Alberobello é uma pequena e bela cidade Italiana, situada na região da Puglia
na província de Bari.
Foto: Flickr_Verity Cridland
É conhecida pelas suas caracteristicas casas de pedra, os trulli,
construções com telhado cônico.
Faz parte do Património Mundial da
Humanidade da UNESCO desde 1996.
Foto: www.pippins.me.uk
Foto: www.italysouthtours.com
Surgiu na segunda metade do XVI quando alguns agricultores foram
autorizados pela família feudal dos Acquaviva, o Conde de Conversano, a
construir as próprias casas.
Foi utilizada uma técnica de construção
pré-histórica, trazida pelos povos vindos do Oriente Médio, com um
esquema de planta circular e sem utilização de cimento.
Foto: Panoramio_Eva L
Em 27 de Maio de 1797 o rei de Napóles, Ferdinand IV declarou Alberobello cidade real.
A habitações são feitas de pedras sobrepostas. As paredes dos trullis
são caiadas em intervalos regulares, o que dá o efeito de arredondamento
dos contornos das pedras, formando uma superfície brilhante homogénea.
Foto: Wikipedia
Foto: Wikipedia
Foto: www.initalytoday.com
Os telhados não são pintados e têm muitas vezes símbolos mitológicos ou religiosos
em cinza branca.
O interior dos Trullis é geralmente sem divisórias, sendo unidos uns aos
outros
caso fosse necessário torná-los mais amplos. Normalmente possuem
apenas
uma porta e uma pequena janela como aberturas.
Dessa forma as
pequenas habitações possuem um excelente isolamento térmico,
tanto no
inverno quanto no verão.
Foto: www.italy-trip.org
Foto: Wikipedia_Racchets
O trullo mais alto, o Trullo Sovrano, foi construído por volta de 1700
pela família Perta,
tendo sido declarado Monumento Nacional em 1930.
Atualmente é utilizado como museu, lugar de encontros culturais ou/e
eventos musicais.
Se você gosta de uma aventura ou se considera radical, dê um pulinho
no parque aquático Beach Park, em Fortaleza, no Ceará, e confira o
Insano, o maior toboágua do mundo.
O escorregador tem nada menos que 41 metros de altura, o equivalente a
um prédio de 14 andares. Está listado no Livro de Recordes Mundiais do
Guinness como o mais veloz do mundo, atingindo cerca de 105 quilômetros
por hora.
Ou seja, uma queda bastante íngreme. Embora as pessoas tenham que
subir 41 metros, em função da sua altura e inclinação, o toboágua
proporciona uma descida extremamente rápida de apenas cinco segundos.
Por essas características, segundo o website do Beach Park, “o Insano
é considerado o mais radical dos equipamentos do gênero no planeta”.
Nome apropriado
O brinquedo é realmente Insano, tanto que existem regras e
advertências para utilizá-lo. Por razões de segurança, o escorregador só
permite viagens em uma única posição: de costa no tobogã, com os braços
e as pernas cruzadas.
Portadores de necessidades especiais, gestantes e crianças abaixo de
1,40 m não podem descer no equipamento. Pessoas obesas com problema de
coluna ou osteoporose devem ser cautelosas e precisam ser advertidas
sobre o uso do equipamento.
A brasileira Martha Carolina, que trabalha no parque, comenta que é
engraçado ver os turistas entrarem em pânico na atração. “Às vezes, eles
realmente começam a chorar. Normalmente são europeus – alemães, russos e
franceses”, disse.
Tem a coragem necessária e pode descer no escorregador aquático?
Ainda assim, certifique-se de que está preparado para aguentar tamanha
emoção antes de tomar sua decisão. O arrependimento é uma reação
bastante comum.
Experiência insana
“O Insano faz jus a seu nome. Acho que qualquer um que sobe 14
andares de escada e se joga lá de cima usando roupa de banho não tem
todos os parafusos na cabeça”, brinca Marcelo Ribeiro, empresário
brasileiro que já cometeu a loucura de descer do brinquedo.
Marcelo conta que a experiência é bastante dramática. Durante a
subida, o corajoso que está tentando descer 41 metros em um toboágua tem
que ouvir um áudio tétrico, que soa como uma trilha sonora de filme de
terror.
Sempre há fila para chegar ao topo do Insano (existem loucos para
tudo). No momento de saltar, se você mudar de ideia, será vaiado até que
tenha descido todos os degraus de volta. As crianças pequenas que
chegam lá em cima e são proibidas de descer por não terem a altura
mínima são aplaudidas pela bravura enquanto são obrigadas a retornar ao
chão. Tudo isso, junto com o vento forte do Nordeste no rosto e a música
medonha, gera uma grande expectativa no próximo “pulador”.
“Chegou a minha vez de pular. Depois das rápidas instruções, o jeito
era escolher a humilhação pública ou superar o medo de morrer. Escolhi
saltar. Por alguns breves segundos, que parecem mais longos que a idade
do universo, eu me arrependi amargamente. Você não sente que está
escorregando, mas sim que está em queda livre. Há um ponto em que todo
seu corpo descola da superfície do toboágua”, explica Marcelo.
O aventureiro pode jurar que todo o filme de sua vida passou em
frente a seus olhos. E, se algo lhe acontecesse, o seguro de vida nem
pagaria nada à sua esposa, já que possivelmente classificaria aquela
atividade como “esporte radical”, do qual era proibido de realizar pela
apólice.
No entanto, Marcelo sobreviveu, e alguns segundos depois sentiu o
grande impacto de várias forças G lhe deslizando contra a água, que
segundo ele parecia mais densa do que areia ao bater em seu pé (é
obrigatório cair com os pés primeiro).
A descida é tão brusca que o calção dos homens chega a virar um fio
dental. O top do biquíni das moças, então, nem se fala: geralmente vão
parar no pescoço.
Longe de “diversão”, o Insano está mais para desafio. Se ainda assim
você tiver a coragem de ir, será recompensado pela atitude quando
alcançar terra firme. Muita gente aplaude e grita a conquista dos
puladores, principalmente os marmanjos quando alguma mulher chega lá
embaixo fazendo topless involuntário.
Mas a pergunta que fica é: no fim das contas, vale a pena? “Eu
gostei, achei divertido. Mas não voltaria a cair nele. Prefiro viver”,
responde o empresário.
Beach Park
Localizado em Porto das Dunas, a 16 quilômetros de Fortaleza, o Beach Park
nasceu em 1985 como um badalado restaurante na beira da praia. Em 1989,
inaugurou seu parque aquático, o primeiro da América Latina.
Em 1996, o complexo ganhou um hotel com a bandeira Caesar Tower, e em
1998 passa a ser Beach Park Suites Resort, com 175 suítes. Em 2008, foi
inaugurado o segundo resort do complexo, o Beach Park Acqua Resort.
Também localizado à beira-mar, o Acqua Resort possui o Acqua Link, um
rio artificial que leva os hóspedes direto para o parque aquático por
meio de uma boia.
Ganhador de vários prêmios e cheio de atrações, é um dos parques
temáticos mais recomendados do Brasil. Acesse o website do Beach Park
para mais informações sobre o parque ou sobre suas atrações, como o
Insano.[DailyMail]
O Turismo de Base Comunitária traz em sua essência o
desenvolvimento sustentável e aproxima, de forma autêntica, diferentes
povos e culturas.
Para muitos viajantes, o momento das férias agora vai além de
visitas a pontos turísticos. Alguns falam de expansão da consciência,
outros classificam como experiências de vida. O fato é que as rotas de
Turismo Comunitário vêm se multiplicando pelo Brasil. Também chamado de
Turismo de Base Comunitária ou Solidário, o segmento tem como objetivo
trazer benefícios para todos: agrada turistas ao proporcionar o contato
com mundos diferentes dos seus e pode permitir o crescimento ordenado de
comunidades.
Mas há que se tomar cuidado. Qualquer atividade turística traz impactos,
mesmo que mínimos. Um riacho ou uma cachoeira visitados por uma
excursão, por exemplo. Os banhistas acabam deixando ali resíduos
estranhos à natureza, como protetores solar, cremes para cabelo,
bronzeadores. Isso sem considerar o lixo que algumas pessoas às vezes
deixam para trás. Outro movimento comum de se ver é uma enxurrada de
demandas turísticas em pequenas cidades sem infraestrutura para receber
tantas pessoas. Um fluxo turístico maior do que a capacidade de
atendimento do destino.
Entre outros possíveis impactos negativos, levantados pelo Ministério do Turismo,
estão a desestruturação da cultura local, a elevação dos índices de
evasão de renda, a especulação imobiliária e a exclusão territorial de
residentes.
O Turismo de Base Comunitária quer ser diferente e se mostra como uma
alternativa viável à exploração que leva ao esgotamento. Promove a
interação entre comunidade e turista de forma sustentável, com ganhos
para a população local, e fomenta práticas de economia solidária na
cadeia produtiva do turismo.
A experiência turística única e autêntica é oferecida para o visitante a
partir da sua participação na vida comunitária local, por meio da
valorização das diferenças culturais, por meio de parcerias e do
protagonismo das comunidades na gestão da atividade turística.
Jornadas de aprendizagem
No município de Tefé, Estado do Amazonas, oito comunidades da Reserva de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá
se beneficiam da atividade turística de várias formas, sendo o Turismo
de Base Comunitária uma atividade complementar às tradicionalmente
desenvolvidas.
Uma das empresas que opera o destino é a Aoka,
que vende experiências e jornadas conscientes para viajantes que buscam
algo mais. Com o acompanhamento de especialistas, as viagens promovem
conversas significativas entre diferentes grupos e transparência nas
relações com as comunidades. Os jovens idealizadores da empresa querem
inspirar inovação e transformação pessoal e, para isso, desenvolveram o
que chamam de programas de aprendizagem experiencial. A empresa também
criou o Fundo Aoka, para financiar projetos sociais nas comunidades,
mantido com parte do lucro das viagens e doações voluntárias.
Em Mamirauá, os clientes da Aoka e visitantes em geral se hospedam na Pousada Uacari,
localizada na confluência dos Rios Solimões e Japurá. Aberto em 2001, o
empreendimento é exemplo de como uma comunidade pode se organizar bem. A
gestão e o processo de tomada de decisões são participativos e ocorrem
por meio da associação local de prestadores de serviços em ecoturismo,
que também atua na fiscalização da reserva. Os excedentes gerados pelas
atividades turísticas são repartidos de forma igualitária entre as
comunidades próximas.
Desenvolvimento local
Outra comunidade que aceitou a entrada do turismo e decidiu ser protagonista da inevitável transformação do local foi a da Prainha do Canto Verde, no Ceará, uma microrregião de 749 hectares com praia de aproximadamente 5 km de extensão e cerca de mil habitantes.
Lá, o projeto Turismo Socialmente Responsável começou em 1993 e
hoje é referência. Pela pesquisa inicial feita com os moradores, era
muito claro que eles desejavam um turismo em que fossem articuladores,
empreendedores e organizadores. E imaginavam que a renda e o lucro
devessem ficar na comunidade, para melhorar a qualidade de vida da
população.
Os resultados colhidos originaram uma proposta de Turismo Comunitário,
que levou à formação de uma cooperativa e à definição de um modelo de
gestão local. Ficou estabelecido que, ao final de cada gestão anual, 20%
do saldo das operações ligadas ao turismo seria repassado para a
comunidade, que decide quais são os investimentos prioritários. A outra
parcela seria destinada ao Fundo de Reserva, utilizado para investimento
em melhorias necessárias ao turismo e também para a realização de
pequenos empréstimos para alavancagem de empreendimentos e abertura de
novos negócios.
“O turismo depende da conservação dos destinos visitados e, por isso,
temos a obrigação de trabalhar seriamente para minimizar os impactos
causados pelas viagens e criar mecanismos que possam integrar as
comunidades visitadas, produzir mais conhecimento e promover o
desenvolvimento regional”, defende Ana Carina Homa, diretora
socioambiental da Braztoa
– Associação Brasileira das Operadoras de Turismo. A organização
desenvolveu um Guia de Boas Práticas, dentro das ações do Programa
Braztoa de Sustentabilidade, que já recebeu a adesão de 22 empresas
associadas.
O guia não cita explicitamente o Turismo de Base Comunitária, mas indica
a necessidade de “utilizar passeios e tours sustentáveis que
desenvolvam a comunidade local e encoraje a população a ser
autossuficiente”. Para Ana, o Turismo de Base Comunitária – assim como o
Turismo Rural e todos os demais tipos de turismo que incentivem a
profissionalização da população local, para que ela possa ter subsídios
suficientes para desenvolver-se economicamente – deve ser incentivado.
“Porém, somente com o apoio de entidades governamentais, da sociedade,
do terceiro setor e de empresas ligadas ao Turismo poderemos obter bons
resultados em médio e longo prazos”, completa. Articulação regional
Esse também é o posicionamento do Ministério do Turismo, que vem
apoiando diversas ações de desenvolvimento e pesquisa sobre o Turismo de
Base Comunitária no âmbito do Programa de Turismo de Base Local, que
teve início em 2008 e investimento de cerca de R$ 10 milhões.
“Neste ano de 2012, novas ações voltadas ao Turismo de Base Comunitária
serão apoiadas em parceria com instituições públicas e também com
organismos internacionais representados pela JICA, pela ABC e pelo
Caricom, com o intuito de proporcionar a troca de experiência de
políticas públicas desenvolvidas no Brasil e países do Caribe”, afirma
Leopoldo Alves Júnior, diretor do Departamento de Qualificação e
Certificação de Produção Associada ao Turismo do MTur.
Muitos desafios ainda têm de ser enfrentados no segmento. Talvez o maior
deles seja a sensibilização e a articulação das comunidades anfitriãs,
do mercado e das instituições não governamentais, para concretizar e
consolidar as atividades do Turismo Comunitário. Ainda é difícil criar
alternativas de geração de renda que possam ser desenvolvidas no
território com o conhecimento e o saber locais. E garantir a oferta de
produtos e serviços de qualidade, sem alterar de forma significativa o
modo de vida das comunidades.