pegada hídrica de 2.027 metros cúbicos per capita, sendo que cerca de 9% desse volume de água é gasto fora do País. (Foto: Stephan Augustin / www.watercone.com)
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Você sabe quanta água foi gasta para produzir os produtos que consome? E quanta água você gasta no seu dia a dia?

O consumo consciente está em voga. Cada vez mais a população quer saber como foi feito cada produto e quais os danos sociais e ao meio ambiente que a sua fabricação causou. E com a crescente demanda por informações detalhadas a respeito desses recursos, alguns tipos de medidas para classificar e quantificar esses gastos vêm se tornando cada vez mais populares.

No início dos anos 90, uma dupla de pesquisadores, William Rees e Matthis Wackemagel, apresentou a pegada ecológica, ou de carbono, uma metodologia para calcular a quantidade de recursos naturais gasta em cada atividade humana. Em 2002, o Instituto de Estudos da Água da Unesco desenvolveu um conceito similar, mas específico para calcular o volume de água total usado durante a produção e o consumo de bens e serviços, bem como o consumo direto e indireto no processo de produção. O conceito foi batizado de Pegada Hídrica.

Um estudo pioneiro desenvolvido por pesquisadores da Universidade de Twente, em Amsterdã, estimou a pegada hídrica de cada nação e setor econômico. De acordo com ele, o Brasil tem anualmente uma pegada de 2.027 metros cúbicos per capita, sendo que cerca de 9% desse volume de água é gasto fora do País. A pegada hídrica global no período que compreende os anos de 1996 a 2005 foi de 9.087 Gm³/ano.

Existem três tipos de pegada hídrica, e todas são consideradas no cálculo final. A verde diz respeito à quantidade de água da chuva incorporada em um produto durante a sua produção; a azul calcula as águas superficiais ou subterrâneas que evaporam ou são incorporadas em produtos, devolvidas ao mar ou lançadas em outra bacia; e a cinza mede o volume de água necessário para diluir a poluição gerada durante o processo produtivo.

Água e pegada hídrica em pauta

E o tema “água” está mais em voga do que nunca. A escassez do recurso atinge anualmente mais de 2,7 bilhões de pessoas. No Brasil 97% da população urbana tem acesso a redes de água, o que não significa que o País não enfrente problemas relativos à questão: “Começa a ser demandada pela sociedade a regularidade do fornecimento da água e a sua qualidade”, explica Vicente Andreu, diretor presidente da Agência Nacional de Água.

Não à toa, a Unesco declarou que 2013 seria o Ano Internacional da Cooperação pela Água. Cada pessoa utiliza muito mais água do que aquela aparente (a água de chuveiros e pias e a ingerida). Há uma enorme quantidade da substância embutida na produção de alimentos, papel, roupas, etc. Para se ter uma ideia, a produção de um quilo de carne bovina utiliza 15 mil litros de água.

Acompanhando essa realidade, o design ecossustentável passa a ser matéria importante em escolas de design. Um exemplo é o IED, Instituto Europeu de Design, com sede em diversos países da Europa e também no Brasil, que encabeça o “Projetando para a Sustentabilidade”, uma iniciativa de formação promovida em conjunto pelo Ministério do Meio Ambiente da Itália, para favorecer e divulgar a sustentabilidade ambiental dos produtos, o estudo de seus ciclos de vida, o ecodesign e o design para a sustentabilidade, o estudo de materiais eco-friendly e ações de comunicação ambiental.

Na opinião de Marco Lorenzi, diretor-geral do IED Brasil, “não é possível mais pensar o design sem os princípios da sustentabilidade, tanto em seus aspectos ambientais, quanto sociais e econômicos”.

Calcule a sua pegada hídrica

A pegada hídrica é uma importante ferramenta de conscientização da população em relação aos seus hábitos de consumo, uma vez que lança os holofotes sobre informações e dados muitas vezes omitidos e esquecidos. A Water Footprint, organização que atua em defesa da água e da divulgação da pegada hídrica, disponibiliza um questionário com perguntas genéricas para calcular a pegada de cada pessoa. Faça o seu!

"O interesse na pegada hídrica está enraizado no reconhecimento de que os impactos humanos nos sistemas de água doce podem estar ligados ao consumo humano, e que questões como a escassez de água e a poluição podem ser mais bem compreendidas e tratadas, considerando a produção e as cadeias de suprimento como um todo," afirmou o professor Arjen Y. Hoekstra, um dos pesquisadores responsáveis pelo desenvolvimento do conceito.

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Fonte: Sustentabilidade Allianz, por Camila Hungria, em 09 de janeiro de 2014
http://sustentabilidade.allianz.com.br

sábado, 7 de setembro de 2013

Vídeo - Água Doce - "Água Fonte da Vida" - Fluido de Deus (Recurso Vital para a Vida na Terra)




Recurso vital para a vida na Terra, que sustenta mais espécies de peixes que as existentes nos mares e tem o poder de esculpir paisagens como gargantas, cânions e cachoeiras.
Recurso esse que como Humanos e Espíritas temos a Responsabilidade e o Dever de PRESERVAR.
"ÁGUA FONTE DA VIDA" Fluido de Deus !
Preservemos.


Clique no link para abrir...

http://www.cacef.info/news/agua-doce/?utm_source=copy&utm_medium=paste&utm_campaign=copypaste&utm_content=http://www.cacef.info/news/agua-doce/


quinta-feira, 11 de abril de 2013

Dessalinização

O programa Água Doce, no Nordeste, transforma a água salgada em potável, 
ajudando a população local a se manter. 
(Foto: Fernanda Birolo - Embrapa Semiárido)
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Uma solução para a falta de água?

É difícil conceber que o Planeta Azul venha a sofrer com a falta de água, não é? Mas tirar o sal (ou dessalinizar) a água do mar não é um processo fácil. Veja o que vem sendo feito para minimizar a falta de água doce em vários países, incluindo o Brasil.
Nos últimos 45 anos, o volume de água dessalinizada no mundo subiu de basicamente zero para 60 bilhões de litros por dia. A solução, que começou a ser implantada na década de 1970 no Oriente Médio, hoje já está presente em mais de 150 países. O motivo desse crescimento é simples: a água doce está ficando cada vez mais escassa, principalmente por causa do crescimento populacional e da expansão das atividades agrícola e industrial.

Para constatar o tamanho do problema, basta relembrar as aulas de Ciência ainda no Ensino Fundamental: 97,5% da água da Terra é salgada, sendo que cerca de 1% disso está em lençóis freáticos salobros. Dos 2,5% de água doce que temos no Planeta, cerca de 2/3 se concentram em geleiras.

Apesar de ser uma solução para um consumo abundante, a dessalinização não pode ser vista sem ressalvas. Os métodos utilizados ainda são caros e há muita discussão sobre o impacto disso para o meio ambiente. Como resultado da dessalinização, geralmente o que fica é uma mistura salmoura concentrada que precisa ser descartada e pode ser prejudicial à natureza. Além disso, jogá-la ao mar faz com que o teor de sal dos oceanos aumente – o que prejudicaria as formas de vida marinhas. Isso já acontece em alguns trechos do Golfo Pérsico, por exemplo. Mas há soluções – veja abaixo uma iniciativa brasileira que considera toda a cadeia até o descarte.

Como é feito?
O método de dessalinização mais comum funciona como uma destilação em grande escala. Ou seja, a água salgada é aquecida até evaporar, separada do sal e depois condensada novamente. Um processo que também é bastante utilizado se chama “osmose reversa”. A água passa por uma membrana que remove o sal, e esse processo consome menos energia do que o que seria necessário para ferver a água. Hoje, no mundo, esses dois processos somados são responsáveis por quase 90% da água dessalinizada que vem sendo consumida.

No Brasil, existe um programa do governo federal que prevê a dessalinização de águas salobras no Nordeste brasileiro, fornecendo água potável para famílias que historicamente sofrem com a seca da região. A região Nordeste conta com apenas 5% das reservas nacionais de água doce. Grande parte da água disponível no semiárido, em lençóis subterrâneos, tem mais sal do que o recomendado para o consumo humano. Ou seja, é muito comum, ao furar um poço artesiano, que os moradores do local se deparem com água imprópria.


 Tecnologia utilizada permite que mistura salmoura seja direcionada 
à tanques de criação de tilápia, transformando-se em renda para as famílias. 
(Foto: Fernanda Birolo - Embrapa Semiárido)
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Por isso, o governo criou o programa Água Doce, que beneficia quase 95 mil pessoas. Com a tecnologia usada no programa, um litro de água salgada se transforma em 1/2 litro de água doce. O restante é direcionado para tanques de piscicultura – o que também se transforma em renda para as famílias do entorno. O programa atua no semiárido brasileiro, que inclui parte dos Estados de Alagoas, Bahia, Ceará, Paraíba, Piauí, Rio Grande do Norte e Sergipe, além de Minas Gerais. Em 2013, outros dois Estados também devem firmar o convênio com o governo federal e passar a fazer parte do Água Doce: Pernambuco e Maranhão.

O Água Doce prevê um sistema que minimiza os impactos ambientais causados pela dessalinização. Isso porque a água salobra que resta do processo é encaminhada aos tanques de criação de tilápias – mas não para por aí. Depois, essa mesma água, enriquecida em matéria orgânica, é aproveitada na irrigação da erva-sal, utilizada na produção de feno. Esse feno alimenta caprinos e/ou ovinos, encerrando a cadeia de maneira sustentável.

Cidades dessalinizadas
Em algumas cidades que sofrem com o clima árido, a dessalinização é uma realidade que garante boa parte da água usada em suas indústrias e consumida por seus habitantes. É o caso de Antofagasta, no norte do Chile. Localizada na região do Deserto do Atacama, a cidade convive com a falta crônica de chuvas e barreiras naturais, como a própria Cordilheira dos Andes.

Por isso, a cidade optou por construir plantas de dessalinização que garantem o uso da água proveniente do Oceano Pacífico – 5% vão para seus 400 mil habitantes, enquanto o restante é usado na indústria de mineração de cobre. Hoje, o desafio do município é encontrar maneiras de baratear o custo do processo de dessalinização e reduzir perdas – algo que todos, mesmo aqueles que ainda contam com água doce em abundância, deveríamos aprender.

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Fonte: Allianz Sustentabilidade - 

 

sexta-feira, 22 de março de 2013

Estados vão receber R$ 750 mil ao ano para gestão de águas

Arjent Ovidiu/Stock.Xchng
Água: o problema é que, apesar da legislação, nem todos os locais têm estruturas preparadas 
para administrar o uso dessas águas ou pessoal suficiente.

Pela Constituição Federal, a responsabilidade sobre as águas subterrâneas e as que têm nascentes e foz em determinado território é do estado que sedia essa área

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Brasília – Os governos estaduais vão receber, até 2018, parcelas anuais de R$ 750 mil para melhorar a gestão de recursos hídricos em cada região. O repasse vai depender da adesão dessas administrações ao Programa de Consolidação do Pacto Nacional pela Gestão das Águas (Progestão), que foi lançado hoje (21), pela Agência Nacional de Águas (ANA) em Brasília. 

Com esse apoio financeiro, os estados terão condições de melhorar a gestão das águas. Pela Constituição Federal, a responsabilidade sobre as águas subterrâneas e as que têm nascentes e foz em determinado território é do estado que sedia essa área. A União responde pelos rios que fazem divisa entre estados ou fronteira com outros países.

O problema é que, apesar da legislação, nem todos os locais têm estruturas preparadas para administrar o uso dessas águas ou pessoal suficiente. “O recurso vai para estruturar ou reforçar a estruturação dos sistemas estaduais de recursos hídricos. É inaceitável ter estados, hoje, com três funcionários destacados para cuidar dessa gestão. Temos que mudar essa realidade. Vamos criar os meios e novos caminhos para estados entrarem no novo patamar que a ANA definiu como padrão mínimo de gestão no país”, disse a ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira.

A adesão ao programa é voluntária, mas, no caso de águas, a decisão tomada por determinado governo em uma região pode refletir em territórios vizinhos. A expectativa, com o novo programa, é que estados mais atrasados consigam se aproximar das estruturas encontradas em Minas Gerais, São Paulo, Ceará e Rio de Janeiro, apontadas como as mais avançadas do país, atualmente.

“O sistema nacional foi criado há 16 anos e está passando por repaginação de resultados e objetivos. Na época, o Banco Mundial concedeu empréstimo. Estamos colocando o dobro para mudar o patamar da gestão, em cinco anos. Estamos não só alocando mais dinheiro, mas reduzindo o prazo”, disse a ministra, destacando que o recurso também será utilizado para treinamento de pessoas e construção ou melhoria de estruturas.

No final de 2018, quando o prazo do Progestão encerrar, o valor total de desembolsos deve chegar a R$ 100 milhões. O presidente da ANA, Vicente Andreu, destacou que a proposta é criar um sistema nacional para a governança que garanta a manutenção da oferta de água em quantidade e qualidade necessária para abastecer todo o território nacional e estancar um processo que Andreu define como “cheque branco para o futuro”.

“Temos que elevar o padrão de competência dos estados de gerenciamento dos recursos hídricos e sair do isolamento para buscar uma visão integrada das responsabilidades federais e estaduais”, disse.

Segundo ele, foram definidos quatro níveis de situação, com diferentes características, sobre o grau de complexidades das bacias. “O estado é quem vai dizer sobre quais compromissos, em função de cada complexidade, irá se enquadrar. A partir daí, estabelecemos metas concretas para cada estado. Isso será feito a partir da realidade de cada estado e não como um programa que vai tratar de forma igual as realidades diferentes que existem no país”, completou.

Para cada cenário, foram recomendadas metas que vão desde sugestões mais simples, como a de formulação de estudo de hidrologia e outorgas pontuais para os principais usos identificados em determinadas bacias, até uma estratégia de fiscalização de usos diversos, capacitação do comitê gestor e a inclusão de planos de bacias ou criação de agências reguladoras de uso das águas.

O governo do Distrito Federal foi o primeiro a assinar o pacto que tem adesão voluntária. De acordo com a assessoria da ANA, outros estados como Alagoas, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Bahia, Maranhão, Ceará, Amazonas e Acre estão concluindo as negociações para aderir ao Progestão nos próximos dias.

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terça-feira, 1 de janeiro de 2013

Remédios da Natureza



Na Terra quase ninguém cogita seriamente de conhecer a importância da água. André Luiz em Nosso Lar ensina que todo serviço precisa de energias e braços para ser convenientemente mantido. Sabem que a água é veículo dos mais poderosos para os fluidos de qualquer natureza. Em Nosso Lar ela é empregada como alimento e remédio. Há repartições no Ministério do Auxílio absolutamente consagradas à manipulação de água pura, com certos princípios suscetíveis de serem captados na luz do Sol e no magnetismo espiritual. André Luiz informa que um dia o Homem compreenderá que a água, como fluido criador, absorve em cada lar, as características mentais de seus moradores. A água, no mundo, não somente carreia os resíduos dos corpos, mas também as expressões de nossa vida mental. Será nociva nas mãos perversas, útil nas mãos generosas.

Os Espíritos valorizam as plantas e seu magnetismo como um fator da mais natural proximidade ligando o homem à harmonia do meio. Os Espíritos vêem na energia das plantas uma poderosa ferramenta auxiliar de cura, mormente se conduzida por eles próprios, mais aptos a enxergar as suas ações e reações no vivo, é – como dizem os Espíritos Superiores – um irmão secundando a escala evolutiva do homem.

Há uma injustificada reação contrária das correntes espíritas que às vezes negligenciam o fato de que o Universo é um todo de complexas manifestações energéticas, cujo intercâmbio harmônico é, antes que uma questão ideológica, uma questão de vida, de sobrevivência, de saúde, e isto em todos os planos de manifestações do princípio inteligente.

O tratamento com remédios vegetais é um processo natural: esses remédios entram no corpo na forma de alimento em estado natural e estimulam uma reação salutar que pode produzir efeito curativo.

Os remédios vegetais são coisas vivas.

Cada ser vivo emite vibrações e uma forma concentrada de energia que armazena. Essa energia vibratória produz a força vital, que, acreditamos é inerente a tudo o que é vivo.
Os vegetais como individualidades cujo princípio inteligente administra reações numa complexa teia da variedade de espécies e no qual o dinamismo magnético é uma energia sutil que acoplada ao princípio vital influi na fitoterapia. Em suma, o vegetal é um ser vivo que compartilha com o homem um processo evolutivo que exige uma mútua dependência de vida e reclama uma equilibrada e inteligente interação de existir, de coexistir e unificar e não de distanciar e separar.

A água é um ótimo condutor de força eletromagnética e absorverá os fluidos sobre ela projetados, os conservará e os transmitirá ao organismo doente quando ingerida.

Basta ter amor e acreditar, dentro do potencial de nossa própria fé, lembrando que Deus nos legou essa imensa e pródiga natureza para que dela nos sirvamos como a um bálsamo de alívio e cura a todos os males.

Disse-nos Emmanuel “Jesus quando se referia à benção do copo de água fria, em seu nome, não apenas se reportava a compaixão rotineira que sacia a sede comum. Detinha-se o Mestre no exame de valores espirituais mais profundos. A água é dos corpos mais simples e receptivos da Terra. É como que a base pura, em que a medicação do Céu pode ser impressa através de recursos substanciais de assistência ao corpo e à alma, embora em processo invisível aos olhos mortais.”

A prece intercessora e o pensamento da bondade representam irradiações de nossas melhores energias. A criatura que ora ou medita, exterioriza poderes, emanações e fluidos que por enquanto escapam à analise da inteligência vulgar. A linfa potável recebe-nos a influenciação de modo claro condensando linhas de força magnética e princípios elétricos, que aliviam e sustentam, ajudam e curam. A fonte que procede do coração a Terra e a rogativa que flui do imo d’alma, quando se unem na difusão do bem oferecem resultados benéficos.

O Espírito que se eleva em direção ao Céu é antena viva, captando potências da natureza superior, podendo distribui-las a benefício de todos os que lhe seguem a marcha. Para auxiliar a outrem e a si mesmo, bastam a boa vontade e a confiança positiva.

Reconheçamos, pois, que o Mestre, quando se referiu à água simples, doada em nome de sua memória, reportava-se ao valor da providência a benefício da carne e do espírito, sempre que estacionem através de zonas enfermiças. O orvalho do Plano Divino magnetizará o líquido, com raios de benção e estará então consagrando o sublime ensinamento do corpo de água pura, abençoado nos Céus.”

 
Texto elaborado pelo Conselho Doutrinário para Energização/ 2000
Bibliografia
Entre a Terra e o Céu – André Luiz
Nosso Lar – André Luiz
Fitoterapia do Além – João Berbel

quarta-feira, 14 de novembro de 2012

Água, um condutor de luz - sua preciosa essência...


Água, sua essência em nós...

 

“A água é a melodia de fundo  que acompanha incessantemente  a vida e nas suas metamorfoses...

Ela permite a troca das substâncias e as metamorfoseia.

Ata e desata, carrega, transforma e recria sem cessar o organismo do nosso planeta.”

(Theodore Schwenk)

O “canto” da água fluindo no leito dos rios, nas nascentes, nas cachoeiras, é como uma melodia celeste trazendo-nos uma mensagem cósmica de harmonia, paz, felicidade interior.

A água age como um condutor de luz através de todas as células...

Devido às suas propriedades singulares, ela incorpora o prana, agrega a si memória, informações, consciência e  confere vida a todos os seres.

Memoriza e armazena os  “códigos da vida”, ativando, adaptando, transmutando os diversos estados e formas da matéria.

“...Contempla a Água das águas!
Sob a água que tu vês há outra água que a move,
dentro do espírito há um espírito que o chama.”

(Jalaluddin Rumi)

Dedicamos esta Mensagem à  Água, onde navega a nossa mais pura essência.

A música está adaptada à freqüência Solfeggio  528 Hz., que possui ressonância com os ritmos naturais.






domingo, 21 de outubro de 2012

TERAPIA DA ÁGUA

Imagens premiadas da vida selvagem - HypeScience

Macacos japoneses adoram aproveitar banhos de água quente em piscinas naturais.
Quando ficam relaxados o suficiente, alguns até adormecem.
Jasper Doest aproveitou essa oportunidade para fazer essa linda fotografia.
* Para nós, com os problemas do dia-a-dia, cada vez há menos tempo para relaxar e meditar.
"As termas devolvem às pessoas a proximidade com a terra, com a água e com o ar".
Um regresso à natureza, protagonizando o equilíbrio para o nosso bem estar. 
Aproveite esta dádiva...

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Fonte: Socorro à Vida

domingo, 16 de setembro de 2012

VIDA NA ÁGUA


No seio dessa terra recoberta de mares mornos, uma "geléia cósmica" formada basicamente de água, gás carbônico, azoto e alguns minerais primitivos; levados pelas combinações sempre mais complicadas da química orgânica; foram conduzidos progressivamente até à estrutura protoplasmática, dando origem no colo da paisagem primitiva, ao primeiro ser vivo, às primeiras manifestações do princípio inteligente no planeta Terra, que a atmosfera alimenta e que o elemento líquido renova sem cessar.

Milênios e milênios de atividades silenciosa perpassam sucessivos... surgem os vírus, as bactérias - séculos e séculos chegam e passam -  o tempo age sem pressa, em vagarosa movimentação no berço da humanidade; e aparecem as algas nadadoras, verdadeiros fósseis vivos das águas, porque são da mesmas espécies de algas que existem ainda até hoje.

Assim, a vida que teve inicio no oceano jamais se afastou da água. Para emergir das profundezas e fertilizar a terra firme, com o passar do tempo, os seres vivos criaram novas "cápsulas aquosas" para nelas se multiplicar - o tubo polínico nos vegetais e a estrutura do ovo nos animais.

Foto: Celso Junior/AE

A Água é Essencial a Vida
   
O processo de sintetizar proteínas desenvolvido pelo 1o ser vivo, ainda é o mesmo utilizado pelos vegetais até os dias de hoje. Ao respirarem graças a clorofila, as plantas assimilam o carbono do gás carbônico (CO2 ) e o hidrogênio da água ( H2O) a formação da glicose (C6H12O6); deixando livre no ar o oxigênio. Enquanto que nos animais, o processo é inverso; ao respirarem tornam a combinar o oxigênio com o carbono e o hidrogênio, restituindo assim o gás carbônico e a água originais.
   
A Teoria de Gaia é a que melhor mostra o entrosamento entre as águas, as partes não vivas do planeta - rochas, oceanos e a atmosfera, e as partes vivas - plantas, microorganismos e animais (Lovelock, 1991)




Na vida nada se cria e nada se perde, tudo se transforma.
Ao longo de milênios com muita água, os minerais desenvolveram afinidade, os vegetais sensibilidade, os animais desenvolveram o instinto, o selvagem a inteligência e finalmente o homem no 30 milênio, está aprendendo a discernir. 

A Água nos Seres Vivos

O ser humano pode ficar até 5 minutos sem respirar, até 35 dias sem comer, mas morre em 5 dias se não ingerir líquidos. A água é essencial à vida. Todo ser vivo do planeta, depende de um fluxo de água contínuo e do equilíbrio entre a água que o organismo perde e a que ele repõe.   

70% do Corpo Humano é formado de Água

Assim como a água irriga e alimenta a Terra, que tem 70% de sua superfície formada por água; o sangue irriga e alimenta nosso corpo que é constituído também por 70% de água.  

Quando o corpo perde líquido, aumenta a concentração de sódio que se encontra dissolvido na água. Ao perceber esse aumento, o cérebro coordena a produção de hormônios que provocam a sede. Se não beber água, o ser humano entra em processo de desidratação e pode morrer de sede em cerca de dois dias.    

O corpo humano possui muita água, pode-se até dizer que ele é um tanque d'água em que estão dissolvidas várias substâncias. Para se ter uma idéia, um bebê na barriga da mãe tem 95% do seu peso em água, o recém  nascido tem 80% e o ser humano adulto tem cerca de 70% de água; sendo a desidratação uma das particularidades da velhice, o idoso tem apenas cerca de 40% do peso em água.   

A água do nosso corpo é como um rio navegável, ela propicia nas células, no sangue das veias e artérias, no líquido intersticial e na linfa que corre nos vasos linfáticos, as condições favoráveis para o transporte e ação de diversas moléculas indispensáveis à vida. Na verdade, ao tomarmos água, estamos repondo também sais minerais como o sódio, o potássio, o cálcio, entre outros dissolvidos nela.  

Toda água que tomamos não fica parada em nosso organismo, ela está sempre em constante movimento; um adulto pode trocar de 5% a 10% da água consumida por dia. Perdemos água no controle da temperatura do corpo quando suamos e no metabolismo da própria respiração; a quantidade depende da temperatura ambiente e da intensidade de exercícios físicos que fazemos. Podemos eliminar de 1,0 a 20 litros de urina por dia, esse controle é feito pelos rins e aparelho urinário.   

Diariamente um adulto perde cerca de 1,5 litro de água, ou seja: por meio da urina - 1 litro; da transpiração - 200 ml; da respiração - 100 ml e da evacuação - 200 a 300 ml. Para suprir essa falta e manter o bom funcionamento orgânico, o mecanismo da sede é acionado.   

No cérebro, um centro nervoso controla a sede. Por meio de receptores sensíveis à concentração do sangue é possível saber se há ou não líquido no organismo. Nesse caso, é disparada a vontade de beber. Ao beber, sensores detectam a presença de água indicando ao cérebro se a sede está ou não saciada. Nos rins, outros receptores "fiscalizam" o nível de hidratação do organismo. Se estiver baixo, a ordem é "economizar", então a pessoa pára de urinar. Enquanto desce pelo tubo digestivo, uma porcentagem mínima de água é consumida. O máximo da sua absorção ocorre no intestino, onde a corrente sanguínea é amplamente irrigada.    

O sangue "hidratado" beneficia todo o corpo porque distribui melhor os nutrientes que transporta. Quando o nível da água diminui, a pressão cai, a circulação fica lenta e o organismo sofre deixando de receber a energia necessária. O coração faz mais esforço na tentativa de bombear o sangue para todo o corpo, as células cerebrais recebem pouco oxigênio e diminuem sua atividade e o rim filtra menos toxinas. É recomendável a ingestão diária de 300 ml de água por quilo de peso para os adultos; e para as crianças, de seis meses a um ano de vida, de 100 a 120 ml  por quilo de peso.   

Fonte: Hospital das Clinicas e Unidade de Nefrologia da UNIFESP



Água na Vida e Vida na Água

Todos animais e plantas têm muita água em sua constituição, entretanto a quantidade é que pode variar. A água viva tem 95% de água, o tomate 94%, a Minhoca 80%, o Abacaxi 87%, a Galinha 74%, o Peixe 67%. Nos animais em geral, a água é o componente principal do sangue, transportando alimentos e oxigênio a todas as partes do corpo. Nos vegetais a água dissolve os elementos essenciais do solo e os transporta na forma de seiva, das raízes às folhas. Até mesmo dentro de algumas pedras tem água, as chamadas águas fossilizadas.  

Hoje, mais do que nunca, a vida do homem depende da água. Para produzir um quilo de papel, são usados 540 litros de água, um litro de leite 4 mil litros de água, para fabricar uma tonelada de aço, são necessários 260 mil litros de água; para obtenção de 1 quilo de carne são necessários de 20 a 60 mil litros de água; enfim, para satisfazer suas necessidades básicas uma pessoa gasta até 300 litros de água por dia.  

Em apenas uma gota d'água podem existir até cerca de 50 mil espécies diferentes. Existe dentro de uma gota d'água um universo totalmente diferente, que só pode ser visto com microscópio, porquê alguns seres têm por volta de 0,001 milímetros de tamanho. Algas e protozoários constituem a maior parte destes seres microscópicos, as algas são muito importantes porque produzem oxigênio e servem de alimento, mas em ambiente poluído podem causar cheiro, gosto e toxinas na água.   

Mundo Microscópico numa Gota D'água
 
Alguns microrganismos como as cianobactérias são capazes de sobreviver a condições hostis, geladas e escuras como às do fundo do lago Vostok, com 14 mil km2 na Antártida. Afirma John Priscu, da Universidade Estadual de  Montana (MSU), um dos autores do artigo publicado na revista Nature. "O frio e a escuridão das águas do Vostk são similares ao ambiente de certas luas de Júpiter e dos prováveis oceanos congelados de Marte. Por isso, a constatação aumenta as possibilidades de existir vida fora da  atmosfera terrestre". Análises mostraram que a água do lago, depositada há cerca de 1 milhão de anos,  derivou de uma mistura de gelo derretido durante vários períodos glaciais.   

Desde o início da ciência Limnologia, os estudos ecológicos acerca de comunidades de macroinvertebrados bentônicos tiveram um papel importante na classificação do estado trófico de lagos e rios. No Brasil tem sido implantado um novo método de avaliação do nível de poluição dos rios, o biomonitoramento ou monitoramento biológico; o método permite medir a pureza das águas a partir da observação da fauna e flora da região. Os custos com material e análise são menores que no monitoramento tradicional e além disso, o método permite avaliação mais rápida e barata da qualidade da água de rios e pode ser aplicado com facilidade pela comunidade; para identificar a qualidade da água basta uma peneira para fazer a coleta.   

Se for notada a predominância de invertebrados tolerantes sobre os poucos resistentes, ao monitorar um rio, isso pode significar baixa oxigenação da água e, portanto, poluição. Assim a avaliação de um corpo d'água é feita segundo uma escala em que os macro-invertebrados são classificados em função do grau de tolerância com que vivem em ambientes pouco oxigenados. Isso se deve à redução dos níveis de oxigênio causada pela grande proliferação de bactérias, por exemplo em lançamento de esgoto doméstico.   

O termo bioindicador pode ser definido como o uso sistemático de respostas biológicas para avaliar mudanças ambientais com o objetivo de utilizar esta informação em um programa de controle de qualidade.

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Fonte: ÁGUA - Associação Guardiã da Água - http://www.agua.bio.br
 

sábado, 15 de setembro de 2012

Forno Solar dessaliniza água do mar

Italiano resolveu criar o aparelho por se comover com a crise mundial de água

Divulgação/Gabrielle Diamanti
 O aparelho funciona como um coador de cabeça para baixo capaz de dessalinizar a água salgada
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São Paulo - O italiano Gabrielle Diamanti desenvolveu uma tecnologia capaz de transformar água do mar em água potável. O Eliodomestico também funciona como um forno solar.

Diamanti resolveu criar o aparelho por se comover com a crise mundial de água. Ele usou toda a sua experiência e habilidade para criar esse equipamento para ajudar as comunidades que sofrem com excesso de água salgada, mas tem pouca água doce.

Um dos pontos de destaque do Eliodomestico é que ele usa uma tecnologia simples que não deixa de ser eficiente. O aparelho funciona como um coador de cabeça para baixo capaz de dessalinizar a água salgada.
O forno é feito de cerâmica e é divido em três partes principais. O recipiente preto é por onde a água salgada é armazenada. Isso permite que a água crie vapor quando recebe a luz do Sol. Esse vapor é empurrado pela pressão por meio de um tubo. Então, ele condensa contra a tampa do forno, na parte inferior. Em seguida, escorre para a bacia de coleta.

Diamanti explica que a estrutura consegue produzir até cinco litros de água potável por dia. Além disso, o forno foi projetado com uma estrutura ideal para ser carregado na cabeça, método muito usado na África subsaariana.

O preço da fabricação é estimado em 50 dólares. Diamanti também fez questão de que o Eliodomestico tivesse código aberto. Assim, é possível que o equipamento receba novas funções e que as famílias necessitadas possam até mesmo desenvolver seu próprio aparelho.
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Fonte: Exame.com, em 14/setembro/2012