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terça-feira, 18 de novembro de 2014

Chile é o primeiro país da América do Sul a taxar emissão de carbono



A fim de diminuir a poluição, melhorando a qualidade, o Chile deu um passo à frente dos demais países da América do Sul e taxou suas emissões de carbono. Isso foi possível com a nova legislação fiscal ambiental, de 26/09, promulgada por Michelle Bachelet, presidente do país.

O imposto sobre carbono tem como alvo o setor de energia, principalmente grandes fábricas e geradoras que operam usinas térmicas com capacidade instalada igual ou superior a 50 megawatts. A taxa é de 5 dólares por tonelada de dióxido de carbono (CO2) liberado. Mas pequenas usinas estão isentas.

Jorge Valverde Carbonell, do Ministério das Finanças do Chile, disse ao The New York Times* que o imposto foi motivado por preocupações sobre mudanças climáticas, que já estão expandindo desertos no país. Segundo o jornal, esse tipo de taxação já acontece na União Europeia. Apesar de o padrão local ser de 8 dólares por tonelada de CO2 liberado, especialistas afirmam que a medida ainda é frouxa.

A taxa chilena é inferior à aplicada na Europa, mas é mais cara do que a taxa do México. De acordo com notícia publicada pela Reuters*, o imposto mexicano sobre carbono é de 3 dólares por tonelada. As empresas locais também podem usar os créditos de carbono para deduzir impostos, algo não considerado no Chile.

A medida faz parte de ampla reformulação do sistema fiscal chileno. O objetivo da taxação é forçar produtores de energia a usar gradualmente fontes mais limpas a fim de reduzir as emissões de gases de efeito estufa (GEE).

O imposto sobre carbono é a ação mais recente de uma série de medidas que o governo chileno tem tomado para diminuir a dependência de combustíveis fósseis e incentivar fontes renováveis de energia. O país tem em seu deserto, por exemplo, a segunda maior usina de energia solar da América Latina. Atualmente, a maior delas fica no Brasil, em Florianópolis.

A meta do Chile é obter 20% de sua eletricidade a partir de fontes renováveis até 2025. E de reduzir suas emissões em 20% até 2020, em comparação com os níveis de 2007.


*The New York Times
* Reuters


Foto: 4BlueEyes Pete Williamson/Creative Commons

quinta-feira, 7 de novembro de 2013

Quinto relatório do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC)

 

 

7 principais conclusões do quinto relatório do 

Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas - IPCC 



1. É praticamente certo que o planeta se aqueceu desde meados do século 20.
Cada uma das últimas três décadas tem sido mais quente do que as décadas precedentes, desde 1850. A taxa de aumento do nível do mar tem sido maior do que qualquer taxa média dos últimos 2.000 anos. Quase todas as geleiras estão diminuindo e o gelo do mar Ártico e da cobertura de neve no Hemisfério Norte diminuíram.


2. Cientistas estão mais confiantes do que nunca de que os seres humanos são responsáveis pelo fenômeno.
Os cientistas estão agora com mais de 95% de certeza de que os seres humanos são a principal causa das mudanças climáticas, principalmente por meio da queima de combustíveis fósseis.


3. A continuidade do aumento do aquecimento é iminente e os registros de variações de curto prazo não refletem as tendências climáticas de longo prazo.
A variabilidade natural do sistema climático, devido ao efeito El Niño, erupções vulcânicas e outras influências, faz com que seja impossível determinar a tendência de aquecimento global do planeta por meio de medidas de curto prazo. No longo prazo, inevitavelmente, as emissões continuadas de gases de efeito estufa causarão o aumento das temperaturas.


4. O aquecimento da superfície pode significar um aumento provável de mais de 2°C até 2100, com relação aos anos anteriores a 1900.
O aquecimento será distribuído de forma desigual na superfície da Terra. Estes aumentos de temperatura podem significar ondas de calor extremo, secas e inundações devido às fortes chuvas.


5. O ritmo de derretimento do gelo terrestre está se acelerando no Ártico e na Antártida e o nível do mar poderia subir por mais de 1 metro até 2100.
Isso poderia afetar grandes cidades, de Nova York a Londres e Xangai.


6. Estimativas da temperatura e elevação do nível do mar do IPCC são conservadoras.
Centenas de cientistas e representantes de cerca de 200 países devem concordar com a redação contida nos relatórios do IPCC e, portanto, acabam sendo conservadores em suas estimativas.


7. Espera-se aumento de eventos extremos climáticos.
Os cientistas estão praticamente certos de que haverá mais dias quentes e menos dias frios, e que as estações sejam menos “marcadas” ao redor do mundo. É muito provável, também, que as ondas de calor serão mais frequentes e com maior prazo de duração. Países de latitudes médias e regiões tropicais úmidas serão mais propensos a eventos extremos de chuva, que serão mais intensos e mais frequentes em 2100.


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Fonte: EXAME.com - Pegada Sustentável


sábado, 26 de outubro de 2013

Terra 2100



Programa levado ao ar pela rede americana ABC, em 2 de junho de 2009.
 
Apresentado pelo jornalista Bob Woodruff, o documentário explora a pior perspectiva futura se o homem não agir contra os problemas atuais que ameaçam a civilização, como a mudança climática, o crescimento populacional e o mau uso dos recursos energéticos.
Os fatos se desenvolvem paralelamente à vida da personagem fictícia, “Lucy” (contada através do uso de imagens e animações), enquanto ela relata como eles afetaram a sua vida.

O programa inclui previsões da Terra nos anos de 2015, 2030, 2050, 2085 e 2100, feitas por cientistas, historiadores, antropólogos e economistas.

Segundo o produtor Michael Bicks, “o programa foi criado para mostrar a pior perspectiva para a civilização humana. Porém, não afirmamos que esses fatos irão se concretizar — mas, se falharmos em resolver problemas como a mudança climática, o esgotamento dos recursos e a super-população, é provável que se concretizem”.

Acessem no link abaixo  

http://blip.tv/espiriton/terra-2100-5066759


Ótimo filme para todos.

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Fonte: CACEF - Casa de Caridade, Esperança e Fé.

domingo, 2 de junho de 2013

Cientistas avaliam iniciativas para adaptação às mudanças climáticas

NASA image courtesy Jeff Schmaltz/Caption by Adam Voiland



Brasília – Pela primeira vez, os 18 cientistas que integram o comitê do Programa Mundial de Pesquisa Climática, WCRP na sigla em inglês, estão reunidos no Brasil para avaliar as iniciativas globais para mitigação e adaptação às mudanças do clima.

No encontro anual, os dirigentes da organização vão concluir, até a próxima sexta-feira (31), um balanço de desafios considerados prioritários, como melhorias nas observações do nível dos oceanos e medidas para avaliar e garantir a disponibilidade de água em algumas regiões.


“O Brasil está entre os líderes em várias iniciativas, como as voltadas para mitigação das alterações climáticas e, ao lado da França e dos Estados Unidos, do sistema de observação do nível do mar. Poucos se importam com o que está acontecendo com os oceanos no mundo, como no Brasil, que tem uma costa muito grande”, disse Antonio Busalacchi, que preside o grupo, explicando que a liderança brasileira nessas políticas motivou a escolha do país para sediar a 34ª reunião do grupo, que existe desde 1985.

“Quis que os integrantes do comitê fossem apresentados a esse cenário. A discussão vai girar em torno de tópicos sobre climatologias em escala regional”, explicou, citando situações que estarão no centro dos debates, como a do Nordeste brasileiro, que enfrenta seca extrema há dois anos.

Há quatro anos, o Brasil se comprometeu a reduzir as emissões de gases de efeito estufa, apontadas como uma das principais responsáveis pelas alterações de temperatura da Terra, entre 36,1% a 38,9% até 2020, tendo como base o que emitia em 1990. O compromisso foi firmado durante a Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas realizada em Copenhague, COP 15, e a Política Nacional de Mudanças Climáticas transformou as metas voluntárias em objetivos claros para o governo e para vários setores.

A redução do desmatamento na Amazônia e no Cerrado está no topo da lista, que ainda inclui investimentos na produção de biocombustíveis, substituição do uso de carvão nativo e inclusão de técnicas de plantio que podem reduzir a emissão de gases nocivos pela agricultura.
Na próxima semana, o governo brasileiro vai divulgar o levantamento mais recente de emissões de gases de efeito estufa. A expectativa é que as áreas de meio ambiente e de ciência e tecnologia também anunciem os planos setoriais de mitigação, com metas para áreas estratégicas da economia.

Sem antecipar números, Carlos Nobre, secretário de Políticas e Programas de Pesquisa e Desenvolvimento do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação disse que todos os indicativos é que o país está caminhando em direção à meta. O termômetro que confirma essa expectativa, segundo ele, inclui, por exemplo, os índices de desmatamento que vêm mostrando redução da devastação de áreas em regiões estratégicas.

“Qualitativamente a gente sabe que a avaliação é boa porque o desmatamento na Amazônia e no Cerrado está caindo. No ano passado, tivemos o menor índice da série histórica de desmatamento na Amazônia”, disse. Para Nobre, as ações de fiscalização e monitoramento que estão sendo adotadas pelo governo devem manter essas taxas em queda.

Para o grupo de cientistas estrangeiros, Nobre também elencou programas brasileiros que coincidem com as estratégias globais do comitê. “O Brasil avançou muito em medidas de mitigação, mas temos que avançar ainda muito mais na adaptação da sociedade brasileira, do sistema econômico, da agricultura, do uso da água, por exemplo. São pesquisas que vão apontar políticas tecnológicas de adaptação e indicar políticas públicas, como as voltadas para mobilidade urbana e ocupação do litoral”, explicou o secretário.

Recentemente, o governo também criou o Instituto Nacional de Pesquisas sobre os Oceanos (Inpo), reservando outros recursos para pesquisas de longo prazo nos 8,5 mil quilômetros do litoral brasileiro, e iniciou a compra de equipamentos que vão aumentar a capacidade de monitoramento sobre a seca na Região Nordeste. “Estamos comprando 1 mil medidores de chuva, 500 medidores de umidade do solo, 100 estações agrometeorológicas que vão aumentar muito nossa capacidade de prever os impactos da seca do Nordeste sobre a agricultura e abastecimento de água”, explicou.


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Fonte: Info Exame, por Agência Brasil, em 27/maio/2013

segunda-feira, 22 de abril de 2013

DIA DA TERRA 2013

Divulgação/ Earth Day Network

Dia da Terra mostra o rosto humano das mudanças climáticas


Comemorada sempre no dia 22 abril, data chega ao seu aniversário de 43 anos alertando sobre os efeitos drásticos das alterações climáticas na vida das pessoas através de um mega mosaico.

A mudança climática tem muitas faces, diz o site da campanha promovida pela Rede Dia da Terra. “É a de um homem nas Maldivas preocupado com a família em função do aumento do nível do mar, ou de um agricultor do Kansas lutando para sobreviver em meio à devastação das secas prolongadas, ou ainda de uma criança, em Nova Jersey, que perdeu sua casa por conta de uma supertempestade...”

E eles não são apenas rostos humanos. "São o urso polar isolado no derretimento do Ártico, o tigre nas florestas ameaçadas da Índia, o orangotango em florestas indonésias segmentadas por incêndios cada vez mais frequentes e secas”, lembra o texto. Para contribuir com o projeto, envie fotos para o Twitter e Instagram usando a hashtag# FaceOfClimate para inclusão no mosaico.

O Dia da Terra foi criado em 1970 pelo Senador norte-americano Gaylord Nelson que convocou o primeiro protesto nacional contra a poluição. Mais de 20 milhões de americanos saíram às ruas para protestar na ocasião. Esse dia histórico acabou levando à criação da Agência de Proteção Ambiental dos Estados Unidos (EPA) e, vinte anos depois, o dia 22 de abril passou a ser adotado mundialmente como o Dia Mundial da Terra.

Conheça o rosto das mudanças climáticas no mega mosaico digital: acessando a página 

http://exame.abril.com.br/meio-ambiente-e-energia/noticias/dia-da-terra-mostra-o-rosto-das-mudancas-climaticas 

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quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

Brasil cria modelo climático inédito no mundo

Ian Joughin, University of Washington

Degelo na Groelândia: iniciativa promete trazer informações mais detalhadas 
a respeito dos fenômenos climáticos tropicais que acontecem 
em todo o continente sul-americano

Com apoio do governo, cientistas brasileiros criam primeiro sistema nacional de simulação do clima global


São Paulo - O Brasil anunciou nesta terça-feira (19) uma contribuição inédita para os debates internacionais a respeito do futuro climático do planeta: trata-se do Modelo Brasileiro do Sistema Terrestre (BESM), o primeiro sistema nacional de simulação do clima global, que está sendo produzido desde 2008 por cientistas locais e que foi apresentando oficialmente ontem, durante evento em São Paulo.

A iniciativa promete trazer informações mais detalhadas a respeito dos fenômenos climáticos tropicais que acontecem em todo o continente sul-americano e, sobretudo, no Brasil e que ainda são pouco conhecidos na comunidade internacional. Entre eles, a variação de temperatura das águas do Atlântico Sul e o desmatamento da Amazônia, do Cerrado e de outros biomas brasileiros, que podem trazer consequências climáticas continentais e até globais.

Por seu ineditismo, as informações produzidas pelo modelo climático brasileiro devem ser incorporadas ao AR5 - quinta edição do relatório do IPCC a respeito das mudanças climáticas, que está previsto para ser lançado no segundo semestre de 2013 -, dando ao Brasil o título de primeiro país da América Latina e segundo do Hemisfério Sul - atrás, apenas, da Austrália - a contribuir para os modelos de mudanças climáticas globais produzidos pela ONU. 


Além de colaborar internacionalmente, o BESM trará benefícios locais, como:

- o aprimoramento da capacidade de previsão do tempo e da ocorrência de eventos climáticos extremos no Brasil e
- a formação de uma nova geração de pesquisadores climáticos no país, que será mais capacitado para a produção de ciência de qualidade nessa área.


O modelo climático brasileiro foi desenvolvido pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) e pelo Programa Fapesp de Pesquisa em Mudanças Climáticas Globais (PFPMCG) no supercomputador Tupã, uma máquina de R$ 50 milhões usada para rodar toda a matemática por trás das previsões. O equipamento foi pago pelo Ministério da Ciência e Tecnologia (MCTI) e pela Fapesp.

Os primeiros resultados obtidos por meio do BESM foram apresentados ontem durante o evento em São Paulo. Entre eles, está a constatação de que o desmatamento da Amazônia aumenta a ocorrência do fenômeno El Niño.

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quarta-feira, 3 de outubro de 2012

MITOS SOBRE O CLIMA





Aquecimento global é causado pela atividade solar (1/12)

A atividade solar é mostrada em uma imagem da NASA de 2003.

Céticos: A geração de energia do Sol muda em intervalos periódicos. Essa produção de energia está aumentando atualmente, o que provoca o aquecimento global.

Réplica: A maior parte do aquecimento global vem ocorrendo desde o final da década de 1970. Ao longo desse período, a atividade solar diminuiu. O aquecimento global ocorreu apesar de o Sol ter-se tornado um pouco menos ativo. (Foto: Reuters)


 

Emissões humanas de CO2 minimizadas pelas emissões naturais (2/12)

Plantas em decomposição, lagos e o próprio solo emitem CO2.

Céticos: As emissões naturais de CO2 são cerca de 30 vezes maiores do que o total de CO2 emitido pelos humanos durante um ano. Como é possível sermos responsáveis pelo aquecimento global?

Réplica: É verdade, porém o ciclo natural do CO2 é um sistema fechado. Cada tonelada de CO2 emitida por plantas em decomposição ou incêndios florestais já foi retirada da atmosfera anteriormente. As emissões humanas, no entanto, acrescentam CO2 adicional à atmosfera – um CO2 que foi retirado do seu ciclo natural durante milhões de anos. (Foto: Reuters)



Invernos frios contradizem o aquecimento global (3/12)

A água usada para combater um incêndio forma uma camada de gelo em volta do edifício.

Céticos: O inverno na localidade X tem sido mais frio do que a média. Tem havido mais neve. Não me venha falar em aquecimento global!

Réplica: Esse argumento confunde padrões climáticos locais e mundiais, além de confundir meteorologia com clima. O aquecimento global pode ter diversos impactos locais. Uma onda de frio prolongada ou um inverno gelado não provam nada em relação ao aquecimento global. As tendências só são perceptíveis ao longo de períodos de 25 anos ou mais. (Foto: Reuters)



Vapor de água, e não CO2, provoca o aquecimento global (4/12)

O vapor se desprende das águas do Rio Blanco após a erupção do vulcão Chaiten, no Chile.

Céticos: O vapor de água é responsável pela maior parte do efeito estufa. Um ligeiro aumento no CO2 não vai fazer diferença.

Réplica: Vapor de água é responsável pela maior parte do efeito estufa natural. Porém o vapor de água não altera o equilíbrio natural: ele reage a esse equilíbrio. Se houver mais vapor de água entrando no sistema, simplesmente vai chover por mais tempo antes que ocorra o aquecimento global. No entanto, quando mais emissões humanas de CO2 levarem ao aquecimento global, a concentração do vapor de água na atmosfera irá aumentar, porque o ar mais quente pode reter mais umidade. (Foto: Reuters)



Níveis de CO2 já foram mais elevados (5/12)

Um homem posa ao lado de uma réplica de dinossauro em exibição no Museu Jurássico de Astúrias.

Céticos: Desde a Revolução Industrial, os níveis de CO2 na atmosfera aumentaram de cerca de 280 ppm (partes por milhão) para aproximadamente 380 ppm. Isso ainda não é muito alto, comparado ao cálculo de 6.000 ppm que havia perto de 400 a 600 milhões de anos atrás. O aumento de CO2 não é problema.

Réplica: De acordo com algumas medições proxy, havia muito mais gás carbônico 450 milhões de anos atrás. Porém outras medições contradizem isso. O problema é que os dados anteriores a 400 milhões de anos atrás são muito incertos – fica difícil dizer quando havia gelo ou calcular os níveis de CO2 do passado. (Foto: Reuters)


 

CO2 é mais pesado que o ar (6/12)

O gás invisível do efeito estufa é responsável pela maior parte do aquecimento antropogênico.

Céticos: O peso molecular do CO2 é maior do que o peso molecular do ar. O CO2 adicional não tem como levar a uma maior concentração na atmosfera. Já que nunca atinge as camadas superiores da atmosfera, não há como ele armazenar calor nessa camada.

Réplica: O CO2 é mais denso que o ar. Mas, se ele ficasse junto ao chão, todo mundo que mora em vales ou baixadas estaria morto a essa altura. O fato é que os gases simplesmente não são afetados tanto assim pela gravidade – eles se propagam, se misturam ou ainda se elevam até as camadas mais altas da atmosfera. (Foto: Reuters)


 

Maior parte do CO2 vem de vulcões (7/12)

Um vulcão em erupção na Islândia.

Céticos: As erupções vulcânicas provocaram níveis atmosféricos de CO2 extremamente altos milhões de anos atrás. Mesmo hoje em dia, uma erupção emite mais CO2 do que as fontes de CO2 feitas pelo homem.

Réplica: Os vulcões emitem CO2, mas se as emissões deles tivessem um efeito drástico, então os níveis de CO2 atmosféricos teriam aumentado de forma intermitente. As observações científicas demonstram, no entanto, um aumento constante do gás carbônico. (Foto: Reuters)


 

Aquecimento vem do centro da Terra (8/12)

O gráfico mostra o interior da Terra. As temperaturas no núcleo podem chegar a vários milhares de graus Celsius.

Céticos: O núcleo quente da Terra tem um efeito mais forte sobre as temperaturas globais do que umas poucas partes por milhão de CO2.

Réplica: Se o núcleo da Terra tivesse algum efeito importante nas temperaturas da superfície, então as diferenças de temperatura entre a noite e o dia, ou entre o verão e o inverno, seriam bem menores, e o Polo Sul não seria coberto por uma camada de gelo com milhares de metros. (Foto: Shutterstock)



A Groenlândia já foi verde (9/12)

Casas pintadas em cores vibrantes na cidade de Ilulissat, no oeste da Groenlândia.

Céticos: Quando os vikings se estabeleceram ali, a Groenlândia era um lugar verdejante e mais hospitaleiro, daí o seu nome original de Greenland (que significa terra verde, em inglês). Portanto, o aquecimento atual não é nada especial e não pode ter sido causado por emissões de gases de efeito estufa dos humanos.

Réplica: Amostras da calota de gelo da Groenlândia para testes provam que o gelo ali tem centenas de milhares de anos de idade. A maior parte da terra que não é coberta por gelo fica na região seca, ao norte, e provavelmente não era verde mesmo centenas de anos atrás. Alguns autores especulam que o nome 'Greenland' foi cunhado para atrair colonizadores em potencial. (Foto: Reuters)



Manto de gelo da Antártida está aumentando (10/12)

Um pinguim-imperador busca alimento sobre o mar de gelo ao pé do monte Erebus, na Antártida.

Céticos: A Antártida está ficando mais fria, e não mais aquecida, e o seu manto de gelo vem crescendo continuamente.

Réplica: Medições feitas por radar sugerem que partes do vasto manto de gelo na Antártida oriental leste tiveram um ligeiro aumento. Mesmo uns poucos graus de aquecimento não irão derreter a porção mais alta e mais fria da Antártida. No entanto, um volume maior do que esse está desaparecendo no manto de gelo da porção ocidental da Antártida, que é mais baixa e mais quente. (Foto: Reuters)


 

A conspiração do aquecimento global (11/12)

O ex-vice-presidente dos Estados Unidos, Al Gore, conversa com o cantor Bono durante o evento Clinton Global Initiative, em 2008.

Céticos: O aquecimento global foi inventado por Al Gore. O filme que ele fez, intitulado "Uma Verdade Inconveniente", foi uma hábil tentativa de melhorar a sua situação pública e os seus interesses comerciais. Os cientistas que estudam o clima promovem essa ideia para garantir mais financiamentos.

Réplica: O filme de Al Gore contém uns poucos argumentos que foram refutados, mas no geral ele está correto. O consenso científico atual se baseia em décadas de pesquisa. Uma conspiração envolvendo dezenas de milhares de cientistas do mundo inteiro é altamente improvável. (Foto: Reuters)




O aquecimento global não é tão ruim (12/12)

Um agricultor paquistanês colhe trigo no vale de Thungle, no Paquistão, antes das neves de inverno.

Céticos: Alguns graus de aquecimento vão ajudar o resultado das colheitas em diversas partes do mundo. Novas terras se tornarão disponíveis para a lavoura. Os níveis elevados de CO2 ajudarão o crescimento.

Réplica: No norte da Europa, na Rússia e no Canadá, um aquecimento moderado iria beneficiar a agricultura. Se as temperaturas subirem acima de 2 graus Celsius, esses ganhos poderão se perder devido a enchentes e doenças. Porém muitos países africanos, asiáticos e latino-americanos vão sofrer, mesmo com pequenos aumentos de temperatura. Um milhão de quilômetros quadrados de terras aráveis na África poderá ser perdido até 2050. (Foto: Reuters)

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Fonte: Allianz Sustentabilidade - http://sustentabilidade.allianz.com.br

sábado, 1 de setembro de 2012

MUDANÇAS CLIMÁTICAS


A vulnerabilidade da América Latina 


Organizações mundiais alertam que a América Latina e o Caribe estão entre as principais regiões com elevada vulnerabilidade aos efeitos das alterações do clima. Isso se deve às suas características geográficas e também por deficiência política para enfrentar o fenômeno. A implementação de medidas efetivas é urgente.

Como exemplo das ameaças naturais, o derretimento das geleiras é emblemático. O fornecimento de água aos setores urbanos e agrícolas, que depende desse sistema pode entrar em colapso. O volume de cidades situadas em zonas costeiras também é um fator fundamental que coloca a América Latina em uma posição de vulnerabilidade ao fenômeno devido à elevação do nível do mar. Além, do branqueamento dos recifes de corais na costa do Caribe e do risco de retração das florestas da bacia amazônica. Ao levar em conta aspectos socioeconômicos percebe-se que uma parcela significativa da população se encontra em condições de extrema pobreza e que há uma frágil gestão ambiental. Esse cenário deve ser agravado.

Porém, de acordo com especialistas, a situação da América Latina e do Caribe é pouco reconhecida pela comunidade internacional. A região tem menos capacidade política, financeira e tecnológica para enfrentar o problema e deve receber mais suporte técnico e financeiro das nações desenvolvidas. Para ter uma idéia, no período 2000-2006, a região recebeu apenas 9% dos recursos internacionais direcionados a desenvolvimento. Desse total, apenas 0,2% foi destinado a ações e políticas de desenvolvimento com cunho ambiental. Ainda segundo diversos especialistas, para solucionar essa deficiência, políticos e tomadores de decisão devem tomar mais consciência de todos os efeitos que as mudanças climáticas já vêm trazendo à região, substituindo a visão imediatista e a de desenvolvimento a qualquer custo, explorando e esgotando os recursos naturais.

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Fonte: Mudanças Climáticas - www.mudancasclimaticas
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