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segunda-feira, 5 de novembro de 2012

Sustentabilidade no teto de sua construção com um telhado verde

O Multipalco Theatro São Pedro, em Porto Alegre, diminuiu seus gastos 
com energia elétrica em cerca de 30% após implantar a estrutura. 
(Foto: Divulgação)
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Diminuição de temperatura e de gastos com energia, aumento da área de lazer e purificação do ar estão entre as vantagens de se instalar um telhado verde.
O conceito de arquitetura sustentável é uma tendência cada vez mais forte nas grandes cidades. Seguindo essa linha, os telhados verdes ganham a simpatia do público e cada vez mais são encontrados em empreendimentos de pequeno, médio e grande porte.

A técnica consiste na aplicação e no uso do solo e da vegetação sobre uma camada impermeável na laje superior da edificação, e sua utilização traz benefícios como a melhoria térmica e a purificação do ar. Além disso, a área do telhado verde também pode ser utilizada como um espaço de lazer.

O conceito de telhado verde foi proposto na década de 20 pelo arquiteto francês Charles-Édouard Jeanneret, conhecido como Le Corbusier. Para ele, as cidades modernas estavam asfixiadas, sem áreas verdes suficientes, o que não contribuía em nada para uma boa qualidade de vida dos cidadãos. Após 90 anos, as cidades cresceram e viram o mesmo problema agravado. A grande concentração de prédios e as grandes áreas impermeabilizadas ocasionam problemas de excesso de calor, podendo chegar a variações de 10° acima da temperatura.

“A implantação de telhados verdes é uma tendência da arquitetura e da construção civil, por ser funcional e de fundamental importância para solucionar problemas urbanos cada vez mais frequentes. O substrato implantado reassume o que seria um solo, e seus benefícios são reproduzidos”, explicou o engenheiro agrônomo João Manuel Feijó, proprietário da Ecotelhado, empresa especializada no desenvolvimento e na implantação de estruturas verdes urbanas.

Projetos importantes, como a sede do MEC (Ministério da Educação), atual Palácio Gustavo Capanema, no Rio de janeiro (RJ), e o Edifício Matarazzo, um dos endereços mais famosos da cidade de São Paulo (SP), construído na década de 70, utilizam o telhado verde. Outro exemplo mais recente é o Shopping JK, também em São Paulo. O edifício abriga um dos maiores telhados verdes da América Latina, com cerca de 5 mil metros quadrados de vegetação no seu topo.

As vantagens de se implantar um telhado verde são inúmeras. No caso do Multipalco Theatro São Pedro, importante teatro da cidade de Porto Alegre (RS), após a implantação da estrutura, o gasto com eletricidade, devido à redução da temperatura no ambiente interno do teatro, diminuiu cerca de 30%. Além disso, a vedação acústica do local também melhorou muito. “O custo para a manutenção do telhado verde é praticamente zero, com eventuais necessidades de rega em períodos de seca no verão”, explicou o coordenador do Multipalco, Roberto Moraes.
Entre as vantagens trazidas pelo telhado verde está a purificação do ar, que ocorre com a absorção de substâncias tóxicas pela vegetação e a liberação de oxigênio. Além disso, um telhado verde pode ser de grande ajuda na diminuição de enchentes e inundações nas cidades. “Quando chove, a água, em um ambiente normal, é absorvida pelas plantas e pela terra e depois evapora. Nas cidades, como as superfícies são impermeabilizadas, a água escoa causando enchente. Nos sistemas de telhados verdes, a água é captada e absorvida pela vegetação”, explicou Feijó.

Certificação e redução de impostos
Uma recente iniciativa da prefeitura do Rio de Janeiro propõe incentivos fiscais para construções que atingirem alguns pré-requisitos de sustentabilidade, entre elas o telhado verde. Com a certificação Qualiverde, as construções sustentáveis poderão obter descontos de até 50% ou mesmo isenção do Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) e Imposto de Transmissão de Bens Imóveis (ITBI), além da redução do Imposto Sobre Serviços de Qualquer Natureza (ISS).

Segundo a Coordenadoria de Macroplanejamento de Planejamento Urbano da Secretaria Municipal de Urbanismo do Rio de Janeiro, o objetivo do selo é aumentar o número de edifícios sustentáveis na cidade do Rio de Janeiro.

Economia na instalação
Instalar um telhado verde em uma construção é uma iniciativa bastante econômica. Para uma obra nova, a instalação não traz custos extras. Caso a obra já esteja terminada, o telhado precisará ser adaptado e, nesse caso, sim, haverá um gasto que incluirá impermeabilização do telhado e implantação da vegetação. É possível colocar diversos tipos de vegetação no telhado. A mais comum é a grama, mas também pode-se usar plantas frutíferas ou hortícolas. “Ao optar por um telhado verde, estamos usando a natureza em nosso favor, o que é muito mais inteligente do que brigar contra ela”, finalizou Feijó. 
 
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Fonte: Sustentabilidade Allianz - http://sustentabilidade.allianz.com.br

quinta-feira, 13 de setembro de 2012

Os 5 países líderes em eficiência energética

Brasil ocupa o décimo lugar num ranking que avaliou a eficiência energética entre as 12 maiores economias do mundo.

Getty Images

Fazendo mais com menos

São Paulo - Além de ter uma das tarifas mais altas, o Brasil não tira o melhor da energia que consome. Num ranking que avaliou a eficiência entre as 12 maiores economias do mundo, o país é o décimo colocado geral. Realizado pelo Conselho Americano para uma Economia de Energia Eficiente (Aceee), o levantamento avaliou o uso de energia a partir de 25 indicadores, distribuídos em quatro áreas-chave: indústria, transporte, edificações e esforços nacionais em prol da eficiência energética. Segundo o estudo, um país que usa menos energia para atingir um mesmo resultado, ou mesmo superá-lo, reduz custos e polui menos, criando uma economia mais competitiva
Ao todo, o Brasil atingiu 41 pontos de um total de 100 possíveis. No item indústria, o país fez 10 pontos, menos da metade da pontuação máxima no quesito, de 14. Já no uso de energia pelo setor de edificações, foram 13 pontos de um total de 28. O melhor desempenho em termos de eficiência energética veio da área de transporte - 13 pontos de um total de 15, empatando com os Estados Unidos na quinta colocação. E o pior desempenho do país veio do quesito esforços nacionais, que analisa a existência e iniciativas de criação de políticas e legislações específicas para fomentar o uso consciente da energia, como a criação de selos de eficiência: com apenas 5 de um total de 25 pontos possíveis, o Brasil ocupa o último lugar.

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1º - Reino Unido

Pontos totais: 67 ( de 100)
Primeiro colocado no ranking geral, o Reino Unido tem o setor produtivo mais eficiente em energia entre os países analisados, com 18 pontos de um total de 24. Seu segundo melhor desempenho diz respeito aos esforços nacionais para criação de legislações ou políticas que estimulem a eficiência energética, perdendo apenas para a Alemanha e empatando com o Japão.
Quando o assunto é transporte, o Reino Unido se sai tão bem quanto Itália, China e Alemanha, todos com 14 pontos de um total de 23. Já o desempenho mais fraco vem do setor de edificações, com 17 pontos (de 24), rendendo a quarta colocação, ao lado dos Estados Unidos e da Alemanha.

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2º - Alemanha

Pontos totais: 66 (de 100)
A Alemanha é o segundo país mais eficiente em energia do mundo, segundo o ranking geral da Aceee, perdendo pela diferença de um ponto para o Reino Unido. Seu melhor desempenho (19 pontos de um total de 25 possíveis), vem dos esforços nacionais para melhorar a eficiência energética como um todo.
Nas demais áreas-chave, o país ocupa o 3° lugar no ranking específico de transporte, o 4° em edificações e o 5° em relação ao uso de energia pela indústria.

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3 º - Itália

Pontos totais: 63 (de 100)
Terceira colocada no ranking da Aceee, a Itália tem o setor de transporte mais eficiente entre os países analisados, empatando apenas com China, Alemanha e Reino Unido, todos com 14 pontos de um total de 23 possíveis. Sua segunda pontuação de destaque diz respeito ao uso de energia pela indústria – o país fez 17 de um total de 24.
Na análise dos esforços nacionais em prol da eficiência energética, a Itália ficou em 5° lugar, com total de 16 pontos entre 25 possíveis. O pior desempenho veio do setor de edificações, que jogou o país para o 7° lugar, ao lado da França, ambos com 16 pontos de um total de 28.

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 Getty Images 
 
 

4º - Japão

Pontos totais: 62 (de 100)
O Japão é o quarto colocado na lista de eficiência energética da Aceee. Os melhores desempenhos dizem respeito aos esforços nacionais em prol da eficiência energética - com 18 pontos de um total de 25 possíveis, o país empata com o Reino Unido no segundo lugar -, e ao uso de energia pela indústria - também faturou o segundo lugar (com 17 pontos de 24), ao lado da França e da Itália. Já nos rankings específicos de transporte e edificação, o país ocupa, respectivamente, 8° e o 9° lugares.

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 Getty Images 

5º - França

Pontos totais: 60 (de 100)
No quinto lugar do ranking geral aparece a França, que tem seu melhor desempenho no uso eficiente de energia pelo setor industrial - na avaliação específica, o país empata com Itália e Japão, na terceira colocação, com total de 17 pontos de 24 possíveis. 

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Fonte: Exame.com, em 11/setembro/2012
 

domingo, 26 de agosto de 2012

Eficiência Energética

Redução de tributos vai tornar etanol 
mais competitivo no Rio de Janeiro

Incentivo à produção do etanol é uma das estratégias para fazer 
do estado uma 
referência mundial em eficiência energética

Genilson Peçanha/Imprensa RJ
Iniciativa faz parte do programa Rio Capital da Energia com economia de baixo carbono

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O Governo do Estado pretende incentivar a produção de etanol para atrair novos investimentos no setor e tornar o combustível mais competitivo do Rio de Janeiro. A principal ação deve ser a redução dos tributos que incidem sobre o etanol, que hoje correspondem a 24%. A iniciativa faz parte do Programa Rio Capital da Energia, que tem como objetivo fazer do Rio de Janeiro uma referência mundial em eficiência energética, inovação tecnológica e economia de baixo carbono.

" O Rio não tem intenção de se tornar um grande produtor de etanol, mas seguindo a proposta do Rio Capital da Energia, queremos que o estado seja palco das discussões que envolvem a energia do século XXI. E vamos fazer nossa parte desonerando a produção desse combustível, tornando-o competitivo no Rio " explica o secretário de Desenvolvimento Econômico, Julio Bueno, destacando que estudos nesse sentido estão em fase final.

De acordo com o Sindicato das Distribuidoras de Combustíveis (Sindicom), a demanda por gasolina cresceu 57% nos anos de 2010 e 2011, e este ano já aumentou 13% em relação ao ano passado. O Rio de Janeiro é líder no consumo de Gás Natural Veicular (GNV), com a maior frota de veículos movidos pelo combustível das Américas, com cerca de 600 mil metros cúbicos consumidos diariamente.

" O Rio tem vocação natural na área de energia" ,afirmou Bueno, lembrando que o estado está na vanguarda do setor de energia do país.


Fonte: Myhabitat.me, em 24/agosto/2012